Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

22
Fev20

Céu em Fogo

por maga rosa

 

céu de fogo1.jpg

 

Benditas ciclovias. Desde que foram construídas que se vêem cada vez mais pessoas a ganhar a prática de caminhar. Por aqui pelo menos é assim. Tem dias em que faço o caminho solitária, pela manhãzinha, hora boa para pôr os pensamentos em dia. Aqui e ali vou-me cruzando com outros caminhantes que passam a passo rápido, a pares ou a solo.

 

Mas é ao fim de tarde, há hora em que o marido faz o seu percurso e puxa pelos meus limites, que somos presenteados com um belo pôr-do-sol. No outro dia o Sol ofereceu-nos a mais bela das pinturas, um céu em fogo a adivinhar um dia seguinte bem quente e com uns efeitos especiais produzidos por umas nuvens passageiras.

 

Ontem não resisti e segui de máquina ao pescoço. Desta vez não queria perder a oportunidade de eternizar tão belo momento, mas fui traída. O céu só estava a meio fogo e foram-se os efeitos especiais.

 

Na próxima vez adianto os ponteiros do relógio para chegar a tempo e o céu que prepare as suas melhores vestes porque vou lá estar em primeira fila!

 

céu de fogo2.jpg

 

céu de fogo.jpg

 

12
Set19

Pão verde

por maga rosa

pão verde.jpg

Eu e as receitas andamos sempre numa espécie de jogo da apanhada com uma mistura de cabra-cega. Apanho uns ingredientes aqui, passo rente a outro acolá subtraindo-o ou substituindo-o. Subtraio gramas num, acrescento noutro. Dificilmente sigo à risca o que vem lá escrito.

 

Este pãozinho que ficou bem mais verde do que aparece na foto, foi o resultado de uma aventura culinária repentina, ontem ao final da tarde, para aproveitar as sobras de uma cuvete de manjericão que nos deram. A outra metade a primogénita usou-a para fazer pesto, aquele molho verde para massa tão apreciado pela outra filhota. Numa ingressão rápida ao chef Google, a primeira receita com manjericão que surgiu na minha frente, foi de pão. E eu a fazer uma ginástica hercúlea para cortar no pão (nem sempre eficaz, confesso), sou logo aliciada com uma imagem destas como podem ver aqui no petitchef e onde podem seguir a preceito todos os passos.

 

Para quem não tiver tempo (ou vontade) de ir ver a receita que me serviu de inspiração, deixo aqui a lista dos ingredientes:

 

3/4 xícara (chá) de leite morno

2 tabletes de fermento biológico (30 gr)

1 colher (sobremesa) de açúcar

2 ovos

1/2 xícara (chá) de folhas de manjericão

1 cebola pequena picada

1 colher (sobremesa) de orégãos

1 dente de alho picado

1 colher (sobremesa) de sal

1 1/2 colher (sopa) de margarina

500 gr de farinha de trigo

margarina para untar

1 gema para pincelar

gergelim para salpicar

 

Para começar, cortei logo no açúcar e no sal. Uma colher muito mal medida para cada um, que deve ter correspondido a meia colher de cada. Usei uma saqueta de fermento “fermipan” (fermento de padeiro em pó), que era o que havia cá em casa e misturei no leite e açúcar com colher em vez da liquidificadora. Como a nossa liquidificadora já se foi faz tempos, usei a varinha mágica para triturar os restantes ingredientes (excepto a farinha). Torci o nariz à ideia da cebola, pelo que acabei por usar uma bem pequenina, assim como um dente de alho também minúsculo, mas no final percebi que não fazia mal nenhum se fossem maiores. O meu fantástico pão não sabia nada aos ditos cujos. O manjericão também tinha bem mais do que meia chávena (foi a olho). Depois de uma papa feita com esta mistura, juntei-lhe a mistela do fermento no leite e só depois a farinha pouco a pouco envolvendo bem. Ficou na taça a crescer por meia hora. Findo este tempo coloquei a bola de massa na bancada enfarinhada e aí sim, dei-lhe umas voltas com as mãos, depois de as besuntar com óleo para não ficar tudo peganhento. Fez-me lembrar os tempos na aldeia, mas fui bem mais meiga com a minha bola de massa do que as mulheres com quem cresci a ver sovar o pão. Por cima, depois de pincelar com gema de ovo (uso as costas da colher), salpiquei com sementes de sésamo. Untei o fundo de um tabuleiro de ir ao forno com margarina e farinha e deixei lá a massa a descansar por mais 20 minutos. Na hora de ligar o forno veio a dúvida: e a temperatura? Arrisquei 200 graus e foi o que bastou. Aos 40 minutos da receita original acrescentei mais 5, mas não era preciso.

 

Ah, esqueci-me de dizer que fiz só um pão apenas e não usei forma, mas ficou bem na mesma e muito macio por dentro e com um delicioso paladar a manjericão. Todos cá em casa gostaram e foram unânimes numa coisa… Podia juntar pedaços de nozes ou pinhões à massa!

 

🙏

23
Ago17

Passeio de Domingo - parte II

por maga rosa

 

Domingo enchemos os olhos de beleza, energizámos o corpo e voltámos de alma lavada. Primeiro com o passeio no passadiço de madeira de S. Martinho do Porto e de tarde, nas águas e areal da Foz-do-Arelho. É disto que a felicidade é feita, de momentos, de gargalhadas e de afectos partilhados.
 
O único senão, o estacionamento mais que esgotado. Meio mundo lembrou-se de rumar à costa naquele dia. Assim, pela dificuldade em arranjar um pedaço de chão onde arrumar a carrinha, deu para conhecer um pouco da outra ponta da lagoa, uma zona mais destinada às canoas e pescadores. A paz face ao caos. Quando finalmente chegámos ao areal, já os outros elementos da família tinham as toalhas estendidas e os chapéus-de-sol espetados e a convidar ao relaxe. Eu não sou muito dada aos banhos de sol, ao invés disso, prefiro caminhar e sentir os pés a enterrar na areia, ou na água fria. Apanhar conchas e surpreender-me com a beleza multicor das pedrinhas que a natureza espalhou por ali.
 
Houve até tempo para partidas de futebol e nem umas canelas esfoladas roubaram os sorrisos aos jogadores, com a claque atenta e a fotógrafa (euzinha) a dar o seu melhor!
 
 
 
 
 
 



 

22
Jul17

Mini-férias em bike...

por maga rosa

 

Esta minha vontade de andar por aí fora é qualquer coisa… ahahah
Se é para ir andar de carro, de comboio, ou seja lá o que for, lá estou eu! Não importa o destino, o que interessa mesmo, é ir… Mas se é para conhecer sítios novos(mesmo dentro daqueles que já conheço) e de preferência se puder levar a máquina fotográfica a tiracolo, melhor ainda. Esta semana, aproveitando uns dias de férias do marido, metemos as trouxas e as bicicletas no carro e lá fomos rumo ao litoral, com intenções de lavar as energias e a alma e ainda pedalar um pouco. O destino foi S. Martinho do Porto e à laia de improviso abancámos no parque de campismo “Colina do Sol”, que se revelou uma agradável escolha. Ainda esperei ver o nascer do sol a partir daquelas encostas, mas o céu nublado a única coisa que nos deixou ver, foram uns chuviscos vez ou outra.
 
Noutros tempos (já pareço o spot publicitário a um conhecido hipermercado que muito passou na tv…), Julho era o mês mais quente do ano e não havia cá misturas. Era calor seco e mais nada. Actualmente mais parece que vivemos num país tropical. Chuva e calor. No único momento em que fomos à praia, isto já no final da tarde do dia seguinte à nossa chegada, éramos nós a andar com os pés na água e o céu a enviar-nos uns chuviscos. Mas nada que nos impedisse de percorrer a lagoa de ponta a ponta em busca de areia mais limpa e da água mais transparente. Gosto muito da terra em si, das casas junto ao mar, mas a praia deixa muito a desejar. Talvez consequência dos muitos barcos que ano após ano vão atracando por ali…
 
 
 
 
 
 O tempo em que não estávamos a caminhar em direcção ao centro, estávamos a percorrer as estradas em duas rodas. Demasiadas subidas para a minha bicicleta de cidade, mas que teimei em levar por causa do cesto e já a pensar no transporte da máquina fotográfica ou eventualmente de um mini picnic. Quem se tramou foram as minhas pernas, mas à conta disso até vieram mais rijas! :D 
 
 
 
O segundo (ou terceiro) passeio de bike, foi uma verdadeira aventura. Decidimos ir até à Praia da Gralha e o coração quase me saltava pela boca, em determinadas subidas. Ainda arrisquei subir na bicicleta dele, bem mais leve, mas mesmo assim não foi nada fácil.  
 
 
 
 


 
 
 
 
 Está na hora de subir… E agora marido?? 
 
Bem que tentei captar a altitude na foto, mas está bem longe de corresponder à realidade! É uma subida e tanto, até ao topo da falésia e que o marido subiu de um fôlego, aliás, nem deve ter respirado. Levou uns 3 minutos a chegar lá acima, sempre a pedalar. Diz ele que em alguns momentos teve até a sensação de que ia cair para trás, tal a inclinação... Enquanto isso, fui eu subindo a pé e empurrando a minha. Que pena a máquina fotográfica não ser um drone para se deslocar sozinha e me captar lá do alto!...
 
 
 
 
 
Enquanto a autocaravana não passa de um sonho, a carrinha e um colchão também servem para estas almas itinerantes...
Na manhã de Quarta-feira quando abrimos a porta, tivemos na nossa frente já não uns chuviscos, mas quase um dilúvio. Cheguei a pensar que tinha dormido por uns meses e acordado em pleno Inverno. Os planos para percorrermos a pé o passadiço em madeira que vai de S. Martinho a Salir do Porto, sempre à beira mar e com uma vista fantástica, foram literalmente por água abaixo. Bem como as fotos que planeava tirar. Nada mais nos restava para fazer ali, pelo que fizemos check-out e fomos embora. Ainda pouco convencidos e numa derradeira tentativa de contrariar o S. Pedro, decidimos ir pela costa e aproveitar um pouco mais o passeio. Foz-do-Arelho e o tempo estava assim-assim. Peniche e de novo calor e só uns pingos de chuva de vez em quando.
 
Fomos conhecer o forte, onde outrora os presos políticos estiveram encarcerados e sujeitos a torturas, mas as celas estavam fechadas para visitas. Óptimo, assim(como diz o marido), não trouxemos as más energias.

 

Depois, num impulso e à laia de despedida, fomos pela ciclovia até à praia do Baleal. Onze quilómetros e meio mais tarde estávamos de volta à carrinha e prontos para regressar a casa, de energias renovadas e felizes!

 

 
 

 

 
 

 

 
Um brinde a nós, por, ao fim de mais de três décadas ainda continuarmos a olhar ambos na mesma direcção e a percorrer o mesmo caminho!  ;) 
 
 






 
17
Mai17

Em guerra aberta contra o açúcar!

por maga rosa

 

Já não é de hoje esta minha antipatia pelo açúcar, mas é a primeira vez que lhe declaro guerra mesmo a sério. Foi perante um babá como o da foto, colherada a colherada, que instaurei um estado de sítio, por tempo indeterminado. Foi um momento tão intenso, que acabei por me esquecer de puxar da máquina fotográfica e fazer o registo do dito cujo, por isso aqui fica a foto de uns primos dele, que encontrei na net.
 
Não admira que atribuam as características do açúcar às pessoas carinhosas, aos beijos envolventes, em suma, a tudo o que seja amor. É que ele vem de mansinho, conquista-nos com a sua doçura e quando damos por nós estamos completamente envolvidos e derretidos por mais uma guloseima! Bem dizem os entendidos que o açúcar é viciante. E se é! Eu, uma “taurina”convicta, se não fosse gulosa estaria a contrariar a essência do meu signo.
 
Gosto de tudo o que é doce, comida, melodias, pessoas, e até as bebidas com álcool, as únicas que gosto, são aquelas bem docinhas.
 
Logo hoje em que tinha estado a ler uma entrevista de um médico português, Manuel Pinto Coelho, um homem que desafia o convencional, um visionário talvez, mas com ideias que nos fazem pensar, a minha filha apareceu aqui em casa com dois babás! Um para ela e outro para mim. Uma espécie de prémio contra todos os males do mundo. Um bolo pequeno, mas super doce. Saboroso na primeira metade e muiiiiiiiito enjoativo na restante, de tão doce que é. É o preferido das minhas filhas.
 
Diz o tal doutor que o problema da doença, da inflamação, é essencialmente do açúcar e que a indústria do referido produto sacode as culpas para cima das gorduras e do colesterol… Nada que eu não desconfiasse já! Pode ler-se a entrevista (aqui !), onde ele fala sobre alimentação entre outras coisas. Uma entrevista extensa mas que vale a pena ler.
 
 
Sempre que estou um tempo longe dos açúcares refinados e reduzo o consumo de pão branco, sinto-me maisleve, menos inchada e mais saudável, é um facto. 
 
 
                                                                        Créditos de Imagem: Fabrico Próprio
07
Mai17

Os poderes da Arruda...

por maga rosa

 

Hoje foi dia de ir à feira comprar mais umas plantas aromáticas para a hortinha. De caminho comprei uns pés de alface, que já têm o seu lugar cativo junto às couves e às abóboras. Aos poucos a horta compõe-se. Já o cantinho das aromáticas, a banheira antiga que podem ver aqui, está a ficar a abarrotar à medida que as mais antigas crescem e se esticam para todos os lados. Os dois pés de manjericão-limão e o pequeno poejo, também já lá estão e agora, encolhidos entre as restantes plantas aspiram pelo seu lugar ao sol.
Isto tudo para falar sobre a arruda, aquela plantinha mini que se vê ali sozinha na foto. Faz imenso tempo que queria ter um vaso com arruda e hoje, por sorte, encontrei esta pequenina à venda. Agora é esperar que pegue e se desenvolva.
 
Propriedades medicinais à parte, que lá as deve ter, queria-a pelo seu simbolismo esotérico. É conhecida por espantar as más energias e atrair a boa sorte. Pode usar-se no banho juntamente com uma mão cheia de sal, como descarrego, ou então tê-la simplesmente em vaso para proteger a casa e quem nela mora. Além disso, é um insecticida natural. Dizem que afasta os afídios (pulgões ou piolho) das outras plantas.  É o chamado 2 em 1.
 
 
 

 

 

 

06
Mai17

Fazer diferente...

por maga rosa

Ontem,literalmente, meti a família toda a andar!

Entre nãofazer nada, mas mesmo nada e começar o meu novo ano pessoal de forma saudável,optei pela segunda hipótese. Como quem faz anos é que manda, eu escolhi queeste ano não queria passar o dia em casa a “enfardar” e mais os dias seguintes,à conta das horas passadas na cozida de volta dos tachos e formas para ter umamesa farta…

Inicialmenteidealizei uma caminhada, só isso, sem comezainas. Depois, a pensar que opessoal ia terminar cheio de fome (hora do jantar) e com vontade de se reunirno após, pensei também num lanche, coisa pouca, mas sem bolos e bolinhos e nemo tradicional bolo de aniversário. (nisso fui traída, mas vão ter de continuara ler se quiserem mesmo ficar a saber…)

Uma vezque uma das minha resoluções de ano novo (que podem ver aqui), foiprecisamente de passar a ter hábitos mais saudáveis, tanto a nível de exercício,como alimentares, nada melhor que o aniversário para pôr em prática. E assimfoi.

Fiz um itineráriode 6km e tal, mas no momento H o grupo virou para o lado oposto e reduzimo-lo a4,5 km. Mas isso não importa. Se fomos quase a passo de caracol, também nãoimporta. Se iniciamos a marcha já meia hora depois da hora combinada, tambémnão importa. O que conta mesmo, foi o espírito de grupo, a animação e acima detudo, o estarmos ali todos juntos! O carinho. Somos uma família unida. E énestas pequenas coisas que está o segredo da felicidade! Os restantes elementosda família que não puderam estar, ou por motivos profissionais, ou outroqualquer, ou porque estão fora do país, estiveram connosco em pensamento. 


Regresso a casa e um lanchinhoajantarado. Sem adição de açúcares, pelo menos isso! Ou achava eu!

Fui encontrar no meio damesa que deixei já pronta antes de sair, um bolo de aniversário. Um bolo verde!A minha filha, a dos bolos, não ia conseguir não me fazer um. Para contornar aminha exigência de um aniversário saudável, teve a ideia de fazer um bolo deespinafres. Sou uma mãe muito sortuda com as filhas que me escolheram parafazer parte da vida delas, nesta nossa caminhada aqui pela terra…

E o bolo foi-se todo. Bom,bonito e sem corantes artificiais. (Tinha açúcar, mas eu fechei os olhos a isso…);) 


No menu constava: sopa de feijão-verde,muita fruta, água com sabores feita em casa, sangria (feita em casa), salada depolvo, salada de tomate, queijos, pão com sementes e nada de refrigerantes.Imagino que devam estar a pensar: “ saudável, saudável, mas tinha lá fritos!”.Pois tinha! Mas se tudo fosse perfeito a vida não tinha tanta piada! ;)

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

Mais sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

Em destaque no SAPO Blogs
pub