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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

18
Mar19

Existem ausências que são verdadeiros presentes...

por maga rosa

 

Na semana que passou, andei longe literalmente. Andei fora da minha zona de conforto e das actividades habituais. As redes sociais foram as rodas de amigos à volta de uma mesa. E as conversas sentidas de quem já viveu grandes e extraordinárias experiências e muito tem para ensinar. Conversas feitas com o coração e a alma. Posso afirmar com toda a certeza, que esta viagem foi muito mais do que uma sucedânea de lugares visitados. Foi uma ida ao meu Eu mais profundo e de quem me acompanhou.  

 

Foi uma viagem especial.

 

Viagem à Madeira2.jpeg

 

Um brinde à amizade e às boas energias!

 

                                                                     Créditos de imagem: maga rosa

 

07
Jan19

Bréhat, a ilha nos meus sonhos?

por maga rosa

Bréhat, a ilha nos meus sonhos.jpg

 

Na minha frente tinha uma paisagem lindíssima. Lá ao fundo, mais abaixo, podia-se ver o mar sem ondas a banhar uma pequena margem de pedras ou areia endurecida em vez dos típicos extensos areais das nossas praias, orlada por uma zona verde. Tinha comigo a minha máquina fotográfica (é sempre assim nos meus sonhos quando o cenário é uma paisagem linda, exótica e inesquecível). Também se repete o padrão do não chegar a fotografar, ou de ser confrontada com algum impedimento para tal. Desta vez não houve impedimento, eu é que me perdi um pouco na contemplação e exploração da zona envolvente. A minha filha desceu à praia e voltou a subir a encosta, acompanhada por outra jovem que conheceu lá. Começou a entardecer e eu sabia que estava a ficar tarde e precisava voltar, mas o momento era o ideal para tirar umas boas fotografias com toda aquela luz de pôr-do-sol. No caminho passei por uma casa (havias pouquíssimas naquela zona). Algumas pessoas entravam e saíam e eu fiz o mesmo. A casa térrea era pequena, de construção antiga, rectangular, um misto de pedra com madeira. Estava mobilada num estilo meio provençal rústico, meio boémio chic. Tinha umas janelas envidraçadas grandes. Fui espreitar e vi uma curva da praia cercada de árvores. De outra janela a água era mais extensa, parada, que mais parecia uma lagoa. Senti que podia viver ali. Sentia-me em casa.

 

Dirigi-me à dona da habitação, que se encontrava de volta de uns papéis, talvez relacionados com a compra da mesma. Tentou ocultar de mim o que lá estava escrito, mas percebi que eram antigos e vislumbrei algures numa página o símbolo do nosso “cifrão”. Perguntei-lhe se queria vender e ela respondeu que estava a pensar nisso… Falou em algo que me pareceu serem uns 84 mil e tantos euros (esqueci os números miúdos)… Achei até em conta para a zona.

 

Voltei a sair da casa e dei comigo acompanhada por um rapaz que me foi mostrar uma lagoa. Já não era a mesma parte de mar. Era uma lagoa a sério (ou parecia), num terreno agora mais plano, mas perto de onde tinha estado antes. Era tudo perto. À volta tinha arbustos e árvores e a água na margem deixava ver o fundo. Até aqui pensei estar em Portugal. Todos à minha volta falavam em português. Até que o rapaz me disse o nome da terra…Qualquer coisa que me esqueci, seguida de algo parecido com “Ildefrance” ou “Ildefrench”. Disse-o de uma forma melodiosa, cantada e eu achei piada. Só aí percebi que estava em França. Acordei.

 

A sensação dentro do sonho foi muito boa, feliz. Ao acordar senti-me eufórica e não resisti em procurar no Google se existe alguma terra assim.

 

Descobri que em tempos houve uma província chamada de Île-de-France, habitada por uma tribo de celtas uns séculos antes de Cristo e que deu origem à actual Paris. Faz sentido. Nunca lá fui mas gostava e digo muitas vezes que devo lá ter vivido noutra vida. Mas, não tem mar e o rio Sena não tem nada a ver com as imagens do meu sonho.

Continuei a procurar e para meu espanto encontrei uma ilha, Île de Bréhat... Brehat, uma ilha de França… Em Francês, Île-de-France. Bem pode ser a “Ildefrance” do meu sonho. O mar em tudo muito semelhante ao mar do meu sonho, assim como a paisagem…

Pensei que tinha de contar ao marido, não o próximo, mas o nosso destino de algum dia, mas estava com pressa para tratar do almoço… E nesse momento o telemóvel tocou!

Depois de ouvir o meu sonho e a minha descoberta e de lhe acrescentar que fica no norte de França, do outro lado só ouvi uma gargalhada e um:

 

- Achas mesmo que vou para o frio? Vai lá mas é tratar do almoço para a miúda!

 

                                                                          FIM

 

 

Ele é friorento. Nasceu e cresceu numa ilha com temperatura amena o ano todo. Teve até alguma dificuldade em se adaptar aos invernos mais rigorosos da região interior continental. O frio também é inimigo das minhas hérnias e nervo ciático, mas mesmo assim continuo em estado de euforia.

 

Diria mesmo, que a euforia da descoberta vai durar enquanto durar a recordação do meu sonho…

 

Alguém aí, entre os meus queridos leitores e leitoras que conheça esta região que esta noite (mais precisamente manhã), povoou os meus sonhos?

 

                                                                      Fonte da imagem: Flickr

27
Abr17

Ainda no reino das cidades encantadas...

por maga rosa




Desta vezfoi Glastonbury a cidade escolhida para as nossas aventuras e descobertas, masàs três mosqueteiras juntaram-se também o jovem d'Artagnan e Milady. Aqui opasseio foi mais ao estilo inglês, com aguaceiros e a fugir da chuva por faltade guarda-chuvas. Partimos cedo de Bristol, de autocarro, e pelo caminho (maisuma vez) fiquei encantada com o verde tão verde dos campos. As árvores alembrar cenários de mistério, as encantadoras casas com paredes de tijolo etoda uma atmosfera que me faz sempre sentir como personagem de um conto defadas, ou uma deusa das lendas arturianas. Talvez a fada Morgana, deusaTríplice ou feiticeira benigna ou então a Dama do Lago, sacerdotisa na ilha deAvalon. 

Glastonburyé uma pequena cidade a 50 km para sul de Bristol e muito conhecida pelas suaslendas e mitos e um festival de música que se realiza anualmente ali perto. Temum ambiente muito esotérico. As ruas, as lojas, tudo apela ao nosso sextosentido e ao mesmo tempo, é muito Zen. Senti-me muito bem. Lá senti-me em casa.Do nosso grupo ainda houve quem saísse de lá de cabeça cheia com as “visões” deuma médium…Para quem pretender esse tipo de consultas ou comprar materialesotérico, ali é o local certo.

Esqueci-mefoi de fotografar as enormes batatas recheadas que nos aqueceram o estômago nahora do almoço. 😃


Enquanto eu e a minha filhapassávamos a pente fino todos os berloques, bugigangas e pedrinhas coloridas nointerior de uma das lojas, nas traseiras o meu sobrinho deliciava-se com oespaço destinado aos mais pequenos. 


24
Abr17

Bath - a cidade encantada

por maga rosa
 
Dizem alguns entendidos que o mês anterior ao aniversário é o nosso inferno astral. É aquela fase em que o Sol percorre o signo antes do nosso, até atingir o grau onde estava no dia em que nascemos. É uma espécie de 12ª casa. Daqui a menos de duas semanas faço anos, mas sem dramas e sem casas doze. E foi num momento de introspecção sobre o assunto, que passei em revista o meu último aniversário e o mês anterior a ele. Devo ter aberto a porta errada (felizmente), porque em vez de inferno dei com o paraíso. Foi um mês intenso, o mês de Abril. Viajei de avião para dois destinos diferentes, só com o tempo suficiente para trocar as roupas de inverno pelas de verão, entre elas. Revisitei locais e pessoas queridas. Conheci outros locais novos. Diverti-me imenso, mesmo estando com algumas limitações físicas, na época. Fiz alguns disparates. Senti-me leve.
 
 
E conheci uma cidade encantada. Bath, em Inglaterra. Foi um dia memorável com a minha filha e a minha mãe. Três gerações. Três mulheres prontas para a brincadeira e para aproveitar as boas energias que pairam por ali. Fomos encontrar um dia de verão português (ou quase). Mas mesmo assim, de inferno nada. Só uma cidade saída dos contos de fadas. 
 
 
16
Jul16

"Exit" traiçoeiro

por maga rosa


Segui a placa aérea quedizia Toilet e meti-me num WCduvidoso. Mal sinalizado, e não fosse ter nas portas os bonecos para senhoras,homens e pessoas com capacidades motoras reduzidas, poderia pensar-se queseriam só de serviço para os funcionários. Na volta, perdi a conta às portaspor onde antes tinha passado e distraída virei para o lado errado, (mal)orientada pela placa de “Exit”. 

Esbarrei numa porta quesupostamente seria a da saída. Por alguns segundos ainda hesitei, mas numimpulso abri-a e empurrei-a. Impulso do qual me arrependi amargamente. Já dooutro lado, percebi que me tinha enganado na saída, mas a tentativa de voltaratrás saiu-me furada, porque a porta estava trancada. Só abria num sentido. Omeu coração disparou. E agora?! Respirei fundo e procurei não entrar em pânico.Estava sozinha e sem telemóvel para poder comunicar com a minha filha que seencontrava no interior da livraria com a minha mãe e o meu sobrinho de 5 anos.Olhei à volta. Nada que se parecesse com um botão de alarme que pudessecarregar para avisar que estava ali fechada. Que vergonha, o melhor era tentardesenvencilhar-me sozinha. Ganhei uma energia extra e meti-me por ali a dentro,corredor atrás de corredor. Porta atrás de porta. Os corredores tornaram-selabirínticos e por vezes tinha que decidir-me por qual ir. Senti-me numaespécie de roleta russa a tentar a sorte e com o coração a mil cada vez queempurrava a próxima porta. E se não abrisse? O edifício estava prestes a fechare eu só pensava em como iria sair dali e na aflição daqueles que me esperavam algureslá fora sem saber onde me procurar. E se eu ficasse ali trancada? Será quealguém iria encontrar-me? Imagino que não passava ali ninguém há séculos. Oscorredores foram ficando cada vez mais sombrios e sujos. As paredes com pioraparência e a tinta deu lugar ao cimento despido de qualquer acabamento. Escadas.Muitos degraus em direção a parte incerta. Senti-me a descer aos infernos, qualPerséfone no Reino de Hades. Só faltou dar de caras com Cérbero, o monstro dastrês cabeças que guarda o submundo. O que me vale, é que a aflição dá-me asas aos pés e depois delongos minutos que me pareceram uma eternidade, surgiu a luz ao fundo do túnele pude finalmente respirar de alívio. Mas agora encontrava-me noutro dilema. Ondeestava eu? Depois dos últimos degraus a rua, uma rua que nunca tinha vistoantes, numa zona desconhecida e de aspecto sinistro (pelo menos aos meusolhos). Preparei mentalmente um discurso incoerente num inglês abaixo domedíocre, mas por azar (ou sorte) não havia ninguém nas proximidades. Dei avolta ao edifício de paredes em tijolo, na rua curva, mas voltei ao ponto departida. Nem um ponto de referência a que me agarrar. Sem dinheiro, sem passe,sem nada para poder voltar a casa. Comigo levava unicamente a máquinafotográfica ao pescoço. Vá lá não me ter ocorrido fotografar os subterrâneos deum centro comercial inglês!

Pensa,dizia o meu alter ego! E o meu cérebro mais uma vez tomou a rédea da situação.Um pouco para a esquerda, do outro lado da rua, vislumbrei uma escada. Se descitinha que subir. Depressa galguei os longos e largos degraus dos vários lancesde escada, com a altura de uns três ou quatro andares que me separavam daestrada que passava lá em cima. Ufa! Era a rua larga e movimentada por ondetínhamos entrado. Desci e voltei a subir a rua à procura da entrada para alivraria. Senti-me momentaneamente desorientada. E lá estava a minha mãe com arsério, do outro lado, que nem sentinela a guardar a entrada por onde eu deveriasair. Por momentos, senti-me pequenina e à espera do raspanete. 

Com asmãos sujas, a cabeça ainda zonza e o ego ferido, entrei no autocarro paraaquela que seria a minha última viagem de férias, nos transportes públicos dacidade. E que bem que me soube aquele regresso a casa!









12
Mai16

Rx astrológico

por maga rosa


Um mapa natal astrológico écomo fazer um RX. Quem souber decifrá-los consegue ficar a saber muita coisaque não é visível aos olhos. Portanto, aqui vai o meu “RX” astrológico paraquem souber alguma coisa de astrologia e tiver curiosidade em saber de quefibra é feita a maga que vos escreve.

Tal como em casa deferreiro espeto de pau, também aqui, os mapas da casa são os menos vistoshabitualmente J. Hoje, por curiosidade,fui ver como andava o meu Retorno Solar anterior no que diz respeito à Casa, (ouárea) das grandes viagens.  É que, aténem viajo muito para o exterior (com muita pena minha), no entanto, no mês queantecedeu o meu aniversário fiz duas viagens seguidas, só com o tempo paradesfazer a mala e trocar de roupa, entre elas. Primeiro, até terras de suaMajestade, a Rainha Isabel II e de seguida para aquela que é tida como a pérolado Oceano e que por enquanto ainda faz parte do nosso território, a Ilha daMadeira. 

Passando à análise dosmapas, sendo o primeiro o do momento do meu nascimento, e o segundo aquele quemostra os acontecimentos numa faixa de tempo que vai de um aniversário aooutro, chamado de Retorno Solar, ou Revolução Solar.


O que poderia indicarviagens neste mapa de RS?

A casa IX tem na cúspide osigno de Sagitário e é representada pelo planeta Júpiter em Leão na casa IV.Para começar, a casa IV é angular o que dá uma maior expressão ao planeta.Desta forma ele encontra-se mais forte e “age” mais. Em Leão está benzinho oque também ajuda a que, apesar de alguns imprevistos, fossem uns dias bempassados.

O regente da casa IX(viagens) do meu mapa natal, Marte, nesse ano foi cair na casa I (eu). Éverdade que está já lá no final da casa, mas as viagens ocorreram precisamenteno final do ano representado por este mapa de RS. As viagens vieram até mimliteralmente. É que em ambos os casos, convidaram-me a fazê-las e até mepagaram a passagem de avião. Inicialmente fiquei indecisa e a ponderar seaceitava ou não, devido a uns problemazitos de saúde que poderiam ser entrave.Lá está, Júpiter não só rege a casa IX como também a VIII (dinheiro dosoutros). Voltando a Marte, em Touro está fraquito pois está, mas quem disse quefoi tudo um mar de rosas?! Além de algumas correrias na 1ª viagem, ainda me metinumas alhadas muito labirínticas, a que no momento não achei graça nenhuma, masisso é história para outro post!

Vénus, como sendo EU, aquinão faz aspecto ao planeta regente da casa IX, mas faz oposição à cúspide dacasa. É relevante para o caso, embora represente aqui, algum atrito, oudificuldade em aceitar as propostas, que foi o caso. A coisa deu-se, mas depoisde algumas negociações árduas e muito pensar.

A Lua como significadornatural, aqui não é relevante. Já Mercúrio, está forte em Gémeos e rege a casaIII, deslocações, onde se encontra o regente Vénus que me representa. Eu aandar muito de um lado para o outro (só não diz onde!) ahahah.


Por último, também possoconsiderar o Sol, porque é tido como um significador acidental e aqui está nacasa I e em Touro, a ajudar também à festa. 



Em amena cavaqueira com aRainha... ;)


A testar a resistência dosmeus ténis nos calhaus da Madeira...  :)

E com uma enorme vontade detestar também a temperatura da água, mas com todos os factores contra mim! :D

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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