Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

10
Abr20

Quarentena - dia 28

por maga rosa

Quarentena - dia28.jpg

Há muito que deixei de ver as notícias para saber os números da pandemia. Presentemente, limito-me a ver o e-mail do presidente da Câmara para ter uma noção do que se passa a nível local. É o que me basta. Pela minha sanidade mental prefiro andar longe de telejornais e demais publicações sobre o assunto. Já cansava.

 

Estou aqui na minha bolha, tentando abstrair-me do que se passa lá fora, mas procurando manter a mente ocupada para não virem ao de cima pensamentos claustrofóbicos. Para quem, como eu, já passava a maior parte do tempo em casa, o estar em casa agora nem é assim tão difícil. Mas a sensação da falta de liberdade custa. E hoje senti tanta falta das minhas caminhadas matinais. E de coisas tão simples, como ser eu mesma a ir ao supermercado fazer as minhas compras. Cá em casa é a filha mais velha que passou a ter essa responsabilidade. Achamos ser o mais fácil e mais correcto. Só um sair para fazer as compras para todos. Somos cinco. E num mês ela já ganhou a prática de como passar entre os “pingos” (pessoas), ou não levar as mãos à cara e outras miudices (mas que são essenciais). Ir outro, seria começar tudo de novo. Seria arriscar mais. Está bem assim, mas que eu sinto falta, sinto. E pensar que possamos estar longe do fim, custa ainda mais. Bem sei que este é um pensamento transversal a muita gente e que estamos todos no mesmo barco, ou no mesmo mar, mas cada um no seu barquito… E que saudades me deu agora de ver o mar… (suspiros)

Um dia de cada Vez…

 

06
Abr20

Quarentena - dia 24

por maga rosa

Quarentena - dia 24.jpg

 

Nos tempos que correm o pensamento que mais me assola é de que a vida está em Stand by. É como se o dono do destino tivesse carregado num botão gigante e toda a vida ficou em modo de pausa. Tudo ficou suspenso. As decisões de uma vida ficaram suspensas. Os sonhos ficaram suspensos. E o play à espera de ser colocado em acção. E a ampulheta que teima em manter-se estática e o tempo não corre. Ou corre, e somos nós que estamos parados que nem marionetas suspensas pelos fios que nos prendem nesta roda gigante. Se ao menos a roda voltasse a girar…

 

Obrigada família por estarem aqui, comigo, nesta viagem maluca. Juntos torna-se mais fácil e a espera parece menos longa.

 

🍀 

 

09
Jan18

O rosto da felicidade

por maga rosa
Ontem à noite adormeci de mãos dadas com a felicidade e sonhei que ela era de todas as idades, mas tinha o rosto da adolescência. Ela chega de improviso de pijama debaixo do braço e ocupa-nos o sofá e o chão da sala com as suas gargalhadas e pés descalços. Enche-nos a cozinha de aromas e refogados e gambas com molho de maionese, que comemos a lambuzar os dedos...
 
Uma das vantagens de se ter duas filhas, é que elas crescem e ganhamos mais doisfilhos. De vez em quando voltam a ser crianças de novo e a casa fica cheia. E ontem pelo tempo de um filme de comédia, fomos todos da mesma idade.
 
No final, entre atravessarem a cidade de ponta a ponta em pijama, ou dormirem cá, escolheram a segunda opção e ficaram por aqui. Só faltou o genrinho mais novo para o quadro ficar completo (porque perfeito já estava), mas a felicidade é isso mesmo. Não anuncia quando vem e nem manda convites. Vem de rompante e faz-se, sem planos nem compromissos.
 
 
 
(há emoções e momentos difíceis de captar e eternizar através da lente de uma câmara fotográfica, por isso, obrigada Google por existires)
 
 
Créditosda imagem: Camillestyles
 
29
Out17

Esta noite mudou a hora

por maga rosa
 
Hoje devo ter acordado do outro lado do espelho da Alice, porque nos relógios cá de casa marcavam sempre as nove horas. Por mais voltas que eu desse à sala e voltasse a olhar lá estava o ponteiro no 9, ou no IX, dependendo para qual relógio eu estava a olhar.
 
O marido que tinha de sair de casa às 09h30, acordou meia hora antes e começou a despachar-se. Entre espreguiçadelas e o aconchegar mais o lençol a mim, vi-o olhar para o relógio de pulso e responder-me que eram 9 horas. – “Ainda é cedo!–pensei” e voltei a dormir mais um sono. Até que acordei com os latidos da Milka do lado de fora do quarto da dona a pedir para entrar. O marido, nem sinais dele. Já tinha ido à sua vida.
 
Perdida no tempo, levantei-me e desci as escadas à procura de um relógio. Nove horas em ponto, lá estava em todos os quatro pregados nas paredes. Ainda?
No computador: 9 horas. Telemóvel: 9 horas.
 
A manhã decorreu devagar, mas não correspondia ao meu relógio interno…
 
A sensação até que nem é má…Ver o tempo a passar como num filme em câmara lenta.
 
Senhores do tempo, podem andar com o tempo para trás mais vezes?!
 
Lá está, esta noite mudou a hora, mas o relógio de pulso do marido continuou a girar no mesmo sentido ininterruptamente. Enquanto lá em baixo, na sala, a filha rodou os ponteiros dos relógios todos (e são 4), quando entrou em casa depois de um serão de noite das bruxas antecipada e antes de se meter na cama.  
 
Agora que acertei o passo com o tempo e os relógios batem todos a compasso, procuro não perder mais tempo, que ele é precioso! (a pôr uns trabalhos em dia)

ps. (para quem não é de Portugal talvez não saiba, mas aqui a hora muda duas vezes por ano. Neste fim-de-semana ganhámos mais 1hora e por isso, quando eram 2h da manhã, passou a ser 1hora. Este é o nosso horário de Inverno. No horário de verão fazem o inverso, retiram-nos 1 hora). 
 
 
 
 
                                                                                    Imagens fonte: Pinterest
14
Set17

Tive um irmãozinho!

por maga rosa


























 
O nosso subconsciente é qualquer coisa de extraordinário! Às vezes vivemos com cada filme enquanto dormimos!... Gostava de ter um aparelhómetro para poder gravar o que vai no meu cérebro enquanto o João Pestana ronda por aqui. Umas vezes são verdadeiros filmes de acção. Noutras, uma autêntica comédia. E nesta última noite (ou manhã), foi uma mistura de ambos, com um toque de qualquer coisa que vai para lá da minha compreensão. Ou talvez não…
Fascina-me a capacidade que o subconsciente tem de alterar as informações que mantém guardadas, a seu belo prazer e enviá-las sob a forma de charadas para que as decifremos.
Não resisto em trazer-vos o meu último sonho. Um enigma sob a forma de maternidade.
 
A história desenrolou-se no interior de um hospital e com mais ou menos peripécias eu e a minha filha mais nova conseguimos chegar ao piso 7, onde a minha mãe estava para observação por não ser ainda o momento de dar à luz. Chegadas lá, fomos encontrá-la sentada com o rebento mais novo ao colo, gorducho e de olhos bem abertos. Reparei que tinha parecenças com o meu falecido pai. Um menino. Fiquei satisfeita, assim a minha mãe passava a ser mãe de dois casais. E como aastrologia não me larga nem nos sonhos, passei parte do tempo a ler uns papéis na tentativa de perceber qual o signo chinês da criança.
Agora que escrevo, sinto-me frustrada por me ter esquecido de qual era o bicho. Deveria tê-lo registado enquanto a memória não me atraiçoou. Sei que se tratava de um animal pequeno, talvez coelho ou galo. O primeiro não existe nos signos, já o segundo, é o bichinho que rege o ano corrente.
 
O curioso, é que nas últimas 2 ou 3 semanas já é o terceiro sonho com gravidez e recém-nascidos. Primeiro fui eu, grávida. Num segundo sonho tinha uma bebé(minha), aos meus cuidados e agora foi a vez da minha mãe.
 
Deste sonho retiro várias informações:
- Agravidez em si (da minha mãe que conta a bonita idade de 70 anos).
- Um recém-nascido.
- O número SETE.
- A minha atenção e foco no signo chinês (que durante o dia acabei por esquecer).
- A presença da minha filha mais nova.
 
 
Mensagem de fertilidade está excluída. Não é o caso.
 
Alguém aí, com conhecimentos de interpretação da simbologia dos sonhos que me dê umas luzes? ;)
 
 
 
                                                                                                Fonte de Imagem: Urdu-mag
06
Set17

A minha gaiola dourada

por maga rosa

 

Estamos na fase de Lua cheia, hoje, precisamente à hora em que acordei, lá estava ela no seu auge! E esta Lua Cheia mesmo em cima do meu Ascendente trouxe ao de cima algumas reflexões. A Lua é isso mesmo, são as memórias e vivências que vamos carregando na nossa bagagem. Em Peixes ela traz à tona o sonho e é sobre esse sonho que eu hoje escrevo…
 
Não foi há muito que tivemos um eclipse solar no signo de Leão e sobre o qual até escrevi aqui. No meu mapa natal, para além de se dar na casa VI (a  das rotina e tarefas dodia-a-dia), até que não “tocou” nada significante em Leão (signo onde estava oSol no momento do eclipse) e nem no seu signo oposto, Aquário. No entanto, adupla (Sol e Lua) conseguiram tocar a minha Lua através daquilo a que os astrólogos chamam de sextil, um aspecto tido de bonzinho, amigável. E onde está a minha Lua natal? Precisamente na casa IV, que significa as raízes, a bagagem que carrego comigo e literalmente a minha casa. E por quadratura (um aspecto mais tenso), ao regente do meu ascendente.
 
E não é que umas semanas antes de se dar o eclipse, comecei com uma sensação que nem eu mesma entendia. Era como se sentisse uma vontade inexplicável de me libertar dealgo… De começar de novo. Simplificar é o termo mais correcto até, para estemeu sentir.
 
A casa ficou grande demais. Exigente demais. Sufocante para esta minha alma nómada. E eu que adoro a minha casa, o meu lar. O meu cantinho no mundo, que construí de raiz com tanto amor e dedicação. Aqui está tanto de mim. Esta casa sou eu e tornou-se na minha gaiola dourada. 
 
Não perdeu o encanto, mas tornou-se demais. E dei por mim a ver terrenos, a dar primazia à vista. Ao espaço envolvente. Poder ver um nascer do sol da janela,ou o pôr-do-sol sentada à porta da casa. Ter a natureza paredes meias, mas sem perder de vista a civilização. Poder viver mais lá fora e menos cá dentro. 
 
Dei por mim a falar ao telefone com o senhor de uma imobiliária e a dizer-lhe que desejo uma casa pequenina. Ele riu-se e respondeu:
 
-“ Tem graça, é que toda a gente quer o contrário, cada vez maior!”
 
Pois, então eu estou virada do avesso, só pode!
 
Quero a minha casinha pequenina, com muitas janelas e portas abertas para a rua, para ver eviver o mundo lá fora.
 
A tensão que o eclipse causou (e ainda está a causar) no planeta regente do meu ascendente na casa III (que significa o ambiente à nossa volta, entre outras coisas) está a empurrar-me literalmente para fora da minha casa e de mim mesma.
 
Só por curiosidade… Há 18 anos, em 1999, precisamente quando se deu um eclipse no signo de Leão, no mês de Agosto andávamos nós a empacotar tudo e a deitar abaixo a casa que anteriormente ocupava este sítio. A casa velhinha para onde viemos morar com a nossa filha bebé, há 29 anos, também em Agosto.
 
Eu sou de signo Touro. Mudança? Isso é com calma!
E vem um eclipse que eu até desvalorizei, para mexer com as minhas estruturas internas no sentido de me obrigar à mudança…
 
🌞🌛
 
 
 
                                                                                                          Imagem ilustrativa: Pinterest
24
Jun17

Alma hippie...

por maga rosa

 

Aqueles 6 ou 7 meses a viver numa roullote num parque de campismo, foram dos mais felizes da minha vida e hoje ao recordar com o marido, acontecimentos e pessoas dessa época, ocorreu-me que é por isso que me apetece tanto ser nómada…
 
Tínhamos ambos 21 anos, o “sangue na guelra” como dizia o meu saudoso pai e um mundo inteiro para conquistar. Ele vindo das ilhas, mas já com um rol imenso de histórias vividas. Eu, criada na província com toda a liberdade própria desses locais e a cabeça cheia de sonhos. Apaixonados. Ele, mesmo sem canudos, a subir a pulso num organismo público (onde ainda se encontra passados 30 anos). Eu a conquistar também o meu espaço no mercado de trabalho. Ele, à época, guarda do referido parque. Eu, um pouco mais longe a fazer o curso para guardas da psp. Sem medos e com toda a naturalidade típica da nossa geração, arriscámos num crédito para comprar aquela que iria ser a nossa morada nos meses seguintes. Na bagagem levámos pouca coisa. Também não tínhamos muito. Tínhamo-nos um ao outro e era quanto bastava.
 
Do parque de campismo fizemos a nossa casa e no nosso pequeno mundo couberam todos aqueles que por ali passaram e deixaram marcas na nossa memória e no nosso coração. Uns só de passagem, outros por uma temporada quase tão longa quanto a nossa. Partilharam-se refeições, histórias, momentos em frente à nossa pequena tv a preto e branco. Música. Acordes de viola. Lições de música. Ainda há quem se lembre das nossas lutas corpo-a-corpo. Ele o judoca que era e eu a aplicar o que aprendia com ele e nas aulas do curso.
 
Foi ali,na roullote, que ele soube que ia ser pai. E foi tempo de começar a procurar uma casa a sério…
 
Devem ser estes peixinhos que tenho no ascendente que me dão este meu lado hippie e alma de cigana. E esta vontade de pegar no marido e pormo-nos ao caminho…
 
Um dia ainda vou. Ai se vou!
Mas desta vez quero uma autocaravana! O que achas marido? ;)
 
 
                                                                                         Foto : Pinterest
 

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

Mais sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • maga rosa

    É isso mesmo, é tudo uma questão de opções... Se p...

  • Bruxa Mimi

    Foi a vossa opção e deixou-vos felizes... Então qu...

  • maga rosa

    Sim, pode! Mas não seria a mesma coisa ter que lim...

  • Bruxa Mimi

    Casar em tempo de pandemia também pode ser na Igre...

  • maga rosa

    Força!Se precisares de alguma dica, cá estou para ...