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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

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Oficina de artes esotéricas e criativas.

26
Abr20

Quarentena - dia 44

por maga rosa

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A rainha da Alice finalmente ficou pronta. O rosto foi o último a ser pintado, mas às vezes tem de ser assim. O mais difícil fica para o fim. Quando já não havia mais escapatória meti mãos à obra e a tirana (conta a história que ela era uma megera) ganhou vida. Ou parece. Às vezes ao descer as escadas e se olho de relance, quase fico com a impressão que está lá gente. Mas nada, é só uma pintura na parede.

 

Hoje aproveitei que o dia esteve de chuva e pouco convidativo para andar no quintal e terminei o que faltava. Dei os últimos retoques na cara e pintei os corações grandes da saia. Fico com a sensação de que falta alguma coisa nos ditos corações, mas por agora ficam assim. Às vezes bastam uns traços e tudo muda (aos meus olhos).

 

Já me demorei muito na rainha, pelo que é tempo de passar à frente. Ainda tenho um campo de flores para lhe pintar. Dizem que ela não gostava de rosas brancas, vamos ver se ainda lhe calham algumas… Vou tirar algumas flores da cartola a ver o que de lá sai. Depois conto-vos.  

 

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🍀

25
Abr20

Quarentena - dia 43

por maga rosa

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Nada melhor para celebrar a vida que um nascimento. E numa época em que a liberdade nos diz tanto, por nos vermos limitados nos nossos movimentos em sociedade, o dia 25 de Abril, símbolo de liberdade, ganha uma outra intensidade. Escolhi esta foto precisamente por marcar um momento especial, um brinde à vida e à vinda de um bebé à família. O meu genro tinha acabado de receber a notícia de que foi tio. O irmão mais novo já é pai, depois de um dia de muita angústia. Não é nada fácil trazer ao mundo uma criança nestes dias tão complicados. Estas mães são umas heroínas. Largadas literalmente à porta dum hospital, sem qualquer possibilidade de acompanhamento e de apoio, quando o momento só por si, já é de fragilidade. E sem visitas durante o tempo de internamento. A actualidade assim o exige. Mas, está tudo bem. O dia é de alegria.

 

(Que me desculpem os meus leitores pelos tremeliques das imagens no vídeo, mas foi da emoção e a primeira vez que filmei com esta objectiva. Para a próxima fica melhor!)

 

Música que o meu querido marido cantou durante a live que fez para o seu público no facebook, e dedicou aos recém papás. “Os Putos” de Carlos do Carmo, um dos meus fadistas preferidos de sempre.

 

🍀

24
Abr20

Quarentena - dia 42

por maga rosa

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Fia o fio fiandeira, fia também a linha da vida…

 

Hoje foi dia de voltar a um trabalho há muito remetido para um canto da oficina. O meu tapete de tiras. O meu tapete feito de retalhos e de roupas sem uso. Estava em pausa mas não esquecido. E hoje o tempo foi dedicado a cortar e coser, até ter um fio tão comprido que dê a volta completa ao tear labiríntico com que teço o meu tapete. Ao meu novelo que vou fiando sem roca, prendo farrapos de esperança e de sonhos com ponto corrido. E é este fio imperfeito que dará vida a um sonho muito mais que perfeito. O de fazer do mundo (ou do meu pequeno mundo), um lugar mais feliz para se viver.

 

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🍀

23
Abr20

Quarentena - dia 41

por maga rosa

Energia boa esta com que fui recebida às 7h da manhã, na minha varanda virada para o nascer do sol. A mãe natureza é sábia e é madrugadora. Até os pássaros se juntam e fazem um bailado para a homenagear. E as minha árvores têm mais magia àquela hora e vistas dali.

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Hoje saí um pouco à rua. Com as devidas precauções e afastamento social, claro está. Em tanto tempo foi a primeira vez que meti os pés para lá da porta da entrada, que quase me tinha esquecido de como é andar lá fora. Nem para ir às compras ou coisas tão simples como levar o lixo, pormenores de que a filha se tem encarregue. Mas hoje fiz o meu passeio “higiénico” como dizem os senhores lá de cima e valeu por mais uns tempos fechada em casa. 

 

🍀

22
Abr20

Quarentena - dia 40

por maga rosa

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Desde que a pandemia começou, foi a primeira vez que sonhei com o assunto. A noite foi passada às voltas com o vírus. Numa primeira fase do sonho, antes das seis da manhã, (sei que foi antes porque acordei), as imagens estão mais sumidas da minha mente acordada. Mas sei que teve imensos contornos. No geral ficou a ideia de que se começava a andar lá fora. Nós (marido e eu), íamos a algum lado de carro. Penso que a uma zona de mar, ou de rio. Haveria água. Era um passeio. Desisti porque percebi que iria lá andar imensa gente. Depois veio mais outra parte dentro do mesmo sonho. Estava a planear ir a casa da minha mãe, que já não vejo desde que isto tudo começou, mas falamos todos os dias por telemóvel (isto é real, menos a parte de pensar ir lá a casa agora). De repente lembrei-me que não podia, que iria pô-la em perigo, andando pela casa dela como se nada fosse. Desisti.

 

Já de manhã, pouco antes de acordar definitivamente, voltei a sonhar com o assunto. Andava tudo na rua. A vida parecia ter voltado à normalidade. Estava numa espécie de feira. Havia grupos de pessoas aqui e ali. Depois dei por mim a entrar numa loja, uma retrosaria. Havia algum cuidado, pareceu-me, porque o número de pessoas lá dentro era limitado. No entanto, mesmo quando eu ia a passar da entrada para dentro, uma mulher cheia de pressa entrou também, dando-me um encontrão. Passou por mim e foi para a zona do balcão.

 

Depois, já num outro cenário, provavelmente à espera de transporte público. Sentei-me numa ponta de um banco comprido. Na outra ponta, sentou-se uma mulher que me terá reconhecido e veio falar comigo. Respeitou a distância. Entretanto, uma outra mulher acompanhada de uma criança aproximaram-se também, ficando de pé na minha frente. Demasiado perto até. A criança encostou-se mesmo. A mãe logo atrás da filha. Senti o meu espaço invadido e lembrei-me que me tinha esquecido de levar máscara. Ninguém ali andava de máscara. Olhei para as minhas mãos e estava de luvas, daquelas brancas descartáveis que se ajustam à pele. Comentei sobre o facto e tentei pôr algum bom senso na cabeça daquela mãe.

 

Espero que este meu sonho não seja um prenúncio daquilo que virá a seguir, numa fase já sem estado de emergência, quando todos pudermos sair à rua. Espero sinceramente, que haja mais bom senso, porque esta “guerra” ainda não acabou. Há que ter os outros países como exemplo, os primeiros e que já passaram esta fase. Todos têm voltado a uma segunda vaga da pandemia. Todos e nós não vamos ser excepção. Tenham isto em mente e façam a vossa parte. Continuem a proteger-se mesmo depois de decretada a volta à normalidade. Todos.

 

🍀

21
Abr20

Quarentena - dia 39

por maga rosa

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“ É preciso não abrandar nunca, mesmo tendo chegado tão longe.”

 

É este o lema de momento. É nisto que penso quando olho para trás e vejo a quantidade de dias em que estive literalmente presa em casa. E quando olho para a frente e penso nos muitos que ainda me esperam, sem poder sair. Eu que tinha tantos planos para os próximos tempos. Para o próximo verão. E uma sede tão grande de estrada e de sítios. Dá cá uma agonia que dá até vontade de quebrar as regras um bocadinho. Mas só que não! Depois de tanto esforço, para quê arriscar? É aguentar mais um bocadinho, que a batalha ainda não terminou. E ter fé em que o pior já passou. E que melhores dias virão.

 

20
Abr20

Quarentena - dia 38

por maga rosa

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E o Inverno voltou! Ó São Pedro, tu decide-te! Isto é que é um abre e fecha as torneiras do céu. Num dia escancara as janelas ao sol, noutro manda-nos chuva, depois mais uma amostra de sol… Este santinho anda mesmo confuso. E hoje com a chuva veio também o frio. É um daqueles dias em que só apetece passar o dia de pijama embrulhada em mantas a ver filmes. Ou ficar na cama. Mas não fiz nem uma coisa e nem outra. Passei o dia a zanzar de um lado para o outro a tratar de roupas, a pincelar, a apreciar a Milka a achar-se gente…Mas pelo belo arco-íris que pude ver no meu pedaço de céu que se avista daqui, já valeu a pena passar o dia encolhida e a maldizer o santinho de mim para mim.

 

“ A chover e a fazer sol e as bruxas a comerem pão mole.

– Não sei quem inventou esta cantilena, mas que eu lhe achava muita piada quando era criança, isso é um facto. Só não sabia que também iria ser uma das ditas cujas, (sem vassoura voadora, mas a gostar do pão bem molinho). eheheh

 

🍀

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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