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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

01
Mar20

Um dia surreal - 29 de Fevereiro

por maga rosa

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29 de Fevereiro. Um dia que só acontece de 4 em 4 anos e o nosso ontem foi surreal. Terminámos o dia num baile de máscaras, de um Carnaval fora de tempo. Esta foi a foto possível, nós, as três gerações em pose na rua antes de entrarmos para o carro que nos levou ao salão de baile. Eu, a minha mãe e a minha filha. As três da vida "airada" como diziam lá na terrinha que me viu crescer. Nós sempre prontas para a festa. A enfermeira e a chinesa (ou seria japonesa?) dispensam apresentações. Eu fui o repórter ávido por notícias daquele que é o assunto mais falado da actualidade. O tal de coronavírus. Foi só uma brincadeira, nada mais.

 

Mas antes, ainda no começo do dia, fomos a um evento com um mês de antecedência. O dia 29 estava lá, só o mês que é seria outro. Um desencontro que acabou por ter a sua piada e serviu de mote a um almoço familiar num restaurante com uma vista espectacular. Foi a refeição certa escrita por linhas tortas. Não posso deixar de fazer referência ao WC do sítio, que deve ter tido um designer com um sentido de humor peculiar. Sentada no trono senti-me como na minha casa-de-banho quando estou no banho e entra lá alguém. Tem daquelas portas que tapam mas não escondem grande coisa. Fez lembrar aqueles sonhos que por vezes temos, em que queremos muito fazer um xixi mas toda a gente nos vê. 

 

No caminho de volta demos com uns acasos para lá de transcendentes, surreais, impensáveis. Parecia que estávamos no meio daqueles filmes de apanhados. Onde já se viu levar uma carrada de ramos sem irem devidamente acondicionados e presos. Óbvio que um deles veio parar à estrada e foi apanhado na parte de baixo de um carro que também por ali transitava, enquanto uma motorizada tentava ganhar terreno ao condutor descuidado, deixando à nossa frente um rasto de fumo. Mas conseguiu. E a camioneta encostou à borda.

 

Mais à frente, um condutor distraído ia com a bagageira escancarada. Foi a nossa vez de o alertar para encostar e fechar aquilo antes que os pertences voassem de lá para fora. Tudo ontem era distracção e tudo era escancarado. Portas escancaradas. Intimidades escancaradas. Vidas escancaradas. Vidas postas a nu. O universo ontem andou no mínimo estranho.

 

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Modéstia à parte, mas a criatividade de última hora ainda nos valeu o 3º prémio e que já faz parte da garrafeira made maga rosa.

 

Para terminar o dia, ou a noite, conseguimos chegar a tempo de recuperar a tampa da objectiva que tinha esquecido horas antes no parapeito da janela. Estava lá no cantinho atrás do gradeamento e por isso, ou porque ainda há gente honesta, não vou precisar de encomendar uma nova. 

 

Surrealismo de um Mercúrio retrógrado no signo mais cabeça no ar de todos (Peixes), ou as energias de um dia que só acontece uma vez a cada 4 anos? Talvez ambas. 

26
Fev20

A bruxa que há em mim

por maga rosa

A bruxa que há em mim.jpg

 

Carnaval para mim representa brincadeira, risos, criatividade e liberdade. A liberdade de podermos ser as personagens que nos apetecer sem sermos apelidados de loucos (se bem que isso nem me preocupa assim tanto).

 

Em retrospectiva, dou por mim a pensar que a fantasia que me encaixa na perfeição (para além de palhaça) é a de bruxa. E é aquela de que mais me mascarei até hoje. A bem ver, esta já está na minha essência só não uso as vestes típicas e o chapéu de bico no meu dia-a-dia.

 

Se ter uma intuição mais afinava é ser bruxa, então eu sou.

Se gostar das mezinhas que a natureza nos dá é ser bruxa, então eu sou.

Se procurar respostas nas cartas é ser bruxa, então eu sou.

Se ler o perfil astrológico das pessoas é ser bruxa, então eu sou.

 

Vendo bem, o ser bruxa está-me no ADN. Tenho uma mãe que é cartomante. À minha avó paterna, que não sei bem até onde iam os seus conhecimentos nestas artes, cheguei a ver, ainda eu era criança, aplicar ventosas nas costas da minha tia para lhe tirar dores. Isto foi uma coisa que sempre me suscitou curiosidade. Onde terá ela aprendido a técnica? Tendo em conta que era analfabeta… Nem o nome dela sabia escrever. E não eram uns copinhos quaisquer não senhor. Tinha as ventosas como devem ser, lembro-me muito bem. Também a vi a cortar o quebranto, ou lá o que era, num pau de figueira. Se isto não é ser bruxa, então não sei o que seja.

 

E depois havia a minha avó materna, que morreu jovem com um bebé no ventre e dizem que era santa, pela maneira de ser e porque o corpo se manteve intacto durante todos os anos em que permaneceu debaixo da terra. Às tantas cansaram-se de a manter enterrada e levaram-na sabe-se lá para onde, já que a terra a devolvia sempre como tinha sido lá posta. À minha mãe recusaram-se a dar explicações alegando não haver registo. Há quem diga que a levaram para uma igreja. Só perguntas sem resposta, mas de uma coisa tenho a certeza, havia ali qualquer coisa fora do comum naquela minha antepassada.

 

Numa leitura da aura foram-me descritas algumas vidas antes desta e era sempre alguém que fazia uso de mezinhas e da magia, ou com conhecimentos fora do tempo e do habitual. Pelos vistos, está-me no sangue e na alma.

 

Bem, vivêssemos nós há uns séculos atrás e eu a esta hora já estava na fogueira.

 

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06
Mar19

O meu Carnaval

por maga rosa

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Gosto dos bailes e das brincadeiras de Carnaval. Gosto do pré-carnaval. Do preparar das fantasias, de imaginar e criar os fatos. Sorte a de ter um marido músico, assim bailes não me faltam, ano após ano.

 

Em criança vestia-me com o que tinha, quase sempre a roupa dos meus pais. Quase sempre a matrafona. Uma máscara daquelas de plástico no rosto e lá ia eu feliz da vida, de casa em casa pela aldeia fora, juntamente com outras crianças. Regressava sempre com algumas moedas e guloseimas que nos davam e que repartíamos por todos. Fazia parte.

 

Este ano a criação das fantasias foi no momento. Sim, fantasias. Saí Sábado e Segunda-feira. No primeiro dia usei o fato de palhaço de anos anteriores, mas do qual continuo a gostar. Sempre gostei de ser a palhaça! :D

 

Na Segunda-feira arrisquei uma reação de eczema no rosto e produzi-me de caveira mexicana, bem colorida e com flores. Só dispensei a cara branca, com pena minha, pelo motivo que mencionei no início da frase. Tive dois parceiros de fantasia, a filhota e o namorado dela.

 

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O morto (nickname de concurso), valeu-lhe o prémio de melhor mascarado.

 

Créditos das fotos: maga rosa

15
Fev18

Eu, Maléfica

por maga rosa

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O bom do Carnaval é que por um breve período de tempo podemos fazer um intervalo nas obrigações e fazer da vida um palco gigante. Um palco onde podemos brincar de faz de conta e ser quem ou o que quisermos. Onde podemos ser crianças de novo sem deixar de ser crescidos.

 

E se eu gosto da brincadeira em si, todo o trabalho de bastidores, que é como quem diz, o preparo da indumentária, não lhe fica atrás. Este ano a minha “máscara” teve como base o vestido de bruxa da minha mãe. Não que ela seja bruxa, mas já lhe vestiu a pele e eu bruxa já o sou demasiadas vezes ehehehhe, pelo que desta vez quis fugir do óbvio.

 

Sugestão da minha Helena de Tróia – adaptar o vestido à personagem da maléfica e assim fiz.

 

Ao contrário da pequenada que encontrei pela frente, não vi o filme, pelo que agradeço muito a invenção desta coisa chamada internet, que me permitiu ver como se veste a personagem.

É extraordinariamente curioso, como, ao vestir a pele de Maléfica a criançada me reconheceu prontamente, chegando mesmo a agir como se aqui a euzinha fosse a verdadeira, a autêntica, a famosa. O pequeno (e grande) ecrã, têm um efeito tremendo, não haja dúvida! E a inocência delas também!

Houve mesmo um momento hilariante, aquele em que me encontrava no interior da casa-de-banho e um grupo de meninas ao entrar, bateram com os olhos na minha figura…e… Uma delas gritou:

- Fujam que está aí a maléfica! (E eu diverti-me tanto quanto elas.)

 

Até direito a fotografia com um fã eu tive!  Timidamente lá puxou pela mãe e colocou-se ao meu lado, para que ela nos registasse na camera do telemóvel. Eu bem vi o brilho nos seus olhitos. Segundo a mãe, ele é um grande fã da personagem e já viu o filme. Viu mais do que eu, essa é que é a verdade verdadinha!  

 

(os detalhes da indumentária deixo para um próximo post, se houver…)

 

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09
Fev18

Em contagem decrescente para o Carnaval!

por maga rosa

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Aqui a maga pela-se por uma boa brincadeira de Carnaval, mas para não fugir à regra, este ano a fantasia foi de novo traçada em cima do joelho e neste momento já estou a contra-relógio. Não é nada do outro mundo (ou talvez até seja ehehehhe), mas como sou dada aos detalhes e adepta do “faça você mesmo”, há sempre mais qualquer coisa na forja e o tempo é curto.

 

E mais uma vez dou comigo a dizer para os meus botões: - Para o ano vai ser diferente, ai vai vai!  

(vai nada!) Já são décadas a improvisar no momento, ou a reinventar fatos usando adereços de outros anos e alguns tecidos comprados em cima da hora. Taurina que se preze não muda! ehehehe

 

Quem me conhece sabe como gosto de ser a palhacinha da festa, ou a bruxa das redondezas. Então, por estes dias veio parar-me às mãos o vestido com que a minha mãe festejou o seu aniversário no Halloween (de bruxa, claro!) e estou a adaptá-lo à minha pessoa. Com umas alteraçõizitas, claro, que aqui a maga não consegue ficar-se pelo óbvio! 

 

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28
Fev17

Uma ET vestida de palhaço!

por maga rosa




Isto do Carnaval leva-nos afazer com cada figura!

Se por acaso ontem viram umapalhaça a correr na rua, como se não houvesse amanhã, essa, era eu. E não andavaa correr a meia maratona não. Se alguém quer dar muito nas vistas, é atravessaruma cidade pequena, vestida de palhaço, numa Segunda-feira de Carnaval em hora normalde funcionamento dos estabelecimentos e ainda por cima ir a correr, atrasada,para apanhar o autocarro. Devo confessar que me deu algum gozo, mas senti-mecomo um ET fora do seu mundo. Mas, tirando o facto de quase me saltar ospulmões pela boca, ainda deu para dar umas gargalhadas. Quem sabe, a “sementinha”da brincadeira vingue e no próximo ano se vejam por aqui mais mascarados nasruas da cidade, mesmo numa Segunda-feira à tarde. E os estabelecimentos façamalgo de diferente dos restantes dias do ano. E todos sorriam mais!



26
Fev17

Em modo Carnaval...

por maga rosa

Por aqui vai-se vivendo ebrincando ao Carnaval. Já é hábito. Todos os anos há sempre algo para costurarnos dias que antecedem esta data. E este ano não fugiu à regra. Desta vez foitrabalho de costureira a duas. Fez-se obra e a filha aproveitou para aprenderalgo mais da arte de corte e costura. No final, resultou numa encantadoraLolita à espera do seu Zorro (que também teve direito a uma enorme capa pretamade by maga e filha).

Lá está, pais fora e osfilhos (neste caso filhas), aproveitam para dar uma estrondosa festa (ai os vizinhos!). Devia estar mesmo boa, para trocarem a discoteca dos planosiniciais, pela continuação em casa pela noite fora. Ou quase! Às três da manhã,viemos encontrar uma casa muito colorida pelas serpentinas e confetes, osrestos de um belo jantar feito pela Lolita e dois pares de namorados, bemdispostos embora cansados. As restantes personagens da festa já se haviamretirado, mas a ver pelas marcas deixadas em forma de algumas fotos (poucas) euns momentos em vídeo, todos se devem ter divertido imenso. É para isto que oCarnaval serve. E eu não posso deixar de sorrir, porque todo o esforço valeu apena. Tudo vale a pena, quando é para acrescentar felicidade!






Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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