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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

30
Ago20

Casar em tempo de pandemia

por maga rosa

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Ontem era para ser o grande dia. Não foi aquele que se alinhavava há um ano atrás, com todos os nomes que foram escritos nos convites, mas foi um dia especial na mesma. Adiou-se a cerimónia oficial, a boda, o fotógrafo e tudo aquilo a que os noivos têm direito. O vestido de sonho fica pendurado no cabide por mais um ano, à espera que a noiva mais uma vez emocionada o vista e se façam os arremates finais. Adiou-se a grande entrada na igreja pelo braço do pai. O nervoso miudinho e a correria para se ter tudo pronto a tempo e horas. Mas não se adiaram os sonhos. Esses, estão sempre presentes por mais que a vida nos ponha em stand by.

 

E o dia que não aconteceu por causa da pandemia, aconteceu na mesma, mas de uma forma bem diferente. Se não houve um padre, houve uma linda sacerdotisa, uma irmã de alma, que escreve belas palavras e tem a energia das deusas. Os convidados foram aqueles a que chamamos “da casa” e dentro do limite permitido por lei. O local, não podia ser mais apropriado. Ontem celebramos o amor, a vida, a família e a natureza. Celebramos com o que ainda há em nós dos nossos antepassados celtas.  

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Ontem o meu pai teria feito 80 anos. Não viveu o suficiente para assistir a este dia mas esteve presente nos nossos corações, simbolicamente na data e na homenagem que a neta lhe quis prestar com o ramo de flores brancas.

 

Por mais que a vida nos queira fazer abrandar, este tem sido um ano e tanto! Espero que o próximo seja mais suave com a humanidade e que nos seja permitido celebrar com tudo. Pelo menos o adiamento serviu para que possamos ter presente no grande dia uma pequena vida que se está a formar agora. Um pequeno ser que será muito bem vindo às nossas vidas.

22
Dez19

Natal, Yule e a magia do Inverno

por maga rosa

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Hoje, dia 22, quando acordarmos pela manhã, podemos agradecer ao Senhor do Tempo a visita do Inverno que aguardou silenciosamente a sua vez de reinar e agora chega de mansinho. Traz vestido um longo manto branco debruado a cinza, ornado por contas de gotas de chuva e na cabeça todos os galhos das árvores despidas. Atrás de si deixa um aroma a velhoses de abóbora e uma suave magia com as cores do Natal e luzinhas a piscar. Na sua mão esquerda ergue uma tocha para iluminar as longas noites escuras como breu, enquanto lança braçadas de azevinho de bolinhas vermelhas e dá lustro às folhas de agulhas verde-escuro dos pinheiros.

 

Bem- vindo Senhor Inverno!

Feliz Natal. Feliz Yule.

 

 

                                                                                                                             Imagem: Pinterest

02
Nov19

Halloween ou Pão por Deus?

por maga rosa

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Há quem defenda que o mais importante é a tradição e há quem aproveite todas as oportunidades para se divertir, mesmo que se trate de “estrangeirices”. Eu sou de opinião que se pode ter e viver as duas. Pode-se brincar ao Halloween no 31 e no dia seguinte pegar na saquinha e ir de porta em porta pedir o pão por Deus. Uma não invalida a outra. (A juntar a estas duas datas há ainda o dia de finados, que se vive no dia 2 de Novembro visitando e enfeitando com flores as campas dos entes queridos já falecidos). 

 

Pessoalmente, vivi uma infância em que era pelo Carnaval vestidos com o que tínhamos em casa mas disfarçados o melhor que conseguíamos, que íamos de casa em casa, pregando uns sustos e de saco na mão à espera de retornar a casa com ele cheio de guloseimas e com alguma sorte, algumas moedas também. Foi assim uma espécie de 3 em 1. Carnaval, Halloween e Pão por Deus. Conta a minha mãe, que ainda jovem adulta mas já mãe aqui desta que vos escreve, de ir pregar uns sustos aos vizinhos já noite serrada mas em dias de Carnaval, com uma abóbora esvaziada do seu miolo, uns buracos como olhos e uma vela acesa lá dentro. Não é isto típico da famosa noite das bruxas?

 

Há quem diga que o que se vive cá nesta data, nos dias de hoje, não é nosso e sim influência do estrangeiro. Há quem escreva até que não passam de americanices. Pode até ser. Mas, não fará lembrar também Samhain, a festa pagã dos Celtas para celebrar o fim do verão, início do Inverno e a época das colheitas? E não corre nas nossas veias também algumas gotas do sangue do povo Celta? Foi-me ensinado nas aulas de história na escola primário (e eu lembro-me bem disso), que antes éramos os Iberos e fomos invadimos sucessivamente por outros povos, de outras regiões, incluindo os Celtas e daí passarmos a ser chamados de Celtiberos. Não é de estranhar que tenhamos adquirido alguns hábitos e costumes de quem veio e por cá ficou, seja há muitos ou poucos séculos atrás, ou seja nos dias de hoje. E isto inclui alguns costumes pagãos dos Celtas. Eu sei que nós portugueses somos feitos de muitas partes e é isso que faz de nós quem somos, tão diferentes entre nós, mas únicos. Tão hospitaleiros e sempre curiosos e abertos ao que é novo e externo a nós.

 

Eu aceito a diversidade, e tudo o que venha para nos tornar mais “ricos” em experiências e melhores pessoas, é bem-vindo!

 

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Este ano, mais uma vez fez-se a festa cá em casa, com muitos jogos, diversão e risos. A cada ano é sempre especial, mas o mais importante mesmo, é o convívio. Desta vez não restaram muitas fotos e trago-vos as possíveis. É o que há, mas os bons momentos passados, esses já ninguém nos tira. São essas as recordações que ficam e que levamos pela vida fora. 

 

Ainda não são muitas as crianças que aparecem por aqui a reivindicar os costumes, mas lá vão aparecendo. No 31, veio um grupo de crianças pela tarde. À noite, bem tarde por sinal, vieram uns a rondar o começo da adolescência. Na manhã do dia 1 foi a vez de dois rapazinhos tocarem à campainha a pediram o pão por Deus. Há tempo para todos e doces também. Não foi muito, mas a taça dos bombons que havia em cima da mesa deu um jeitão.

07
Mai19

O aniversário aqui da maga...

por maga rosa

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Da vontade de me meter à estrada sem planos e nem destino, acabei a festejar o aniversário a dois à beira mar, que é um porto sempre seguro para a minha alma. Por coincidência (ou nem por isso, que eu cá acredito mais em sinais), era dia dos homens do mar, pelo que fomos recebidos com pompa e circunstância com direito a desfile e buzinadelas dos barcos engalanados. Foi dia de festa para todos. 

 

E que bem que me soube a caminhada pela areia, mesmo levando um baptismo de água salgada ténis adentro. Vim de lá com as energias lavadas e renovadas.   

 

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O (meu) dia terminou com uma pequena celebração entre a família residente, nada programada, mas que no final encaixou perfeitamente. Há  celebrações a dobrar que vêm mesmo a calhar e esta foi uma delas.

 

(Para quem não queria bolo… Não só soprei as velas, como ainda dei por mim a formular o desejo da praxe debaixo da mesa)

 

E o champanhe guardado há séculos por descuido, fez pendant com o mini-bolinho trazido pela filhota. Vá lá que ainda borbulhava!

 

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Não posso terminar sem escrever sobre o meu sonho da noite anterior ao aniversário, uma daquelas coincidências que são tudo menos acasos e que nos deixam a pensar.

 

 

Sonhei que fazia anos. Ia numa rua qualquer e ao passar a uma porta recuei e entrei. Talvez fosse a minha casa. A minha irmã (que tinha vindo cá) e as minhas duas filhas prepararam-me uma surpresa. E que surpresa! Havia flores. Um rasto de flores desde a entrada até à outra ponta da sala. No chão uma fileira de cabeças de flores coloridas, umas com pé, outras cortadas rente, mas de muitas espécies diferentes. Não resisti e segui o caminho de flores até junto da mesa. Em cima desta estava um envelope grande que não cheguei a abrir porque acordei. O que será que continha?

 

De manhã, desci as escadas e sorri ao ver a caneca com o ramo de flores em cima da mesa… Não era um caminho de flores e nem sequer estavam no chão, mas existiam. Tinham sido as minhas filhas enquanto eu dormia…

 

Querem saber o que tinha dentro do envelope?

 

Um dia talvez vos conte…

 

É que afinal havia mesmo um envelope, apenas bem mais pequenino e cor-de-rosa, surpresa das filhotas.

 

💗

 

ps. as fotos do carro e na praia foram tiradas com telemóvel ( como escrevi acima, fui sem planos e sem rotas, pelo que a máquina fotográfica com que fotografo habitualmente ficou em casa). 

10
Jun18

Dia de Portugal e de Camões

por maga rosa

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Neste dia dedicado a Portugal, às Comunidades Portuguesas e a Camões, nada mais adequado do que as palavras do poeta para homenagear os nossos antepassados e a língua que falamos e que está tão espalhada por este mundo fora.

 

Não foi ao acaso que escolhi este soneto, todo ele dedicado às deusas do Olimpo. E não é por acaso que as minhas filhas se chamam Diana e Helena. A mitologia sempre despertou em mim um enorme fascínio. A própria Astrologia tem uma ligação estreita com esse mundo fantástico e na sua base estão os 4 elementos enumerados por Camões. Ar, Fogo, Terra e Água.

 

A Vós Seu Resplendor Deu Sol e Lua

 

Pelos raros extremos que mostrou

Em sábia Palas, Vénus em formosa,

Diana em casta, Juno em animosa,

África, Europa e Ásia as adorou.

 

Aquele saber grande que juntou

Espírito e corpo em liga generosa,

Esta mundana máquina lustrosa

De só quatro elementos fabricou.

 

Mas fez maior milagre a natureza

Em vós, Senhoras, pondo em cada uma

O que por todas quatro repartiu.

 

A vós seu resplendor deu Sol e Lua:

A vós com viva luz, graça e pureza,

Ar, Fogo, Terra e Água vos serviu.

 

- Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" -

 

 

Feliz dia de Portugal, para todos os portugueses de sangue, ou de coração e para todos aqueles que fazem deste rectângulo a sua terra, mesmo que só de passagem!

 

                                                                                                         Fonte da imagem: Pinterest

01
Mai18

Os 24 da minha Helena de Tróia

por maga rosa

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No Domingo último foi o dia mundial da dança e foi também o dia da minha Helena de Tróia. Dizem que é a nossa alma que nos escolhe e àquilo que quer que vivamos a cada encarnação. Sendo assim, faz todo o sentido que a minha pequena Helena tenha sido tão apressada com a sua vinda ao mundo e nascido uns dias antes do previsto. Ela já sabia que a dança e ela iriam andar de mãos dadas. Que o palco iria ser a sua segunda casa. Nada acontece por acaso. A cada dia me convenço mais disso.

 

Dia 29 fizemos um pequeno lanche em família para celebrar a vida e mais uma primavera da nossa menina (para nós será sempre menina), com direito a dois bolos de aniversário. Um feito pela mana e outro pela mãe do namorado. Velas a dobrar, para que os desejos se realizem com mais força!  :)  

 

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"Não é o ritmo nem os passos que fazem a dança mas a paixão que vai na alma de quem dança." Augusto Branco

       

                                                                                           

                                                              Créditos das fotos: maga rosa

 

  

08
Mar18

Dia da mulher, ou o dia da igualdade...

por maga rosa

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Um feliz dia para todas as pessoas, independentemente se são homens ou mulheres. Prefiro ver este dia como um marco na conquista de direitos pelos mais oprimidos, porque foi nesse sentido que as nossas antepassadas lutaram e algumas delas com o preço das próprias vidas.

 

Dia 8 de Março bem que poderia chamar-se de “Dia internacional da igualdade”, isso sim!

 

Em alguns países a igualdade ainda é uma utopia e está bem longe de algum dia se tornar realidade, infelizmente, mas tendo em conta o muito que já se conquistou na outra parte, (e ao contrário de muitas opiniões) há que festejar sim! Mas, não naquele sentido de eterna “guerra dos sexos”. Como se hoje, nós mulheres pudéssemos tudo, mas só por hoje…E até os homens são uns queridos (alguns são mesmo!), esquecem que são uns brutos, enchem-nos de flores e palavras bonitas, mas só hoje…

 

Que o viver em democracia, donos de nós mesmos e livres de todo o tipo de autoritarismos e desrespeitos, chegue a todos os lugares do mundo, é o meu desejo para hoje e todos os dias!    

 

          

                                                                                       Imagem: Pinterest (desconheço a autoria)

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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