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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

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20
Nov16

Entre o inferno e o céu...

por maga rosa
No passado dia 14, em vezde andar a escrever sobre a Super Lua, andei sim a subir pelas paredes, arebolar pelo chão e em alguns momentos, quem espreitasse pela porta do meuquarto ainda podia ver-me de joelhos encostada à cama. Não que estivesse arezar fervorosamente por um milagre, mas bem que precisava de um. Qualquerposição me servia em busca de algum alívio que não encontrava e nesse dia,senti que tinha atingido o limite da dor. É que não foi uma dorzeca qualquer,foi uma super dor, ou um emaranhado delas. E eu que até já tenho um bom rol dedores no currículo, naquela manhã e tarde que me pareceram infinitas, vivi umverdadeiro pesadelo, uma ida ao inferno! Foram horas e horas de agonia sempausas. O meu cérebro quase entrou em estado de delirium e dei por mim a pensarcompreensivamente naqueles familiares por parte materna que colocaram um pontofinal na própria vida. E não foram nada poucos. Por dores da alma, do corpo oudas duas coisas, fazendo bem as contas, dá para encher os dedos das duas mãos. Masadiante, que eu gosto muito de viver…

Não que seja masoquista,mas não tomo medicamentos. Só mesmo aqueles estritamente necessários eindispensáveis e nesse grupo não estão incluídos os analgésicos,anti-inflamatórios, ou relaxantes musculares, pelo que resisti à tentação de medeslocar ao hospital, ou de encher o organismo de drogas.

A minha cama tornou-sedemasiado desconfortável para o meu corpo dorido, pelo que nessa noite, encontreirefúgio no quartinho de hóspedes no sótão. Não foi o paraíso que encontrei, maspelo menos sempre estava mais perto do céu. J

O marido, solidário, ocupoua outra cama livre das duas que enchem aquele espaço. E lá no alto, para lá dajanela do tecto, a lua enorme encontrava-se de vigia. Enquanto eu, a mulher-loba,uivava de dor na tentativa, muitas tentativas, de deitar o costado, ele, oenfermeiro de serviço, espreitava pela clarabóia e admirava a bela da super-Luacheia. Bem sei que o que ele não queria era ver-me a mim, a sofrer e sem poderfazer nada. Diz ele que até tem medo de me mexer, não vá partir.

Hoje, a caminho das trêssemanas de uma crise aguda de hérnia lombar e mais umas coisitas, de muitashoras deitada no chão com o tecto por entretenimento, algumas melhorias eretrocessos (a noite é má curadora), consigo finalmente escrever qualquercoisa. Ainda tenho muita luta pela frente, mas sei que estou no bom caminho!

                                                                                                                 Fonte de imagem: Pinterest

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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