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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

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08
Ago17

Água, por favor volta!

por maga rosa

 

Domingo ao final da tarde,com o corpo a pedir um bom banho de água doce e o cabelo emaranhado pelo sal epela água da praia, meti-me na banheira e fui presenteada com um duchelamacento. Aos meus pés a água começou a cair suja, amarelada. Passados os primeiros segundos em que um daqueles pensamentos parvos nos atravessa a mente (neste caso, era eu que estava imensamente suja), percebi que havia problemas. Mal sabia eu que aquilo era só o começo de uma enorme provação para uma cidade inteira. Tomei o meu banho na mesma. Substituí o sal no corpo por areia, mas do mal, o menos.  
 
À noite, na net, começaram a surgir as publicações sobre o incidente (se queremos saber as novidades é correr para o facebook ;) ) e a situação era geral. Não foi só na minha casa-de-banho. Um problema com o furo de água devido à escassez no sub-solo e a areia subiu para as canalizações. Grande dor de cabeça, é o que é!
 
Cá para mim, foi um complô entre a fábrica das toalhitas e as das águas engarrafadas. A esta hora já devem ter esgotado nos supermercados.
 
Sei que há gente a trabalhar noite e dia para resolver o problema e que um novo furo vai ser preciso construir. Mas, como um mal nunca vem só (dizem!), durante a noite passada, quando tudo se encaminhava para a água começar a jorrar das nossas torneiras, limpa e transparente (mais ou menos), houve o rebentamento de uma conduta. E lá voltamos à estaca zero. Ou seja, sem fim à vista do regresso aos tempos primitivos (ainda mais para quem vive acima dos primeiros andares).
 
Ontem à noite os genros vieram tomar banho cá a casa. Na casa de banho do r/c saía um esguicho que deu para desenrascar quem durante o dia trabalhou no duro… Água fria e turva, mas podia ser pior. Há quem nem isso tenha. Ou podia ser Inverno.
Hoje, dois dias depois, nos pisos térreos já corre água que basta para accionar o esquentador, mas quem mora em andares continua a viver o drama das torneiras secas.
 
É quando não a temos que lhedamos valor. Água, este bem tão precioso!
 
 
                                                                                                    Fotografia de Lara Zankoul
 
 
01
Ago17

Roupa de papel

por maga rosa
 
imaginação tem o tamanho que cada um lhe quiser dar e que o diga a Srª dona Cândida Henriques, uma octogenária muito prendada, com mãos de fada que lá vai dando forma a roupas de papel. Isso mesmo que acabaram de ler, trajes todos feitos em papel, até ao mais pequeno detalhe. Eu tive de olhar bem de perto, para me convencer que realmente nem as blusas tinham tecido na sua confecção.
 
Estes modelitos fizeram parte de um desfile integrado nas festas do centro de bem-estar social de Vale Figueira, que vai tendo umas iniciativas bem interessantes e dinâmicas, com os seus utentes e que todos os anos leva a população ao centro (ou vice-versa), tendo como tema principal, um concurso de arroz-doce. E que bem que me soube!
 
 
 
 
 
 

 

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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