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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

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22
Dez19

Natal, Yule e a magia do Inverno

por maga rosa

Yule.jpg

 

Hoje, dia 22, quando acordarmos pela manhã, podemos agradecer ao Senhor do Tempo a visita do Inverno que aguardou silenciosamente a sua vez de reinar e agora chega de mansinho. Traz vestido um longo manto branco debruado a cinza, ornado por contas de gotas de chuva e na cabeça todos os galhos das árvores despidas. Atrás de si deixa um aroma a velhoses de abóbora e uma suave magia com as cores do Natal e luzinhas a piscar. Na sua mão esquerda ergue uma tocha para iluminar as longas noites escuras como breu, enquanto lança braçadas de azevinho de bolinhas vermelhas e dá lustro às folhas de agulhas verde-escuro dos pinheiros.

 

Bem- vindo Senhor Inverno!

Feliz Natal. Feliz Yule.

 

 

                                                                                                                             Imagem: Pinterest

29
Dez17

... E depois do Natal!

por maga rosa




















Esta é aquela semana do ano que mais passa a correr. Ainda ontem andávamos atarefados de volta dos tachos e do fogão e já planeamos a saída airosa deste ciclo que está a terminar. Ultimam-se tarefas, faz-se a retrospectiva do ano que passou e planos para o início do próximo. Aproveito ainda para dar uma passagem nos saldos e comprar uns artigos que já andava a namorar, poupando uns euros. 😉
                       
A mesa grande continua posta como se continuássemos em festa. Há restos de bolo-rei, broas, filhós e bombons e os ponteiros da balança a subir.   
 
 
Revejo as fotos do Natal esorrio para mim mesma ao recordar cada momento e cada pormenor. Por mais que nos repartamos pelas casas, somos sempre em número suficiente para fazer a festa. E os risos e as conversas que são como as cerejas, multiplicam-se e crescem pela noite e pelo dia fora.  
 

 

 
A Anita banquinha como tudo lá em casa da filhota mais velha, é uma beijoqueira de primeira!
 
 
 
 
Um dia destes ainda publico o vídeo deste jogo, que nos proporcionou momentos muito divertidos. (mas primeiro tenho de aprender a editá-lo ehehehheh)
 
 
 
 
 
 
💝
 
                                                                                     Créditos das fotos: maga rosa                                                             
18
Dez17

A magia do Natal em Óbidos

por maga rosa

















Hoje trago-vos uma publicação muito especial. Porque se trata de uma publicação colectiva, (algo novo aqui no cantinho) e porque o assunto é o Natal e a magia de uma vila que me é muito querida. Óbidos!
 
 
Já não é novidade nenhuma esta minha paixão por aquela bonita vila medieval, como podem ver aqui, pelo que, quando nos foi proposto este desafio, o meu coração pulou de alegria, a minha alma rejubilou e eu disse logo que sim. Que contassem comigo. Óbvio (para mim), que iria participar e escrever sobre aminha querida e tão calcorreada Óbidos. Se há um lugar mágico ao cimo da terra, é aquele. Eu diria mesmo que o Pai Natal, se não tivesse nascido na Lapónia, era dali.  
 
 
Para quem não sabe, Óbidos situa-se no distrito de Leiria e fica a uns 12 ou 13 km de distância da praia e a 84 de Lisboa (de carro). Em 2007  foi considerada uma das 7 maravilhas de Portugal e o seu castelo o segundo monumento mais relevante do património arquitectónico do país.  E em 2015 eleita cidade literária pela Unesco. 
 
 
 
 
 
 
 
Quem quiser, pode também visitar a Vila Natal, parque temático e grande atracção nesta época do ano. 
 
 
 
 
Peguem nas vossas crianças e na paciência e vão com tempo, muito tempo aviso já e é se querem dar por bem empregues os euros gastos. Se vão só com a intenção de ir dar uma volta, esqueçam. Lá dentro não é para andar a ver montras. Ali vive-se, brinca-se, tira-se fotos…ou então é melhor ficar cá fora! É só um conselho. Se possível, levem também a vossa criança interior (se é que não a mataram já, no decorrer da vida).
 
Não façam como eu, que entrei sozinha e nem a uma luta de cotonetes gigantes tive direito, ou a servir de modelo para as milhentas fotos que se podem tirar lá dentro. Limitei-me a dar uma volta apressada e a fotografar cenários e alguns(muitos) figurinos que atravessavam distraídos na frente dos meus cliques. Ainda pensei dar a face às pinturas, mas a clientela era vasta e o meu tempo tão curto, que nem dava para desenhar a asa de uma borboleta.
 
Que falta me fez a minha gente!
 
 
 
 
Jogos existem com fartura, onde não falta a pista de gelo, um simulador de realidade virtual, shows de palco e muito, muito mais! 
 
 
 
 
 
Se não quiserem entrar, podem sempre ficar pelo passeio nas ruas (que vale sempre a pena), beber uma ginjinha em copo de chocolate (típico dali), ou entrar nas lojinhas de comércio local.
 

Nós, sim nós, porque lá fora tive a companhia do marido, ainda fizemos o gosto ao dente, mesmo em cima do muro, com a bela da castanha assada. Quentes e boas. 

 
 
 
 
 
 
 
E porque se trata de uma “Tag”, não podiam faltar as perguntas e respostas propostas ao grupo, em que ficarão a conhecer um pouco mais de mim: 
 
1. O que significa Natal para você?

 

Família. Magia. Paz. Amor.
 
2. O que você mais gosta no Natal?
As reuniões familiares à volta da mesa (sou taurina! :D ). O calor humano que se vive cá dentro x o frio lá fora tão característico desta época (só falta a neve para completar o quadro). As conversas, muitas. O sorriso estampado nos rostos. O clima natalício que sevive nas ruas, com a música e decoração (infelizmente, a minha cidade está muito pobre nesse aspecto – contenção de despesas).  
 
3. Como foi seu Natal passado?Bom ou ruim? Teve alguma tristeza? Teve alguma gentileza?
Foi passado aqui em casa, como habitualmente, com alguns familiares e amigos. Foi bom. É sempre bom. Pena que faltaram alguns elementos da família, os que vivem fora do país e os que os foram visitar nessa época.
 
4. Qual a lembrança natalina mais marcante?
Foram várias, mas não posso deixar de mencionar a minha infância, aquela época em que era o menino Jesus que colocava as prendas no sapatinho e ainda não se ouvia falar em Pai Natal. Eu e a minha irmã e noutro ano a minha prima mais velha, deitadas e a fazer um esforço enorme para não adormecer, para durante a noite nos levantarmos e correr à chaminé para retirar os presentes. Coisas simples, mas que nos encantavam. Era a magia do Natal.
 
5. Onde ou com quem você gostaria de passar o seu Natal?
Nos mesmos sítios de sempre. Na minha casa ou de familiares, com aqueles que me são queridos. Mas também podia ir à Lapónia, na Finlândia, visitar o Pai Natal. 😉
 
6. Fale sobre uma saudade.
De voltar a ter os meus irmãos todos reunidos na noite ou dia de Natal. Somos quatro. Com a minha irmã fora dopaís, isso nem sempre é fácil. E depois, cada um tem outra família e outras casas onde ir também. Mas, a minha casa é sempre um ponto de encontro para todos. E do meu pai…(sem mais palavras)
 
7. "Na minha noite de Natal não pode faltar..."
 A família, claro! Desde que estejam, tudo o mais é secundário. Mas, também dá jeito ter a mesa farta para irmos petiscando. ;) 
 
 
 
As outras meninas (e menino) participantes:
(visitemos seus blogs e vejam quantas sugestões bonitas têm para este Natal)
 
 Cintia Carmelin  →  Coisinhas da Kika Artesanato e Dicas 
 
 Paula Cardoso  Magia nas Palavras 

 Priscila Sawa  Disse o Corvo

 Marcia Schorn  Coisas de Lainizinha 

✩ Jess Alem  →  Jess Alem 

 Juliana Alves Litost

✩ Paty Dibona Paty Dibona 

✩ Evandro AtraenteMente 

✩ Paloma Primaveras de Dezembro

 
 
                                                                                                    Créditos das fotos: maga rosa
 
24
Dez16

Velhoses de abóbora à mãe Rosa

por maga rosa
Na minha família as Rosasnão são aos molhos mas davam para formar um belo jardim. Um roseiral multicor.Rosas vermelhas, outras brancas, ou cor-de-rosa. Com mais ou menos espinhos,cada uma à sua maneira lá vai dignificando o nome daquela que é considerada arainha das flores.


E é sobre a Rosa mãe, a minha,que hoje vos fala este “post”. O Natal da minha infância e adolescência tinha ocheiro das velhoses de abóbora e filhós que a minha mãe amassava e fritava noóleo quente ao lume, em dia de véspera. E o aroma da canela misturada no açúcarque eu polvilhava assim que doiradinhas saltavam cá para fora. Com o tempo, achaminé grande deu lugar aos fritos no fogão. Eu passei a ter a minha própriacozinha sem fritos à lareira. E o ritual foi-se extinguindo, sobrando só meiadúzia de filhós que por vezes a mãe Rosa ainda se lembra de fazer para nãodeixar morrer a tradição.

E ontem, lá experimenteifazer os meus primeiros velhoses de abóbora, com os ingredientes ditados àpressa, dela e minha, num telefonema a correr. Mandou-me assim para o ar, o queela via fazer à madrasta na meninice dela.

- Abóbora cozida e bem escorrida(que pode ser até de véspera para perder todo o líquido). Farinha e fermento(de padeiro ou do outro). Aguardente para dar aquele gostinho, não te esqueças.Ah, ela (a madrasta) metia uma pitada de açúcar também. E canela e erva-doce.Raspa e sumo de laranja. Um fio de azeite. Sal grosso, que antigamente nãohavia sal fino. O sumo e os ovos vão-se acrescentando porque é o que vaihumedecer a massa.

E quantidades? Mãe, quequantidades?

- Olha, desenrasca-te! É a olho!

E nisto, já eu estava comum pé entre portas para ir fazer as compras para o jantar de Natal e ela, comambas as mãos a fazer a mala para viajar. É o primeiro natal que não vamosestar à mesma mesa…

E entretanto lá fui fazerda minha cozinha um laboratório experimental…

Usei as quantidades quemenciono em baixo e o resultado final não ficou mal, mas não teve nota máxima.Talvez um pouco mais de açúcar na massa (ou não!). Eu até gosto assim, porque oaçúcar e a canela do polvilho compensam. E podiam ter ficado mais fofas. Menosfarinha? Ou um pouco mais de líquido, para a massa não ficar tão densa? (ah, ofermento diluí-o em meio copo de água de cozer a abóbora). Deixei a massa acrescer num alguidar por cerca de 1h40, e quando já tinha quase duplicado devolume e apresentava um bonito arrendado, fritei às colheradas em óleoabundante.

Para a próxima corremelhor!

Ingredientes:
1200 gr de abóbora menina aoscubos
800 gr de farinha de trigo
15 gr de fermento de padeiro
4 laranjas (sumo e raspa)
6 ovos
1 cálice de aguardente
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sobremesa de açúcar
1 pitada de sal
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de erva-doce
Óleo para fritar
Açúcar e canela para polvilhar

Bom apetite e feliz Natal!


02
Dez15

As viajadas bolas de natal!

por maga rosa


Umacaixa, uma enorme caixa, de bolas de natal bateram-me hoje à porta e eu não mefiz de rogada e abri-lha! Convidei-as a entrar e elas, sem cerimónia, foram-seinstalar na árvore plantada no canto da minha sala. Voaram mares e continentesaté cá chegarem. Mal sabiam os senhores dos ctt que sob o signo de frágil,durante três longas semanas, transportaram um monte de coloridas bolas deNatal.
Gostavade ter visto a cara deles caso pudessem ver o conteúdo daquela misteriosaencomenda!


A minha filha tem com cada ideia!ahahah



05
Jan15

O meu passeio de estrelas...

por maga rosa
Acabaram-se as festas e foi tempo de limpar as mesas e sacudir as toalhas. Da azáfama, da algazarra, da mesa farta, ficou o brilho nas toalhas que a filhota-aprendiz-quase-mestra-da-arte-da-doçaria-e-organizadora-de-todos-os-eventos, se lembrou de sacudir ao vento lá para os lados do quintal. Mil estrelinhas fizeram do meu chão um céu estrelado que ao entardecer alegra-me o olhar de tanto brilho!





Acabou-se a festa, foram-se as visitas queridas, mas ficou opó de estrelas no meu chão de pedra mármore para lembrar o quanto felizes foramaqueles momentos!

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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