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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

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31
Mar20

Quarentena - dia 17

por maga rosa

Quarentena - dia 17.jpg

 

Neste 2º dia da 3ª semana de afastamento social, ocupei o meu tempo sobretudo a sonhar. Sim, a sonhar com as formas do novo desenho que vou pintar brevemente e que será a continuação de uma história já existente aqui nos nossos aposentos…

 

 

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

 

Eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

 

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

 

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonho

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

(António Gedeão)

 

🍀

09
Nov18

O progresso da minha mandala...

por maga rosa

O-progresso-da-minha-mandala1.jpg

 

Não é assim que ela está agora, mas já esteve. A seu tempo irei publicar o resultado final. Foi todo um processo que me encantou, o de ir superando desafio atrás de desafio, a descoberta da minha mandala, pormenor atrás de pormenor e a descoberta de mim mesma. Percebi que posso fazer muito mais. Que sou capaz. E que adoro fazer arte. Sim, porque mesmo com todos os defeitos inerentes, é arte. Toda a criação é arte. E a imaginação é o limite (mesmo com algumas inspirações pelo meio, mas isso também faz parte do processo). E para mim, uma grande, mas grande inspiração, é a artista Alisa Burke!

 

Comecei por escolher o sítio na parede, meio que a olho e desenhei os círculos de forma um pouco rudimentar, com recurso a uma régua de 50 cm e um transferidor. Tem cerca de 1 metro por 1 metro. Não havia cá compassos e muito menos com aquele tamanho todo. No momento não pensei naquela forma tão básica, de atar um lápis na ponta de um cordel. Mas valeram-me os materiais (ainda cá andam alguns), que ficaram dos tempos de estudante das minhas filhas. E o que aprendi nas aulas de desenho. Afinal não esqueci tudo. Aquela técnica das proporções deu-me cá um jeitão para passar do desenho pequeno para a dimensão final. Usei a escala de 1 para 6 e folhas quadriculadas. Um centímetro corresponde a seis. Depois foi só passar para papel vegetal e decalcar com lápis de carvão na parede.

 

O-progresso-da-minha-mandala3.jpg

 

O-progresso-da-minha-mandala4.jpg

 

Para os olhos mais críticos, eu bem sei que tem ali um erro de cálculo , mas a tomada é que não avisou que também queria fazer parte do desenho e acabou por ficar de esguelha. São pormenores. Podia ter apagado e voltar a desenhar os círculos bem alinhados com a tomada, mas arriscava a ficar com a parede toda borrada do lápis e essa ideia não me agradou (é que já ia na cercadura de lírios).

 

O-progresso-da-minha-mandala5.jpg

 

Aquele pincel fino acompanhou-me ao longo de todo o processo da pintura. Pensei que o seu manuseio fosse mais difícil e o resultado, que nem sempre ficou perfeito, no seu todo agrada-me. Iniciei aquela relação um pouco a medo, mas no final ficámos amigos. 

 

O-progresso-da-minha-mandala2a.jpg

 

Podem ver o início de todo este processo, ainda em esboço, aqui.

 

                                                                                                   Créditos das fotos: maga rosa

30
Out18

No reino das mandalas...

por maga rosa

mandala1.jpg

 

Esta é uma mandala by maga rosa. Uma mandala cheia de significados para um cantinho especial. Aqui ainda está no papel, mas na realidade o projecto já está em andamento e em breve publicarei o progresso.

 

A palavra “mandala” significa círculo e é formada por um centro à volta do qual se vão desenhando formas geométricas ou outras figuras. Mais ou menos elaboradas, mais ou menos coloridas, as mandalas são muitas vezes usadas em meditação e para ajudar na concentração.

 

A vida é cíclica, assim como o tempo. A cada final de ano fecha-se um ciclo, para logo a seguir se iniciar outro. O mundo também é redondo. E esta figura tão usada entre os budistas é a perfeita e bela representação do mundo. Do mundo de cada um e como cada um o vê e o pinta. E o meu mundo (esotérico pelo menos), está ali colorido naquela folha de papel em forma de esboço.  

 

 

mandala.jpg

 

 

                                Créditos das imagens: maga rosa

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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