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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

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08
Jun21

O lado positivo do confinamento

por maga rosa

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Isto é como os discos antigos. Há o lado A e o lado B. É música para todos os gostos.

 

Há quem ande há mais de um ano a ouvir a mesma música e não mude de faixa, ou de registo. E há até quem tenha aproveitado para compor a sua própria música.

 

O Amaro, (o maridão), pertence a este último grupo. Àqueles que fazem das dificuldades oportunidades para mudar alguma coisa. E se ele mudou! Num ano parece que viveu uma vida inteira. Mudou de hábitos e hoje mais parece um guru. Não que ele tivesse maus hábitos antes, mas aprendeu a “ouvir” o seu bem mais precioso, o corpo que lhe foi dado para viver esta vida terrena. E é ouvi-lo a falar de hábitos alimentares, cuidados de saúde, alimentos que nos acrescentam vida, exercícios para não enferrujarmos as articulações… E é vê-lo a levantar-se com o Sol e ir trabalhar já com meio dia de alongamentos de yoga e de vitamina D no lombo e um pré-almoço de ovos cozidos. E a jantar às 5h da tarde. Faça sol ou faça chuva. Seja dia de trabalho ou de descanso. Foco e disciplina. Perdeu peso e ganhou tranquilidade. Em paz com a vida que tanto lhe foi má-drasta, (daquelas mesmo muito, muito más), isso ele há muito que estava. Alegria de viver sempre teve. É um homem dos palcos. Um entertainer nato. E um “escravo do trabalho” também. Foi obrigado a abrandar. A pandemia fê-lo parar e rever as prioridades. Hoje faz planos para uma reforma antecipada que vem a caminho. Reformulou a sua segunda profissão. Há mais tempo para nós. E planos para ter uma casinha mais pequena e uma horta. Biológica, claro.

 

 

 “Ser louco é a única possibilidade de ser sadio neste mundo doente.”(Leandro Karnar)

 

01
Mai20

Quarentena - dia 49

por maga rosa

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Para um mês de Maio mais doce, hoje a foto é de um favo de mel. Cá em casa optamos por comprar o mel (bem como o azeite) directamente ao produtor. Na última compra, por sinal um óptimo mel da zona de Vale de Abelha (tudo a ver), mas que nos foi trazido até nós, veio um miminho. Este favo. Recuei anos! Fui à minha infância e adolescência, quando o meu pai tinha colmeias. Pelo que me recordo era só para consumo da casa. Vi-me a espremer pedaços de favo, debruçada sobre um alguidar de barro e o mel a escorrer-me entre as mãos. Recordações doces!

 

É dos favos que se faz a cera para algumas utilidades domésticas e trabalhos manuais. Há muito que pus de lado os vernizes e o substituí por cera de abelha para dar o acabamento final nos meus móveis que restauro. É um factor protector da madeira, mas de toque suave e macio. Muito agradável. Abençoadas abelhas!

 

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🍀

23
Abr20

Quarentena - dia 41

por maga rosa

Energia boa esta com que fui recebida às 7h da manhã, na minha varanda virada para o nascer do sol. A mãe natureza é sábia e é madrugadora. Até os pássaros se juntam e fazem um bailado para a homenagear. E as minha árvores têm mais magia àquela hora e vistas dali.

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Hoje saí um pouco à rua. Com as devidas precauções e afastamento social, claro está. Em tanto tempo foi a primeira vez que meti os pés para lá da porta da entrada, que quase me tinha esquecido de como é andar lá fora. Nem para ir às compras ou coisas tão simples como levar o lixo, pormenores de que a filha se tem encarregue. Mas hoje fiz o meu passeio “higiénico” como dizem os senhores lá de cima e valeu por mais uns tempos fechada em casa. 

 

🍀

29
Mar20

Quarentena - dia 15

por maga rosa

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Hoje foi um dia dedicado à reformulação ou (re)organização dos espaços aqui na casa. Há os que têm de sair para trabalhar e existem os outros (ou seja, nós, o casal progenitor) e que optámos por um isolamento voluntário. E houve necessidade de separar as áreas e de uma organização inteligente de modo a minimizar os riscos que vêm do exterior. Não é fácil. Nada é fácil numa situação como esta onde o inimigo só tem a visibilidade de um microscópio. Dividimos as casas-de-banho. A da entrada fica para o pessoal mais novo, que assim quando passa para cá, já vem lavadinho. A nossa é a do piso de cima. Cada qual com a sua.

 

Nunca mais entrou calçado de rua cá dentro. Fica à entrada. Essa é uma medida de extrema importância. Dizem que o vírus vilão é pesado pelo que se mantém pouco tempo no ar e cai, acabando por vir agarrado às solas. E existem ainda aqueles que gostam de cuspir para o chão. Todo o cuidado é pouco.

 

# Fique em casa! (saia só para o estritamente necessário, e olhe que é muito menos do que pensa!)

 

🍀

24
Mar20

Quarentena - dia 11

por maga rosa

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Hoje foi dia de ir às compras, o que requer toda uma logística e um tratamento quase cirúrgico. Não sei como é nas outras casas, mas aqui na nossa não entra nada sem uma inspecção minuciosa na “zona suja” da casa, como se de um laboratório se tratasse. Então, é um trabalho a 4 mãos. A filha chega com os sacos do supermercado e eu já munida de alguidares espero-a junto ao primeiro metro de corredor da entrada. Ela rasga as embalagens de fora, sejam de plástico ou de cartão e eu, sem lhes tocar extraio o que lá está dentro. Ovos, cenouras, cápsulas de café (eu não aprecio mas há quem não passe sem o dito líquido), cogumelos, salsa, coentros e sei lá mais o quê. Vou trazendo para a mesa das refeições e a cada vez que volto ao ponto inicial lá vai mais uma lavadela de mãos. (não tarda estou sem pele). Os legumes avulso são também colocados em alguidares e que posteriormente meto de molho numa solução de água e vinagre por 10 minutos. Passo-os por água limpa, seco-os e só então passam para a gaveta do frigorífico. Outras embalagens que não dê para esvaziar, como é o caso do gel de banho ou de frascos, ficam na zona de quarentena por uns dias até que lhes mexamos. Só de loucos! Mas se é para ter cuidado, então que façamos as coisas como deve ser.

Se o vírus cá entrar de certeza que não será por descuido ou com convite!

🍀

19
Mar20

Quarentena - dia 5

por maga rosa

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Hoje a Helena foi trabalhar, alguém tem de vender o pãozinho que tanto gostamos de ter às refeições. De nós cinco, neste momento, é a que está mais exposta. A Diana foi mandada para casa, até ordem em contrário. O Genro ainda foi trabalhar. Por enquanto.

 

Temo-nos organizado conforme podemos e sabemos. A Diana está encarregue das idas ao supermercado e hoje foi dia de o fazer. Somos cinco adultos a comer todos os dias e não fizemos “açambarcamento” de produtos. Aliás, confiamos que comida não há-de faltar e vamos comprando à medida das necessidades, tendo apenas uma pequena reserva para não sairmos todos os dias. Hoje fomos três a almoçar em casa e dei por mim a racionar a salada para dar para duas refeições. Na lista de compras não constavam itens para saladas e preferi só alimentos que vão ser cozinhados. Talvez numa próxima venham e os meta em água e vinagre, que também é um bom desinfectante.

 

Na entrada da casa temos a zona suja, onde se deixa o calçado que vem da rua, casacos e malas. Um resto de álcool (sempre fez parte da minha farmácia) e algodão para desinfectar telemóveis, ou o que for necessário. E sabão azul na casa de banho da entrada, onde se deixam roupas que vêm de fora e se muda constantemente as toalhas. Nunca a minha máquina de lavar trabalhou tanto! Nem quero pensar na conta da água no próximo mês…

 

Quando a Diana chegou com as compras houve todo um processo de desinfecção e retirada das embalagens exteriores, antes de acomodar tudo na despensa ou no frigorífico. Algumas embalagens ficaram na zona de quarentena, até passarem uns dias antes de lhes mexermos.

 

Chamem-nos loucos, mas mais vale prevenir do que remediar. Assim sentimo-nos mais tranquilos no nosso refúgio. Não conseguimos controlar tudo, mas fazemos o melhor que sabemos. Ontem tivemos o segundo infectado confirmado, pessoa muito próxima de familiares nossos. Dali podem vir outros casos, pelo que todo o cuidado é pouco.

🍀

22
Fev20

Céu em Fogo

por maga rosa

 

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Benditas ciclovias. Desde que foram construídas que se vêem cada vez mais pessoas a ganhar a prática de caminhar. Por aqui pelo menos é assim. Tem dias em que faço o caminho solitária, pela manhãzinha, hora boa para pôr os pensamentos em dia. Aqui e ali vou-me cruzando com outros caminhantes que passam a passo rápido, a pares ou a solo.

 

Mas é ao fim de tarde, há hora em que o marido faz o seu percurso e puxa pelos meus limites, que somos presenteados com um belo pôr-do-sol. No outro dia o Sol ofereceu-nos a mais bela das pinturas, um céu em fogo a adivinhar um dia seguinte bem quente e com uns efeitos especiais produzidos por umas nuvens passageiras.

 

Ontem não resisti e segui de máquina ao pescoço. Desta vez não queria perder a oportunidade de eternizar tão belo momento, mas fui traída. O céu só estava a meio fogo e foram-se os efeitos especiais.

 

Na próxima vez adianto os ponteiros do relógio para chegar a tempo e o céu que prepare as suas melhores vestes porque vou lá estar em primeira fila!

 

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Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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