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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

01
Mar21

Uma cama nova para a Milka - reciclagem

por maga rosa

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A tarde de Domingo foi passada de volta dos trapos. Mais uma cama para a Milka precisa-se! E ela saiu da minha cartola, que é como quem diz, da oficina mágica. Para alguma coisa hão-de servir as mil e uma bugigangas lá guardadas e as muitas roupas já sem uso. Como boa taurina que sou, tenho alguma dificuldade em deitar fora. Tudo há-de servir para alguma coisa, é o lema.

 

Desta vez ficou a Milka a ganhar. Leva uma almofada grande e fofa para a casa nova. É uma cadela muito mimocas e com grande dependência da companhia humana, sobretudo da sua dona-mais-que-tudo. Se é que não é ela a dona da sua humana mais querida, a sua salvadora, protectora e tudo e mais alguma coisa. Parece mais uma relação de muitas vidas, de outras vidas.

 

Fiz o quadrado do meio com a parte da frente de uma camisola da sua dona-alma-gémea, pode ser que com as energias dela lá, a mimocas se sinta mais acompanhada quando a dona tem de sair e a deixar em casa. Na casa delas. Que a casa dos “avós” será sempre dela também, assim como o sofá e o colo do “avô” enquanto vêem filmes na tv. A casa de todos e para onde ela volta sempre que não dá para ficar sozinha na casa nova. É um vai e vem. 

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05
Fev21

As tramas da minha vida

por maga rosa

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Que trama mais tramada esta, que me esconde da visão os pontos certeiros. Antes que falhe a pontaria e se descruzem ou saia tracinho solitário, recorro à lupa. Lupa esta que tem sido uma fiel companheira na arte de descodificar letras de assentos de séculos atrás. É por estas e por outras que dou graças por ser uma fiel Taurina. Dizem que os de signo Touro são uns açambarcadores, mas o que somos na realidade é prevenidos. Sim, prevenidos! Lá atrás, eu bem sabia que no futuro esta lupa ainda me iria dar muito jeito. Há vinte e tantos anos fazia parte de um conjunto didáctico das minhas filhas e aos mesmos anos fazia eu belos pontos em cruz em quadrilés e linhos, sem precisar de auxiliar ocular. Afinal, sou mesmo uma acumuladora. À miopia soma-se agora visão cansada ou outra coisa qualquer que não me deixa ver as letras miudinhas e os pontos do bordado para a minha Benedita. Em vez de uns óculos na próxima têm de vir dois. Muito uso e abuso da visão ao perto é o que é. E as tecnologias, estas modernidades que são tão úteis mas ao mesmo tempo tão mazinhas para os nossos olhos. E isso pode ver-se pelas crianças, que são cada vez mais as que precisam de óculos e mais cedo.

 

Temos de treinar muito a visão ao longe para compensar o uso abusivo de ecrãs. Parar de vez em quando e focar um ponto ao longe, é um bom exercício.

 

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24
Abr20

Quarentena - dia 42

por maga rosa

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Fia o fio fiandeira, fia também a linha da vida…

 

Hoje foi dia de voltar a um trabalho há muito remetido para um canto da oficina. O meu tapete de tiras. O meu tapete feito de retalhos e de roupas sem uso. Estava em pausa mas não esquecido. E hoje o tempo foi dedicado a cortar e coser, até ter um fio tão comprido que dê a volta completa ao tear labiríntico com que teço o meu tapete. Ao meu novelo que vou fiando sem roca, prendo farrapos de esperança e de sonhos com ponto corrido. E é este fio imperfeito que dará vida a um sonho muito mais que perfeito. O de fazer do mundo (ou do meu pequeno mundo), um lugar mais feliz para se viver.

 

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🍀

27
Jun18

A minha última criação

por maga rosa

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De vez em quando lá ando eu de volta das agulhas e da tesoura...Raramente sei como vai terminar, mas sei que a imaginação é o limite (e os dotes da modista, claro! Que isto não é um poço sem fim de onde o talento e a sabedoria brotam sem parar). Nem é a cartola do mágico (com pena minha!) donde sai tudo à vontade do freguês, sem esfoço e perfeitinho. Ah, e o tempo, esse safado que me faz correr uma maratona inteira e ainda com saltos de obstáculos pelo meio antes de conseguir atingir a meta.

 

Desta vez os figurinos subiram ao palco e brilharam.

 

Tudo começou com uns simples bodies. Como duas cabeças pensam mais do que uma, havia sempre mais alguma coisa a acrescentar, ou a tirar (e parece-me que vão continuar em processo de alteração…). Folhos para dar movimento. O esvoaçar fica sempre bem em palco. E brilho. Felizmente (e ainda sem sabermos bem o que ia sair dali), encontrámos o tecido certo à primeira tentativa. Uma malha levezinha, cinza clara com fios brilhantes na trama. Para a dupla manga e folhos traseiros, um vaporoso tecido branco. Umas lantejoulas prateadas deram o remate final.

 

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 Vamos lá então ao processo propriamente dito…

(ou parte dele porque com a pressa esqueci-me de registar em fotos todos os passos)

 

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Como dá para perceber nas imagens, usei um molde que desenhei previamente, para fazer o folho da manga e que cortei em ambos os tecidos, mas deixando uma margem maior no branco. Quanto à manga original, cortei-a acima do cotovelo depois de pregados os folhos. Um dos lados do papel assenta sobre a dobra do tecido para que no final resulte num círculo.

 

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Usei o mesmo processo dos moldes para cortar os folhos que preguei individualmente e ao alto na parte inferior detrás do bodie.

 

Quanto à parte da frente, sobrepus-lhe um tecido prateado igual ao das mangas. Deu brilho e tornou o corpo mais opaco. Preguei-o à mão em toda a volta, com pontos miúdos invisíveis.

 

Os papéis de publicidade que me metem na caixa do correio também têm a sua utilidade! 

 

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Da oficina da maga,

com votos de boas inspirações! 

11
Nov17

Como confeccionar uma cortina vintage para cozinha

por maga rosa




















 
 
No seguimento da publicação anterior, "as cores da minha cozinha", trago-vos a confecção da cortina e algumas fotos do passo-a-passo. Usei tecido xadrez por achar que se enquadra bem no estilo. Para os detalhes usei renda fina branca de compra e fitas gregas, que no Brasil penso se chamar de sianinhas, e que eram muito usadas há umas décadas nas mais variadas situações, tanto em vestuário como nas roupas para a casa. 
 
 
 
 
 
 
A sianinha branca foi pregada ao tecido de forma simples, à máquina, enquanto na azul usei um ponto de bordado à mão para dar aquele toque especial e mais artesanal.
 
 
 
Esta renda é-me muito especial e quis integrá-la também. Feita por mim há muitos muitos anos e é uma daquelas peças em croché que já não tinha mais utilidade aqui em casa, mas da qual não conseguia desfazer-me. Assim, em vez de ficar fechada numa gaveta a ganhar mofo, ganhou uma nova vida. Dei-lhe uma segunda oportunidade e agora tem lugar de destaque no cimo da minha janela, com vista para o meu pedacinho de verde.
 
 
Dividi-a ao meio e de cada lado fiz ponto em zig-zag apertado, para poder cortar a renda e esta não se desmanchar. Assim fiquei com duas metades, uma para cada cortina.
 
 
 
 
 Arrematei as pontas com uma carreira de quadrados em croché feitos com ponto alto e 2 laçadas entre eles e por fim uma carreira de picôs.
 
 
O tecido maior (parte de baixo), franzi-o um pouco e depois cosi-lhe a peça de crochê, à máquina. A barra superior é face dupla e foi pregada do avesso primeiro e só depois virada e fechada em cima onde juntei as argolas. 
 
 
 
 
 
 
 
Usei umas argolas em metal, com pintura em branco e acabamento envelhecido.
Espero que tenha dado para perceber e se servir de inspiração a alguém, óptimo! Qualquer dúvida, podem sempre usar a caixinha dos comentários e eu responderei! ;)
 
                                                          Fotografias: maga rosa
 
 
11
Jul17

Reciclar gangas...

por maga rosa

 

Reciclar, aproveitar e reutilizar são palavras que fazem parte do meu dicionário e da minha vida. Tenho mesmo alguma dificuldade em deitar fora roupas que já não usamos. Algumas em melhor estado vão para os contentores que se encontram na via pública, para que alguém lhes dê uso, ou então vão directamente para um gabinete de apoio social, onde é aceite e depois distribuída por quem dela necessita e recorre ao dito apoio. Outras são guardadas e modificadas por mim.
 

Já há algum tempo que andava para vos trazer algumas ideias do que se pode fazer com calças velhas de ganga… 

 
 
Uns pneus usados e uma almofada e dá um belo puff!
 
 Estes foram para a tertúlia. 
 
 
Estes foram do nosso carro. Os tecidos, retalhos de calças de ganga que há muito deixaram de servir e ficaram guardadas à espera de uma bela ideia…
 
 
Depois dos rectângulos todos cosidos uns aos outros, para cada almofada cortei um círculo e duas metades de círculo. Nestas metades deixei uma margem maior para pregar um fecho a meio. É o lado que vai ficar para baixo. O passo seguinte é coser o fecho (ou zíper) e depois juntar ambas as partes de modo a ter uma almofada completa. Enche-se directamente ou então faz-se uma segunda almofada noutro tecido, mas que não precisa de abertura a meio e esta sim leva o enchimento.Assim, quando for para lavar, basta retirar a almofada exterior. 
 
 
 
 
 
 
O coração já era um remendo numas calças minhas, depois de sofrerem um rasgão. Personalizadas, viveram felizes mais uns tempos no meu guarda-roupa e puderam sair à rua todas airosas!
 
 
O que fazer a estas pernas, que um dia já foram calças e passaram a calções?
 
 
Com elas fiz um rolo, uma espécie de saco estreito aberto só numa das pontas e cheio de areia deu para isolar melhor a casa do frio exterior, no inverno. 
 
 
Com mais umas sobras, fiz também para a porta que separa o sótão do resto da casa. 
 
 
Como ainda sobrou um monte de pedaços de ganga, surgiu-me a ideia de fazer um toldo para o velho baloiço de jardim. 
 
Que com uma pintura nova ficou logo com outra cara! (usei a tinta que sobrou da hortinha das ervas aromáticas, aqui)
 
O assento, tínhamo-lo feito uns anos antes (eu e o marido), com cordel de nylon, porque as almofadas originais já eram e foi preciso substituí-las. Assim, não há chuva ou sol que o corrompa.  
 
 

 

 
 
As flores já foram de outro jardim, umas calças à boca-de-sino, moda que reapareceu no virar do século.
 
E aqui tudo se aproveita, tudo se valoriza.
 
 
 
A minha máquina velhinha, muitos pontos sem nó já ela deu. Muitos quilómetros de linha gasta. Muitas horas a dar ao pedal. A minha velha companheira, que com mais correia partida, ou mais ponto corrido, lá vai acompanhando o meu ritmo.
 
 
E delas urgiram umas tiras cortadas às ondas para completar a capota. Fiz-lhe uma orla com tecido xadrez que também já cá andava há uns tempos. Na tira da frente, fiz face dupla com esse mesmo tecido no lado interno, visível para quem se senta a descansar e a apreciar os encantos daquele recanto.  
 
 
 
Da oficina da maga,
           Com 1 xi-💙
26
Fev17

Em modo Carnaval...

por maga rosa

Por aqui vai-se vivendo ebrincando ao Carnaval. Já é hábito. Todos os anos há sempre algo para costurarnos dias que antecedem esta data. E este ano não fugiu à regra. Desta vez foitrabalho de costureira a duas. Fez-se obra e a filha aproveitou para aprenderalgo mais da arte de corte e costura. No final, resultou numa encantadoraLolita à espera do seu Zorro (que também teve direito a uma enorme capa pretamade by maga e filha).

Lá está, pais fora e osfilhos (neste caso filhas), aproveitam para dar uma estrondosa festa (ai os vizinhos!). Devia estar mesmo boa, para trocarem a discoteca dos planosiniciais, pela continuação em casa pela noite fora. Ou quase! Às três da manhã,viemos encontrar uma casa muito colorida pelas serpentinas e confetes, osrestos de um belo jantar feito pela Lolita e dois pares de namorados, bemdispostos embora cansados. As restantes personagens da festa já se haviamretirado, mas a ver pelas marcas deixadas em forma de algumas fotos (poucas) euns momentos em vídeo, todos se devem ter divertido imenso. É para isto que oCarnaval serve. E eu não posso deixar de sorrir, porque todo o esforço valeu apena. Tudo vale a pena, quando é para acrescentar felicidade!






Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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