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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

24
Jun20

A árvore genealógica

por maga rosa

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Os dias têm sido passados à mesa da oficina, com vista para o meu pedaço de verde, de volta dos papéis onde vou rabiscando datas e dados que encontro nos arquivos (agora online). Pouco a pouco vou montando o puzzle, até a árvore ficar composta com todos os ramos e folhas possíveis. E as raízes que me dão chão e me levam até quem sou. Têm sido muitas horas a escavar terrenos repletos de grandes tesouros. Os arquivos distritais são terreno de grande riqueza arqueológica humana. Muitos achados. Uma verdadeira aula de história. Têm sido longas horas entre nascimentos, casamentos e mortes. Estas últimas deixam-me sempre um pouco mais apreensiva. Faz parte. Com tantos pormenores em mãos, chego a quase imaginar como eram, como viviam, como sentiam. É incrível como tudo mudou tanto em 100 ou 200 anos. Nos primórdios dos idos anos 1800 a esperança média de vida era bem baixa. Assentos de óbitos entre crianças e adolescente então, nem se fala… Imensos. Tenho quase a impressão de que era algo tão normal nesses tempos, que explica até certas atitudes que se tinham. A enormidade de filhos, o descaso muitas vezes. Mal aprendiam a se desenrascar e já tinham de se fazer à vida. E os viúvos aos 30 anos, então, nem se fala... Dois e três e até mais casamentos em cada vida. E não eram consequência de divórcios. Isso não existia. Era mesmo “até que a morte nos separe”.

 

Quem sabe um dia junte todos os pedacinhos e crie uma história. A história dos meus. Um livro é que era, mas isso já é pedir muito… Quem sabe, um dia…

 

Até lá, vou deixando a imaginação pular de galho em galho, nas árvores que vejo daqui da minha oficina.

 

💜

28
Ago19

A parede terminada

por maga rosa

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É o sonho que comanda a vida. E quando pegamos na paleta de cores e lhes damos vida, a nossa alma vibra e o coração rejubila. Descobri que consigo fazer pinturas pormenorizadas nas paredes (que as outras pinturas eu já fazia, já que aqui sou “pau” para toda a obra) e agora já ninguém me faz parar. Dou por mim a imaginar e a buscar inspiração “pinterestica” horas a fio. Perco-me. Sonho. Recrio cenários. Pinto paredes imaginárias. Imaginárias…ou reais, que cá em casa paredes não faltam. Não sei viver a preto e branco. Uso e abuso de todo o espectro.

 

Sempre gostei de contos de fadas, de histórias de bruxas, gnomos e florestas encantadas. De animais que falam e espelhos mágicos que nos levam para o outro lado. A vida não tem de ser só aquilo que é visível aos olhos. Nem a fantasia é um mundo próprio só das crianças na sua inocência e pureza. Se for assim, então eu quero ser criança para sempre.

 

Felizes daqueles que conservam o espírito de criança mesmo com todas as vicissitudes da vida!

 

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ps. o candeeiro é o resultado deste "post" aqui 

 

💜

 

10
Ago19

Candeia que vai à frente...

por maga rosa

… alumia duas vezes! – já dizia o ditado popular.

 

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E esta aqui vai “iluminar” o jardim das fadas. Foi a minha tarefa de hoje, tirar-lhe a ferrugem e dar-lhe cor. Cá em casa gostamos de objectos com história. Peças antigas que por muito simples que sejam, tratadas com o carinho e empenho que merecem, podem revelar grande beleza. E mais, são peças únicas! Deste candeeiro já lhe perdi a conta aos anos que está na nossa posse. Décadas. Penso que terá vindo da casa dos meus pais, a mesma casa onde vivi em solteira. Da casa de onde saí casada. Hoje deixou de ser a candeia com ferrugem pendurada na casa do fundo, para fazer parte de um projecto que me encanta e tem iluminado os meus dias. É a porta de entrada para um mundo de sonhos como a Alice no espelho. É o meu mundo encantado e o meu pequeno paraíso. É o meu recanto zen e inspirador. É a passagem para a oficina da maga.

 

01
Jul19

O jardim das fadas...

por maga rosa

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A saga do jardim das fadas continua. Enquanto houver vontade, enquanto houver onde e enquanto houver sonhos, as flores continuam a crescer no meu jardim. É um sonho que vai ganhando forma lentamente, ao ritmo da sombra que vai e volta. Do tempo que vou ganhando em cada manhã ao sol célere que teima em vir cada vez mais cedo. E em se pôr cada vez mais tarde. Ou em aquecer cada vez mais a minha tela cada vez menos em branco. Outros detalhes esperam a sua vez de serem colocados no lugar. Ou de serem produzidos… Enquanto isso, a selva cresce a olhos vistos. As pedras mudam de lugar (desconfio que as fadas já andam por aqui) … As nossas patudas fazem das suas. E eu limpo, lavo, corto uns ramos. Pinto. E torno a limpar e a olhar para as pedras que esperam a sua vez. E preparo mais cores.

21
Jun19

Solstício de Verão

por maga rosa

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Com muito ou pouco sol temos o Verão a chegar e a minha forma de receber e festejar o Solstício é pintando um colorido jardim na parede exterior do anexo da casa. Da minha oficina. À falta da presença da fotógrafa de serviço, cá vai uma selfie para registar o momento e o andamento dos trabalhos que vão continuar, mesmo com algumas pausas pelo meio. Por mim todo o tempo disponível seria para as tintas e pincéis, mas não me deixam. Ehehehe

 

Isto já é vício, mas um vício saudável que me faz tão bem à mente e à alma. Além de embelezar é terapêutico. Sendo eu uma filha da Primavera e a Maria das cores, o meu cantinho inspirador só podia ser um jardim multicor. Muitas mais paredes aguardam-me. Há lá tela melhor que as paredes da nossa própria casa!

 

Bem-vindo Verão (mas por mim podes ficar sempre assim, ameno!)

 

Por curiosidade, Caranguejo, o signo que marca o início do Verão, entra agora às 16h55. Parabéns para todos os nativos de Caranguejo! (Câncer para os nossos irmãos brasileiros).

25
Fev19

O poder do pensamento

por maga rosa

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Quando queremos muito uma coisa, até o universo conspira a nosso favor. O poder da nossa mente é enorme, muito mais do que possamos imaginar e vai muito para além do racional.

 

Há quem diga que aquela teoria de que só usamos 10% do nosso cérebro é uma treta e eu até acredito, porque cada parte tem uma função e é o todo a trabalhar em sintonia que faz com que sejamos o que somos, completos e complexos. No entanto, também acredito que existem algumas dessas partes que usamos menos e que poderiam ser melhor exploradas e aproveitadas. Ou então o segredo está na ligação entre as diversas partes… Não sou cientista, por isso não levem isto muito a sério, certo?! ;)

 

Isto tudo para vos contar que neste fim-de-semana tive a prova (mais uma), de que os nossos desejos quando genuínos têm forte chance de se realizar e tudo acontece de forma a facilitar que assim seja.

 

Tudo está em constante mudança e assim é cá em casa também. A horta que já foi outras coisas, tem agora os seus dias contados e está prestes a mudar de cenário. Eu que sou um ser pensante sempre a inventar e reinventar novas utilizações para o que está ao meu alcance, comecei a idealizar um cantinho zen debaixo da nespereira. Dei por mim a formalizar em voz alta o desejo de construir um chão de tijolos antigos, daqueles bem artesanais. Um chão onde gnomos e fadinhas saltitam nas noites de luar, longe dos olhares dos humanos e por entre as plantas que vão nascendo nos desencontros dos quadrados avermelhados.

 

E como os desejos podem ser contagiantes, o marido uniu a sua vontade à minha e idealizou também uns pequenos canteiros com os ditos tijolos. Em conjunto o poder da mente torna-se ainda mais forte. A vibração de tais pensamentos chega mais longe e mais alto e o universo colabora enviando-nos oportunidades.

 

A nossa oportunidade estava mesmo aqui ao lado, no quintal dos vizinhos. Não diria que foi por acaso, porque nada acontece ao acaso. Tudo tem um sentido, tudo tem uma razão de ser. E os tijolos que eles guardavam há anos, de uma parede demolida, estavam destinados ao meu cantinho zen. Só que nós não sabíamos, e eles também não.

 

Obrigada Universo! Obrigada Vizinhos!

 

 

Ps. Ah, não se esqueçam de desejar só coisas boas, é que o universo não faz uma triagem aos “pedidos” que lhe chegam!  

09
Nov18

O progresso da minha mandala...

por maga rosa

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Não é assim que ela está agora, mas já esteve. A seu tempo irei publicar o resultado final. Foi todo um processo que me encantou, o de ir superando desafio atrás de desafio, a descoberta da minha mandala, pormenor atrás de pormenor e a descoberta de mim mesma. Percebi que posso fazer muito mais. Que sou capaz. E que adoro fazer arte. Sim, porque mesmo com todos os defeitos inerentes, é arte. Toda a criação é arte. E a imaginação é o limite (mesmo com algumas inspirações pelo meio, mas isso também faz parte do processo). E para mim, uma grande, mas grande inspiração, é a artista Alisa Burke!

 

Comecei por escolher o sítio na parede, meio que a olho e desenhei os círculos de forma um pouco rudimentar, com recurso a uma régua de 50 cm e um transferidor. Tem cerca de 1 metro por 1 metro. Não havia cá compassos e muito menos com aquele tamanho todo. No momento não pensei naquela forma tão básica, de atar um lápis na ponta de um cordel. Mas valeram-me os materiais (ainda cá andam alguns), que ficaram dos tempos de estudante das minhas filhas. E o que aprendi nas aulas de desenho. Afinal não esqueci tudo. Aquela técnica das proporções deu-me cá um jeitão para passar do desenho pequeno para a dimensão final. Usei a escala de 1 para 6 e folhas quadriculadas. Um centímetro corresponde a seis. Depois foi só passar para papel vegetal e decalcar com lápis de carvão na parede.

 

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Para os olhos mais críticos, eu bem sei que tem ali um erro de cálculo , mas a tomada é que não avisou que também queria fazer parte do desenho e acabou por ficar de esguelha. São pormenores. Podia ter apagado e voltar a desenhar os círculos bem alinhados com a tomada, mas arriscava a ficar com a parede toda borrada do lápis e essa ideia não me agradou (é que já ia na cercadura de lírios).

 

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Aquele pincel fino acompanhou-me ao longo de todo o processo da pintura. Pensei que o seu manuseio fosse mais difícil e o resultado, que nem sempre ficou perfeito, no seu todo agrada-me. Iniciei aquela relação um pouco a medo, mas no final ficámos amigos. 

 

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Podem ver o início de todo este processo, ainda em esboço, aqui.

 

                                                                                                   Créditos das fotos: maga rosa

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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