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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

01
Mar21

Uma cama nova para a Milka - reciclagem

por maga rosa

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A tarde de Domingo foi passada de volta dos trapos. Mais uma cama para a Milka precisa-se! E ela saiu da minha cartola, que é como quem diz, da oficina mágica. Para alguma coisa hão-de servir as mil e uma bugigangas lá guardadas e as muitas roupas já sem uso. Como boa taurina que sou, tenho alguma dificuldade em deitar fora. Tudo há-de servir para alguma coisa, é o lema.

 

Desta vez ficou a Milka a ganhar. Leva uma almofada grande e fofa para a casa nova. É uma cadela muito mimocas e com grande dependência da companhia humana, sobretudo da sua dona-mais-que-tudo. Se é que não é ela a dona da sua humana mais querida, a sua salvadora, protectora e tudo e mais alguma coisa. Parece mais uma relação de muitas vidas, de outras vidas.

 

Fiz o quadrado do meio com a parte da frente de uma camisola da sua dona-alma-gémea, pode ser que com as energias dela lá, a mimocas se sinta mais acompanhada quando a dona tem de sair e a deixar em casa. Na casa delas. Que a casa dos “avós” será sempre dela também, assim como o sofá e o colo do “avô” enquanto vêem filmes na tv. A casa de todos e para onde ela volta sempre que não dá para ficar sozinha na casa nova. É um vai e vem. 

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24
Jun20

A árvore genealógica

por maga rosa

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Os dias têm sido passados à mesa da oficina, com vista para o meu pedaço de verde, de volta dos papéis onde vou rabiscando datas e dados que encontro nos arquivos (agora online). Pouco a pouco vou montando o puzzle, até a árvore ficar composta com todos os ramos e folhas possíveis. E as raízes que me dão chão e me levam até quem sou. Têm sido muitas horas a escavar terrenos repletos de grandes tesouros. Os arquivos distritais são terreno de grande riqueza arqueológica humana. Muitos achados. Uma verdadeira aula de história. Têm sido longas horas entre nascimentos, casamentos e mortes. Estas últimas deixam-me sempre um pouco mais apreensiva. Faz parte. Com tantos pormenores em mãos, chego a quase imaginar como eram, como viviam, como sentiam. É incrível como tudo mudou tanto em 100 ou 200 anos. Nos primórdios dos idos anos 1800 a esperança média de vida era bem baixa. Assentos de óbitos entre crianças e adolescente então, nem se fala… Imensos. Tenho quase a impressão de que era algo tão normal nesses tempos, que explica até certas atitudes que se tinham. A enormidade de filhos, o descaso muitas vezes. Mal aprendiam a se desenrascar e já tinham de se fazer à vida. E os viúvos aos 30 anos, então, nem se fala... Dois e três e até mais casamentos em cada vida. E não eram consequência de divórcios. Isso não existia. Era mesmo “até que a morte nos separe”.

 

Quem sabe um dia junte todos os pedacinhos e crie uma história. A história dos meus. Um livro é que era, mas isso já é pedir muito… Quem sabe, um dia…

 

Até lá, vou deixando a imaginação pular de galho em galho, nas árvores que vejo daqui da minha oficina.

 

💜

04
Jun20

Confecção de máscaras caseiras

por maga rosa

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Este é o “post” que ando para fazer há uma eternidade, mas há sempre algo que o faz ficar na lista dos assuntos pendentes. As minhas máscaras. 

Estou de volta às publicações e também à costura porque o vírus não espera e há quem tenha pressa em se proteger. A minha confecção é de edição limitada e exclusiva para os da casa e seus prolongamentos. 

 

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A rosa foi a primeira e serviu de modelo às seguintes. Usei tecidos que foram sobrando de outras situações e que penso, sejam maioritariamente de algodão. São feitas com 3 pregas a meio e de duas faces. A face de dentro em tecido de algodão branco para facilitar a respiração e ao mesmo tempo diminuir o contacto com a pele, das tintas e possíveis alergénios que compõem as cores e padrões da face externa. E assim não há engano quanto ao lado de dentro e ao de fora. Na parte de cima deixei uma abertura para colocar o filtro. Este pode ser em TNT (que comprámos entretanto), mas um pedaço de papel de cozinha dobrado também serve.

 

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A Helena tem um gosto mais sóbrio e discreto, pelo que optou por comprar tecido de uma só cor. Escolheu um acetinado por ser mais leve e talvez mais fresco. A escolha para o interior continua a ser o algodão branco.

Não tirei foto ao depois, mas elas já andam nos rostos dos respectivos donos e segundo consta (pelo menos pelo feedback de um deles), é até bem mais suportável do que as que usava antes, as descartáveis. 

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Cortei um quadrado de 20 cm por 20 cm, fiz três pregas a meio que preguei com alfinetes. Passei com o ferro para vincar. Cosi as duas faces (frente e costas) uma à outra pelo avesso. Virei e pespontei tudo à volta, deixando só a abertura para o pedaço de filtro. Ah, quanto ao elástico, nas duas primeiras usei o de rolinho fino que já tinha, dobrado para ficar mais resistente e atando as pontas uma á outra depois de o passar por dentro da máscara. Ficou assim uma espécie de argola e o nó está escondido. Quanto às outras, é elástico de rolo na mesma, mas mais grosso e que cortei em pedaços de 18 ou 19 cm. Foram pregados aos cantos do tecido. 

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Uma crise de ciática, esta minha velha companheira que de tempos a tempos me vem fazer uma visita, veio interromper os planos e a produção. Não era nada que eu não esperasse já, porque aquando o início do covid e fui espreitar os mapas do retorno solar do pessoal aqui de casa, o meu revelou-se o mais frágil no que toca a saúde. Não aprofundei e fiquei-me pelo Nodo Sul da Lua na casa VI. Também não me preveni e o preço a pagar não é nada pouco. Disciplina é o que me falta, reconheço. Quando nos sentimos bem é muito fácil esquecer os exercícios, os alongamentos e a boa postura que tão bem aprendi nos quiropráticos, mas que requerem prática diária para sempre. Não existem soluções milagrosas sem trabalho, é um facto. 

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Eu não seria eu, se não tivesse uma máscara florida para enfrentar o tão temido e indesejável intruso. 

 

04
Abr20

Quarentena - dia 21

por maga rosa

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As aventuras dos 5, hoje resumiram-se a 2 a aproveitarem ao máximo o tempo bom no quintal. Mas quem é que quer saber de limpezas à casa, de aspirador, balde e esfregona, ou de passar a roupa a ferro, quando se está tão bem lá fora?! (mas sem sair de casa, claro!) Eu nem sou de passar horas ao sol, mas este, a meia-sombra de folhas desenhadas, depois de dias cinzentos e frios, soube tão bem. E a vitamina D tão necessária à boa imunidade.

 

Deu para ficar horas sentada no meu banco azul, a apreciar a vista. A conversar com a minha mãe ao telemóvel. A saborear o bom tempo. A ver o marido entretido por ali. Deu ainda para fazer a barrela da Primavera às roupas da cama da casota da Lana. E arrumar mais um saco de livros na oficina.

 

Desde que a filha se mudou para os aposentos do piso de cima, e os meus livros e mais uma parafernália de objectos conheceram o caminho para os fundos do quintal, que ainda lá andam uns sacos e caixas à espera de um lugar que seja seu. E hoje deu-me para esvaziar mais umas coisas. Encontrei uns livros esquecidos que alguém deixou para trás numas mudanças e vieram comigo. Livros têm alma, não são coisa que se deite fora. Ainda não os li, mas vai ser desta que os folheio e lhes conheço a história. Não são a minha escolha, mas se vieram até mim, por algum motivo foi (ou é, que ainda não os li). Um deles tem por tema um clube de futebol, esse vai direitinho a alguém aqui de casa. Os outros dois vou lê-los com toda a certeza. Mais uns livros com passatempos de quando as minhas filhas eram estudantes. E o meu banco azul ali tão à mão…

 

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… as coisas que eu encontro!

Então não é que no fundo do saco, debaixo dos livros, encontrei um chocolate. Um sino embrulhado em papel prata. Como foi ali parar? Mistério! Fui eu que ensaquei tudo e chocolates é que não foi de certeza. Na casa do fundo está a árvore de natal, sem enfeites, mas aberta. Com certeza a proveniência do presente doce foi dali, esquecido entre os ramos de plástico nu e que por um mero acaso voou direitinho à sacola dos livros. Só pode!

 

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🍀

17
Mar20

Quarentena - dia 3

por maga rosa

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Hoje acordámos com um enorme vendaval. Ventania que levou tudo pelos ares e trouxe-nos mais alguma coisa com que nos entretermos. Era a roupa pendurada na corda a secar e que voou. Foram as árvores que se despiram mais um pouco para nos dar o que varrer… E acordámos fora de horas sem despertadores e nem compromissos para nos fazer saltar da cama às pressas.

 

As filhas já tinham ido cada uma para os seus respectivos postos de trabalho.

 

O pão faz falta nas mesas e o dinheiro para pagar aos funcionários também. Reduziram-se horários, limitam-se os produtos à venda e criam-se barreiras. É entrar e andar (ou assim deveria ser). A filhota Helena é uma guerreira.

 

Noutra linha da frente encontrava-se a filhota Diana. As escolas encerraram, as educadoras podem trabalhar a partir de casa, mas há limpezas e desinfecções a fazer e isso cabe às auxiliares. O quase marido, à laia de segurança protector, nem ficava tranquilo se não a fosse levar e buscar. Pelo menos não andou de transportes públicos. Menos mal. À saída passou pelo supermercado para trazer meia dúzia de coisas que nos fazem falta. Comida.

 

Enquanto isso, nós dois, o marido e eu, demos outra cara à arrecadação da oficina. Agora sim, já dá gosto lá entrar.

 

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Desde que a Helena migrou do 1º andar para o sótão que os meus pertences vieram pousar em cima da mesa de trabalho da oficina e em todos os cantinhos possíveis. Desconfio que as mudanças têm o poder da multiplicação. Nem sei como é que aquilo tudo cabia nas prateleiras lá de cima. Eu bem que tentei fazer de conta que nada daquilo é real, que é só uma alucinação, ou uma ilusão de óptica, mas sempre que corro a porta há uma montanha de livros prestes a escorregarem por ali abaixo. E mealheiros, bibelôs, flores de papel…

Hoje armei-me em super mulher e meti mãos à obra, mas perdi-me entre os livros e encontrei algumas preciosidades, como o meu velhinho livro de português do 2º ano do ciclo (actual 6ºano). Fiquei mesmo feliz.

 

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🍀

 

 

28
Ago19

A parede terminada

por maga rosa

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É o sonho que comanda a vida. E quando pegamos na paleta de cores e lhes damos vida, a nossa alma vibra e o coração rejubila. Descobri que consigo fazer pinturas pormenorizadas nas paredes (que as outras pinturas eu já fazia, já que aqui sou “pau” para toda a obra) e agora já ninguém me faz parar. Dou por mim a imaginar e a buscar inspiração “pinterestica” horas a fio. Perco-me. Sonho. Recrio cenários. Pinto paredes imaginárias. Imaginárias…ou reais, que cá em casa paredes não faltam. Não sei viver a preto e branco. Uso e abuso de todo o espectro.

 

Sempre gostei de contos de fadas, de histórias de bruxas, gnomos e florestas encantadas. De animais que falam e espelhos mágicos que nos levam para o outro lado. A vida não tem de ser só aquilo que é visível aos olhos. Nem a fantasia é um mundo próprio só das crianças na sua inocência e pureza. Se for assim, então eu quero ser criança para sempre.

 

Felizes daqueles que conservam o espírito de criança mesmo com todas as vicissitudes da vida!

 

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ps. o candeeiro é o resultado deste "post" aqui 

 

💜

 

06
Ago19

O cantinho das fadas quase pronto...

por maga rosa

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Mais de um mês sem publicar nada. Podia dizer que a culpa é de Mercúrio que andou retrógrado quase todo o mês de Julho ali pelos lados da minha casa V, a tal da criatividade, mas nem isso. O maroto trouxe-me mil e uma ideias para pintar nos próximos tempos, décadas provavelmente. O cantinho das fadas está lindo, modéstia à parte. Pinturas concluídas (ainda tenho de actualizar as fotos), só faltam uns pormenores extra nos quais estou a trabalhar. Imaginação não me faltou e trabalhos concluídos também não. Temas muito menos, tendo em conta que os astros estão em constante movimento e a dar pano para mangas para quem quiser escrever sobre eles. Já o Tarot é um tema vasto e com uns artigos a fermentar na minha lista. Tempo a mais, diga-se de passagem. Podia escrever sobre mobiliário, decoração vintage, porque interesse e fotografias não me faltam. E peças pintadas por mim também não. Assunto não me faltou, nem propriamente tempo (mesmo que sintamos que sim, que o tempo nunca chega). Inventassem o dia das 48 horas e ainda assim íamos achar pouco.

 

Sinto-me como uma mãe desnaturada que descurou os cuidados com a sua cria, mas estou de volta para me redimir e pôr no ar tudo o que ficou por escrever. Os meus álbuns estão a abarrotar de fotos, a pedirem para saltar cá para fora e serem destaque num qualquer “post”.

 

Queridos leitores, preparem-se que nos próximos tempos vou-vos torrar a paciência com as minhas “coisas” e até alguns esqueletos que vou desenterrar do fundo de algum arquivo. Quando se gosta, não há temas fora de tempo e se os houver, faz-se um refresh e tudo volta a encaixar. Quando se gosta, é sempre tempo de voltar e eu amo o que faço e este cantinho da maga! 💜

 

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Se repararam, é mesmo uma embalagem de iogurte que tenho na mão. Aproveito-as para misturar as tintas. (Re)aproveitar e reciclar, sempre!

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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