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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

18
Abr20

Quarentena - dia 36

por maga rosa

Quarentena - dia 36.jpg

Hoje a minha irmã fez anos (sim fez, porque nasceu ao mesmo tempo que o Sol, logo pela manhã bem cedinho). Estamos longe, pelo que a quarentena é feita cada qual na sua casa e em países diferentes, mas sempre perto do coração. Em tempos, (ela é emigrante desde muito novinha, faz jus a um mapa tão aventureiro, tão de signo Carneiro), quando uma ficava doente, a outra à distância também ficava. Com os anos isso deixou de ser tão notório, é certo. Às vezes eu sentia-a a minha gémea sem o sermos e mesmo tendo personalidades tão diferentes. O tempo de uma vida partilhado em conjunto limita-se às férias possíveis. Ano após ano. É o que há. Este ano parece-me que nem isso. Este vírus veio para trocar as voltas a todos, não há dúvida. Resta-nos aceitar e agradecer pelo que já nos foi permitido viver em conjunto e ter esperança que para o ano vai ser melhor.

 

Hoje foi mais um dia fechada em casa, mas o meu pensamento andou longe, a muitas milhas daqui…

 

🍀

07
Mai19

O aniversário aqui da maga...

por maga rosa

Aniversário2019.png

 

Da vontade de me meter à estrada sem planos e nem destino, acabei a festejar o aniversário a dois à beira mar, que é um porto sempre seguro para a minha alma. Por coincidência (ou nem por isso, que eu cá acredito mais em sinais), era dia dos homens do mar, pelo que fomos recebidos com pompa e circunstância com direito a desfile e buzinadelas dos barcos engalanados. Foi dia de festa para todos. 

 

E que bem que me soube a caminhada pela areia, mesmo levando um baptismo de água salgada ténis adentro. Vim de lá com as energias lavadas e renovadas.   

 

Aniversário2019a.png

 

Aniversário2019b2.png

 

O (meu) dia terminou com uma pequena celebração entre a família residente, nada programada, mas que no final encaixou perfeitamente. Há  celebrações a dobrar que vêm mesmo a calhar e esta foi uma delas.

 

(Para quem não queria bolo… Não só soprei as velas, como ainda dei por mim a formular o desejo da praxe debaixo da mesa)

 

E o champanhe guardado há séculos por descuido, fez pendant com o mini-bolinho trazido pela filhota. Vá lá que ainda borbulhava!

 

Aniversário2019c.png

 

Não posso terminar sem escrever sobre o meu sonho da noite anterior ao aniversário, uma daquelas coincidências que são tudo menos acasos e que nos deixam a pensar.

 

 

Sonhei que fazia anos. Ia numa rua qualquer e ao passar a uma porta recuei e entrei. Talvez fosse a minha casa. A minha irmã (que tinha vindo cá) e as minhas duas filhas prepararam-me uma surpresa. E que surpresa! Havia flores. Um rasto de flores desde a entrada até à outra ponta da sala. No chão uma fileira de cabeças de flores coloridas, umas com pé, outras cortadas rente, mas de muitas espécies diferentes. Não resisti e segui o caminho de flores até junto da mesa. Em cima desta estava um envelope grande que não cheguei a abrir porque acordei. O que será que continha?

 

De manhã, desci as escadas e sorri ao ver a caneca com o ramo de flores em cima da mesa… Não era um caminho de flores e nem sequer estavam no chão, mas existiam. Tinham sido as minhas filhas enquanto eu dormia…

 

Querem saber o que tinha dentro do envelope?

 

Um dia talvez vos conte…

 

É que afinal havia mesmo um envelope, apenas bem mais pequenino e cor-de-rosa, surpresa das filhotas.

 

💗

 

ps. as fotos do carro e na praia foram tiradas com telemóvel ( como escrevi acima, fui sem planos e sem rotas, pelo que a máquina fotográfica com que fotografo habitualmente ficou em casa). 

18
Mar19

Existem ausências que são verdadeiros presentes...

por maga rosa

 

Na semana que passou, andei longe literalmente. Andei fora da minha zona de conforto e das actividades habituais. As redes sociais foram as rodas de amigos à volta de uma mesa. E as conversas sentidas de quem já viveu grandes e extraordinárias experiências e muito tem para ensinar. Conversas feitas com o coração e a alma. Posso afirmar com toda a certeza, que esta viagem foi muito mais do que uma sucedânea de lugares visitados. Foi uma ida ao meu Eu mais profundo e de quem me acompanhou.  

 

Foi uma viagem especial.

 

Viagem à Madeira2.jpeg

 

Um brinde à amizade e às boas energias!

 

                                                                     Créditos de imagem: maga rosa

 

16
Out17

E porque hoje é o dia Mundial da Alimentação...

por maga rosa

 

O drama do fogo repete-se e perante tamanha calamidade que o país vive novamente, fico sem palavras… Os meus dedos ficam suspensos sobre as teclas enquanto um nó se fixa na garganta e nada sai. Não há palavras, mas as emoções são muitas!...
 
…Pelo que prefiro escrever sobre coisas boas.
 
Pão!
 
Hoje é o dia Mundial da Alimentação e por extensão, também o dia do pão, aquele produto tão nosso, tão bom, tão fácil e ao mesmo tempo tão rico. Alimento de ricos epobres, que atravessou gerações, ganhou conotação religiosa e lugar na história…
… e ainda foi alvo de um milagre!
 
- “São rosas senhor, são rosas…” palavras daquela cujo marido há 7 séculos plantou o pinhal, que hoje desapareceu sob o fogo e ao ser interrogada pelo consorte levando no regaço um monte de pães para distribuir pelos pobres.
 
Pão quentinho, acabado de sair do forno a lenha e com manteiga a derreter (quando não era margarina!), povoa as minhas lembranças… Na aldeia fazia-se o pão para a semana. Dava trabalho, pelo que a fornada dava para uma semana inteira. E se durava! Mesmo duro era uma maravilha e não havia cá bolores que entrassem com ele. Que bom que era o cheiro do pão da minha avó paterna. E o da minha mãe. Mais tarde mudei-me para uma casa que tinha forno à antiga, não um mas dois, e foi a minha vez de transformar farinha, água, sal e fermento, em deliciosos pães. Hoje os fornos já não existem e compro o pão na padaria, com variedades que nunca mais acabam.
 
Diz o ditado que “em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, então que o pão não falte a ninguém, em nenhuma casa, em nenhuma mesa!
 
 

 

 
 
 
 
Fotos: Pinterest, Couleur, Cacho 
Fotografia "À mesa" do arquivo pessoal (euzinha).

 

06
Set17

A minha gaiola dourada

por maga rosa

 

Estamos na fase de Lua cheia, hoje, precisamente à hora em que acordei, lá estava ela no seu auge! E esta Lua Cheia mesmo em cima do meu Ascendente trouxe ao de cima algumas reflexões. A Lua é isso mesmo, são as memórias e vivências que vamos carregando na nossa bagagem. Em Peixes ela traz à tona o sonho e é sobre esse sonho que eu hoje escrevo…
 
Não foi há muito que tivemos um eclipse solar no signo de Leão e sobre o qual até escrevi aqui. No meu mapa natal, para além de se dar na casa VI (a  das rotina e tarefas dodia-a-dia), até que não “tocou” nada significante em Leão (signo onde estava oSol no momento do eclipse) e nem no seu signo oposto, Aquário. No entanto, adupla (Sol e Lua) conseguiram tocar a minha Lua através daquilo a que os astrólogos chamam de sextil, um aspecto tido de bonzinho, amigável. E onde está a minha Lua natal? Precisamente na casa IV, que significa as raízes, a bagagem que carrego comigo e literalmente a minha casa. E por quadratura (um aspecto mais tenso), ao regente do meu ascendente.
 
E não é que umas semanas antes de se dar o eclipse, comecei com uma sensação que nem eu mesma entendia. Era como se sentisse uma vontade inexplicável de me libertar dealgo… De começar de novo. Simplificar é o termo mais correcto até, para estemeu sentir.
 
A casa ficou grande demais. Exigente demais. Sufocante para esta minha alma nómada. E eu que adoro a minha casa, o meu lar. O meu cantinho no mundo, que construí de raiz com tanto amor e dedicação. Aqui está tanto de mim. Esta casa sou eu e tornou-se na minha gaiola dourada. 
 
Não perdeu o encanto, mas tornou-se demais. E dei por mim a ver terrenos, a dar primazia à vista. Ao espaço envolvente. Poder ver um nascer do sol da janela,ou o pôr-do-sol sentada à porta da casa. Ter a natureza paredes meias, mas sem perder de vista a civilização. Poder viver mais lá fora e menos cá dentro. 
 
Dei por mim a falar ao telefone com o senhor de uma imobiliária e a dizer-lhe que desejo uma casa pequenina. Ele riu-se e respondeu:
 
-“ Tem graça, é que toda a gente quer o contrário, cada vez maior!”
 
Pois, então eu estou virada do avesso, só pode!
 
Quero a minha casinha pequenina, com muitas janelas e portas abertas para a rua, para ver eviver o mundo lá fora.
 
A tensão que o eclipse causou (e ainda está a causar) no planeta regente do meu ascendente na casa III (que significa o ambiente à nossa volta, entre outras coisas) está a empurrar-me literalmente para fora da minha casa e de mim mesma.
 
Só por curiosidade… Há 18 anos, em 1999, precisamente quando se deu um eclipse no signo de Leão, no mês de Agosto andávamos nós a empacotar tudo e a deitar abaixo a casa que anteriormente ocupava este sítio. A casa velhinha para onde viemos morar com a nossa filha bebé, há 29 anos, também em Agosto.
 
Eu sou de signo Touro. Mudança? Isso é com calma!
E vem um eclipse que eu até desvalorizei, para mexer com as minhas estruturas internas no sentido de me obrigar à mudança…
 
🌞🌛
 
 
 
                                                                                                          Imagem ilustrativa: Pinterest
31
Ago17

Danças com alma...

por maga rosa

 

Deve ser esta minha costela espanhola, ou a alma cigana, que fazem o meu coração vibrar ao som das músicas e das batidas dos tacões, durante as danças do país nosso irmão. Tanto as sevilhanas como o flamenco são muito ricos nas cores e nos movimentos. O segundo é mais teatral. Cada dança conta-nos uma história e todo aquele “namoro” entre os bailarinos é muito mais do que uns passos de dança e leva-nos para o mundo das emoções e das relações. Arte pura.
 
Este testemunho (ou post), dedico-o à Ana, um bonito ser, a quem o flamenco corre nas veias e a quem tive o prazer de conhecer quando passei pela Vida Clinic para tratar uma crise de coluna. Sou grata a todos eles, não só pelas dores que lá deixei e não trouxe comigo, como pela “injecção” de esperança que me deram… 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olé!!
24
Jun17

Alma hippie...

por maga rosa

 

Aqueles 6 ou 7 meses a viver numa roullote num parque de campismo, foram dos mais felizes da minha vida e hoje ao recordar com o marido, acontecimentos e pessoas dessa época, ocorreu-me que é por isso que me apetece tanto ser nómada…
 
Tínhamos ambos 21 anos, o “sangue na guelra” como dizia o meu saudoso pai e um mundo inteiro para conquistar. Ele vindo das ilhas, mas já com um rol imenso de histórias vividas. Eu, criada na província com toda a liberdade própria desses locais e a cabeça cheia de sonhos. Apaixonados. Ele, mesmo sem canudos, a subir a pulso num organismo público (onde ainda se encontra passados 30 anos). Eu a conquistar também o meu espaço no mercado de trabalho. Ele, à época, guarda do referido parque. Eu, um pouco mais longe a fazer o curso para guardas da psp. Sem medos e com toda a naturalidade típica da nossa geração, arriscámos num crédito para comprar aquela que iria ser a nossa morada nos meses seguintes. Na bagagem levámos pouca coisa. Também não tínhamos muito. Tínhamo-nos um ao outro e era quanto bastava.
 
Do parque de campismo fizemos a nossa casa e no nosso pequeno mundo couberam todos aqueles que por ali passaram e deixaram marcas na nossa memória e no nosso coração. Uns só de passagem, outros por uma temporada quase tão longa quanto a nossa. Partilharam-se refeições, histórias, momentos em frente à nossa pequena tv a preto e branco. Música. Acordes de viola. Lições de música. Ainda há quem se lembre das nossas lutas corpo-a-corpo. Ele o judoca que era e eu a aplicar o que aprendia com ele e nas aulas do curso.
 
Foi ali,na roullote, que ele soube que ia ser pai. E foi tempo de começar a procurar uma casa a sério…
 
Devem ser estes peixinhos que tenho no ascendente que me dão este meu lado hippie e alma de cigana. E esta vontade de pegar no marido e pormo-nos ao caminho…
 
Um dia ainda vou. Ai se vou!
Mas desta vez quero uma autocaravana! O que achas marido? ;)
 
 
                                                                                         Foto : Pinterest
 

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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