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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

01
Mai20

Quarentena - dia 49

por maga rosa

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Para um mês de Maio mais doce, hoje a foto é de um favo de mel. Cá em casa optamos por comprar o mel (bem como o azeite) directamente ao produtor. Na última compra, por sinal um óptimo mel da zona de Vale de Abelha (tudo a ver), mas que nos foi trazido até nós, veio um miminho. Este favo. Recuei anos! Fui à minha infância e adolescência, quando o meu pai tinha colmeias. Pelo que me recordo era só para consumo da casa. Vi-me a espremer pedaços de favo, debruçada sobre um alguidar de barro e o mel a escorrer-me entre as mãos. Recordações doces!

 

É dos favos que se faz a cera para algumas utilidades domésticas e trabalhos manuais. Há muito que pus de lado os vernizes e o substituí por cera de abelha para dar o acabamento final nos meus móveis que restauro. É um factor protector da madeira, mas de toque suave e macio. Muito agradável. Abençoadas abelhas!

 

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🍀

23
Abr20

Quarentena - dia 41

por maga rosa

Energia boa esta com que fui recebida às 7h da manhã, na minha varanda virada para o nascer do sol. A mãe natureza é sábia e é madrugadora. Até os pássaros se juntam e fazem um bailado para a homenagear. E as minha árvores têm mais magia àquela hora e vistas dali.

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Hoje saí um pouco à rua. Com as devidas precauções e afastamento social, claro está. Em tanto tempo foi a primeira vez que meti os pés para lá da porta da entrada, que quase me tinha esquecido de como é andar lá fora. Nem para ir às compras ou coisas tão simples como levar o lixo, pormenores de que a filha se tem encarregue. Mas hoje fiz o meu passeio “higiénico” como dizem os senhores lá de cima e valeu por mais uns tempos fechada em casa. 

 

🍀

29
Mar20

Quarentena - dia 15

por maga rosa

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Hoje foi um dia dedicado à reformulação ou (re)organização dos espaços aqui na casa. Há os que têm de sair para trabalhar e existem os outros (ou seja, nós, o casal progenitor) e que optámos por um isolamento voluntário. E houve necessidade de separar as áreas e de uma organização inteligente de modo a minimizar os riscos que vêm do exterior. Não é fácil. Nada é fácil numa situação como esta onde o inimigo só tem a visibilidade de um microscópio. Dividimos as casas-de-banho. A da entrada fica para o pessoal mais novo, que assim quando passa para cá, já vem lavadinho. A nossa é a do piso de cima. Cada qual com a sua.

 

Nunca mais entrou calçado de rua cá dentro. Fica à entrada. Essa é uma medida de extrema importância. Dizem que o vírus vilão é pesado pelo que se mantém pouco tempo no ar e cai, acabando por vir agarrado às solas. E existem ainda aqueles que gostam de cuspir para o chão. Todo o cuidado é pouco.

 

# Fique em casa! (saia só para o estritamente necessário, e olhe que é muito menos do que pensa!)

 

🍀

24
Mar20

Quarentena - dia 11

por maga rosa

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Hoje foi dia de ir às compras, o que requer toda uma logística e um tratamento quase cirúrgico. Não sei como é nas outras casas, mas aqui na nossa não entra nada sem uma inspecção minuciosa na “zona suja” da casa, como se de um laboratório se tratasse. Então, é um trabalho a 4 mãos. A filha chega com os sacos do supermercado e eu já munida de alguidares espero-a junto ao primeiro metro de corredor da entrada. Ela rasga as embalagens de fora, sejam de plástico ou de cartão e eu, sem lhes tocar extraio o que lá está dentro. Ovos, cenouras, cápsulas de café (eu não aprecio mas há quem não passe sem o dito líquido), cogumelos, salsa, coentros e sei lá mais o quê. Vou trazendo para a mesa das refeições e a cada vez que volto ao ponto inicial lá vai mais uma lavadela de mãos. (não tarda estou sem pele). Os legumes avulso são também colocados em alguidares e que posteriormente meto de molho numa solução de água e vinagre por 10 minutos. Passo-os por água limpa, seco-os e só então passam para a gaveta do frigorífico. Outras embalagens que não dê para esvaziar, como é o caso do gel de banho ou de frascos, ficam na zona de quarentena por uns dias até que lhes mexamos. Só de loucos! Mas se é para ter cuidado, então que façamos as coisas como deve ser.

Se o vírus cá entrar de certeza que não será por descuido ou com convite!

🍀

19
Mar20

Quarentena - dia 5

por maga rosa

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Hoje a Helena foi trabalhar, alguém tem de vender o pãozinho que tanto gostamos de ter às refeições. De nós cinco, neste momento, é a que está mais exposta. A Diana foi mandada para casa, até ordem em contrário. O Genro ainda foi trabalhar. Por enquanto.

 

Temo-nos organizado conforme podemos e sabemos. A Diana está encarregue das idas ao supermercado e hoje foi dia de o fazer. Somos cinco adultos a comer todos os dias e não fizemos “açambarcamento” de produtos. Aliás, confiamos que comida não há-de faltar e vamos comprando à medida das necessidades, tendo apenas uma pequena reserva para não sairmos todos os dias. Hoje fomos três a almoçar em casa e dei por mim a racionar a salada para dar para duas refeições. Na lista de compras não constavam itens para saladas e preferi só alimentos que vão ser cozinhados. Talvez numa próxima venham e os meta em água e vinagre, que também é um bom desinfectante.

 

Na entrada da casa temos a zona suja, onde se deixa o calçado que vem da rua, casacos e malas. Um resto de álcool (sempre fez parte da minha farmácia) e algodão para desinfectar telemóveis, ou o que for necessário. E sabão azul na casa de banho da entrada, onde se deixam roupas que vêm de fora e se muda constantemente as toalhas. Nunca a minha máquina de lavar trabalhou tanto! Nem quero pensar na conta da água no próximo mês…

 

Quando a Diana chegou com as compras houve todo um processo de desinfecção e retirada das embalagens exteriores, antes de acomodar tudo na despensa ou no frigorífico. Algumas embalagens ficaram na zona de quarentena, até passarem uns dias antes de lhes mexermos.

 

Chamem-nos loucos, mas mais vale prevenir do que remediar. Assim sentimo-nos mais tranquilos no nosso refúgio. Não conseguimos controlar tudo, mas fazemos o melhor que sabemos. Ontem tivemos o segundo infectado confirmado, pessoa muito próxima de familiares nossos. Dali podem vir outros casos, pelo que todo o cuidado é pouco.

🍀

22
Fev20

Céu em Fogo

por maga rosa

 

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Benditas ciclovias. Desde que foram construídas que se vêem cada vez mais pessoas a ganhar a prática de caminhar. Por aqui pelo menos é assim. Tem dias em que faço o caminho solitária, pela manhãzinha, hora boa para pôr os pensamentos em dia. Aqui e ali vou-me cruzando com outros caminhantes que passam a passo rápido, a pares ou a solo.

 

Mas é ao fim de tarde, há hora em que o marido faz o seu percurso e puxa pelos meus limites, que somos presenteados com um belo pôr-do-sol. No outro dia o Sol ofereceu-nos a mais bela das pinturas, um céu em fogo a adivinhar um dia seguinte bem quente e com uns efeitos especiais produzidos por umas nuvens passageiras.

 

Ontem não resisti e segui de máquina ao pescoço. Desta vez não queria perder a oportunidade de eternizar tão belo momento, mas fui traída. O céu só estava a meio fogo e foram-se os efeitos especiais.

 

Na próxima vez adianto os ponteiros do relógio para chegar a tempo e o céu que prepare as suas melhores vestes porque vou lá estar em primeira fila!

 

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12
Set19

Pão verde

por maga rosa

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Eu e as receitas andamos sempre numa espécie de jogo da apanhada com uma mistura de cabra-cega. Apanho uns ingredientes aqui, passo rente a outro acolá subtraindo-o ou substituindo-o. Subtraio gramas num, acrescento noutro. Dificilmente sigo à risca o que vem lá escrito.

 

Este pãozinho que ficou bem mais verde do que aparece na foto, foi o resultado de uma aventura culinária repentina, ontem ao final da tarde, para aproveitar as sobras de uma cuvete de manjericão que nos deram. A outra metade a primogénita usou-a para fazer pesto, aquele molho verde para massa tão apreciado pela outra filhota. Numa ingressão rápida ao chef Google, a primeira receita com manjericão que surgiu na minha frente, foi de pão. E eu a fazer uma ginástica hercúlea para cortar no pão (nem sempre eficaz, confesso), sou logo aliciada com uma imagem destas como podem ver aqui no petitchef e onde podem seguir a preceito todos os passos.

 

Para quem não tiver tempo (ou vontade) de ir ver a receita que me serviu de inspiração, deixo aqui a lista dos ingredientes:

 

3/4 xícara (chá) de leite morno

2 tabletes de fermento biológico (30 gr)

1 colher (sobremesa) de açúcar

2 ovos

1/2 xícara (chá) de folhas de manjericão

1 cebola pequena picada

1 colher (sobremesa) de orégãos

1 dente de alho picado

1 colher (sobremesa) de sal

1 1/2 colher (sopa) de margarina

500 gr de farinha de trigo

margarina para untar

1 gema para pincelar

gergelim para salpicar

 

Para começar, cortei logo no açúcar e no sal. Uma colher muito mal medida para cada um, que deve ter correspondido a meia colher de cada. Usei uma saqueta de fermento “fermipan” (fermento de padeiro em pó), que era o que havia cá em casa e misturei no leite e açúcar com colher em vez da liquidificadora. Como a nossa liquidificadora já se foi faz tempos, usei a varinha mágica para triturar os restantes ingredientes (excepto a farinha). Torci o nariz à ideia da cebola, pelo que acabei por usar uma bem pequenina, assim como um dente de alho também minúsculo, mas no final percebi que não fazia mal nenhum se fossem maiores. O meu fantástico pão não sabia nada aos ditos cujos. O manjericão também tinha bem mais do que meia chávena (foi a olho). Depois de uma papa feita com esta mistura, juntei-lhe a mistela do fermento no leite e só depois a farinha pouco a pouco envolvendo bem. Ficou na taça a crescer por meia hora. Findo este tempo coloquei a bola de massa na bancada enfarinhada e aí sim, dei-lhe umas voltas com as mãos, depois de as besuntar com óleo para não ficar tudo peganhento. Fez-me lembrar os tempos na aldeia, mas fui bem mais meiga com a minha bola de massa do que as mulheres com quem cresci a ver sovar o pão. Por cima, depois de pincelar com gema de ovo (uso as costas da colher), salpiquei com sementes de sésamo. Untei o fundo de um tabuleiro de ir ao forno com margarina e farinha e deixei lá a massa a descansar por mais 20 minutos. Na hora de ligar o forno veio a dúvida: e a temperatura? Arrisquei 200 graus e foi o que bastou. Aos 40 minutos da receita original acrescentei mais 5, mas não era preciso.

 

Ah, esqueci-me de dizer que fiz só um pão apenas e não usei forma, mas ficou bem na mesma e muito macio por dentro e com um delicioso paladar a manjericão. Todos cá em casa gostaram e foram unânimes numa coisa… Podia juntar pedaços de nozes ou pinhões à massa!

 

🙏

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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