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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

26
Abr20

Quarentena - dia 44

por maga rosa

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A rainha da Alice finalmente ficou pronta. O rosto foi o último a ser pintado, mas às vezes tem de ser assim. O mais difícil fica para o fim. Quando já não havia mais escapatória meti mãos à obra e a tirana (conta a história que ela era uma megera) ganhou vida. Ou parece. Às vezes ao descer as escadas e se olho de relance, quase fico com a impressão que está lá gente. Mas nada, é só uma pintura na parede.

 

Hoje aproveitei que o dia esteve de chuva e pouco convidativo para andar no quintal e terminei o que faltava. Dei os últimos retoques na cara e pintei os corações grandes da saia. Fico com a sensação de que falta alguma coisa nos ditos corações, mas por agora ficam assim. Às vezes bastam uns traços e tudo muda (aos meus olhos).

 

Já me demorei muito na rainha, pelo que é tempo de passar à frente. Ainda tenho um campo de flores para lhe pintar. Dizem que ela não gostava de rosas brancas, vamos ver se ainda lhe calham algumas… Vou tirar algumas flores da cartola a ver o que de lá sai. Depois conto-vos.  

 

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17
Abr20

Quarentena - dia 35

por maga rosa

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A minha Rainha de Copas vai ganhando forma. Pincelada a pincelada, com toda a calma do mundo porque estas coisas requerem tempo e entrega total. Nem é tarefa para se fazer de empreitada, ou com um pé lá e outro a caminho de uma obrigação qualquer. Quanto à pressa, dizem que é inimiga da perfeição. Ali, sou só eu, os meus pincéis e o desenho que tenho em mãos. Quando pinto o tempo pára. Este é um momento de catarse, de expurgar os problemas que possam povoar a mente porque pintar é terapêutico. Pelo menos para mim.

 

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08
Abr20

Quarentena - dia 26

por maga rosa

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Hoje voltei às minhas pinturas. E é um facto que nelas eu demoro-me e reinvento a minha capacidade de sonhar. Nelas eu fico horas e horas seguidas, pincelando miudinho cada traço, cada mancha de cor. Nelas eu encontro a serenidade e esqueço que lá fora o mundo quase parou. Fico suspensa num traço certeiro que trará a forma desejada. Enquanto isso, faço uns equilibrismos e contorcionismos para chegar à perfeição, que não existe eu sei, mas que almejo. E viro-me para dentro de tanto apreciar a obra e lhe pintar umas nuances. E o mundo fica mais belo. Ou pelo menos o meu mundo. Quero acreditar que o mundo lá fora também. E ainda há quem não saiba o que fazer ao tempo…O meu é tão pouco para tantos sonhos!

 

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14
Fev20

Era uma vez...

por maga rosa

…Duas meninas que adoptaram uma avó e perdiam-se de amores pelas suas belas e longas histórias que começavam sempre por “era uma vez…” e terminavam, salvo raras excepções, só no dia seguinte. Era vê-las correrem à fonte de onde jorrava uma inesgotável riqueza de saberes, sem nunca ficarem saciadas. De lá saíam contos de fadas e de princesas que tanto se transformavam em cisnes, como noutra hora eram vítimas de reis implacáveis e fugiam por estradas que mudavam a olhos vistos. Ou então, eram leões presos com cabelos que se transformavam nas mais resistentes das correntes. Foram anos de histórias, lendas, palavras mágicas. Muitas palavras. Tantas que dariam para escrever uma colecção inteira, daquelas com muitos volumes.

 

Que pena que naquela época eu não soubesse ainda que um dia iria querer escrever aquelas histórias todas. E que pena que a memória seja tão selectiva e só tenha guardado partes soltas daqui e dali. Mais do que palavras, ficaram as sensações. E a gratidão.

 

Esta minha história da Alice pintada no hall dos quartos, é uma pequena homenagem àquela senhora, “a prima” como lhe chamávamos, que tão boas memórias me deixou e tanto me ensinou. Hoje, parte de mim, de quem sou, devo-o a ela e à sua passagem leve pela minha vida. Muito mais do que uma vizinha e uma prima muito afastada, foi uma avó, daquelas avós que têm uma paciência que nunca mais acaba, contam histórias e ensinam a bater claras em castelo.

 

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Há dias felizes e hoje foi um deles. Quem me conhece sabe que eu apesar de uma leiga na matéria sou fascinada por fotografia, mesmo que o meu equipamento se resumisse apenas à objectiva que veio no quit, daquelas bem básicas. Hoje, depois da coitada ter avariado e eu ter andado a namorar uma macro que acabei por mandar vir da net, o carteiro tocou à campainha e lá estava o meu belo presente de mim para mim. A loja não brinca em serviço! J

 

Que bela maneira de comemorar o S. Valentim. Não resisti e lá andei eu a experimentá-la na Alice… Amanhã é outro dia e há mais comemorações (e motivos para experimentar a lente também), porque dia dos namorados é quando nós quisermos.  

05
Fev20

Capricórnio e a árvore da vida

por maga rosa

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E por último vem Capricórnio. O último nas publicações e nas pinturas, mas não na ordem zodiacal. Este foi aquele signo que andei a maturar antes de o tornar desenho e que acabou por sofrer algumas alterações. A ideia inicial colocava-o noutro lugar do meu céu, até que veio a correcção e deu-lhe destaque. Por esta altura já eu tinha aprimorado o traço e o pincel que me acompanhou do início ao fim, uma espécie de todo o terreno, estava mais fino do que nunca. Pobrezito, ficou quase careca e eu sem solução capilar que lhe valesse. Vá lá que antes do trabalho seguinte já tinha encontrado a fonte dos pincéis ideais (finos, macios e baratos) e o meu companheiro de luta pôde reformar-se.  

 

Queria tanto incluir uma árvore da vida nas minhas pinturas, que vi naquela bola grande o espaço perfeito.

 

A árvore da vida, além de simbolizar a vida nas suas diferentes fases, pode considerar-se um amuleto de protecção e de encorajamento. As raízes que se prendem à Terra (e ao passado) e dão estabilidade durante as tempestades. Os ramos que crescem em direcção ao céu na busca de luz (e conhecimento) e solução para as dificuldades (ramos emaranhados) e sucesso (que aqui eu quis acentuar ao pintar as folhas de dourado). Representa também a longevidade e a persistência. Tudo atributos de Saturno e Capricórnio. A minha árvore tem ainda as folhas em forma de coração para que não falte o amor.

 

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Gratidão! 

27
Jan20

Sagitário, "O Justiceiro"

por maga rosa

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Por fim e a terminar a saga dos signos na minha parede, surge o Sagitário. Andou um pouco esquecido, mas cá está ele. É um dos últimos do Zodíaco, mas um dos mais aventureiros e o primeiro quando é preciso ir. É aquele signo representado pelo centauro, homem da cintura para cima e cavalo na parte inferior. Meio besta, meio humano. Ele é um ser social e comunicativo, sempre bem-disposto e a alma de qualquer festa, ao mesmo tempo que corre livre na natureza como um cavalo selvagem. Que ninguém o queira manter de rédea curta porque isso não resulta.

 

Expressivo e expansivo. É por isso que o pintei de cores vibrantes e ganhou o maior círculo.  No meio desenhei a seta, símbolo com que surge representado em todo o lado e que designa a sua faceta de justiceiro.  A seta também aponta para os seus (muitos) objectivos.

 

É um signo do elemento Fogo e tem como planeta regente Júpiter.

Noutros tempos em que a medicina e a astrologia andavam de mãos dadas, Sagitário estava associado a alimentos amargos por natureza e a remédios com idênticas características.

 

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                                                                                              Créditos das fotos: maga rosa

13
Dez19

No país das maravilhas

por maga rosa

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As pinturas no cantinho da Alice estão terminadas. Se não tínhamos nenhuma Alice, passámos a ter! Se já fazia parte do nosso imaginário desde crianças, agora passou a fazer parte do nosso dia-a-dia e sempre que subimos ao 1º andar lá está ela à espreita. À espreita está também o gato risonho empoleirado no espelho grande e a Milka ganhou uma nova companhia. O coelho anuncia que é tempo de fazer alguma coisa. Flores é que não faltam. Cogumelos. Amores-perfeitos. A estrada de xadrez que nos leva para lá do nosso imaginário e a um belo chá das cinco.

 

Para quem não souber que caminho escolher, é só escutar dentro si que sentimento fala mais alto e seguir as setas.

 

Gosto tanto deste meu jardim!

 

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Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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