Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

21
Mar20

Quarentena - dia 8

por maga rosa

Quarentena - dia 8e.jpg

 

Hoje foi o 1º dia de uma nova semana. A segunda semana em casa. E o segundo dia da Primavera.

 

A rotina mantém-se. Três em casa e dois a trabalhar. A reinventar comida com os ingredientes que foram sobrando. Mesmo assim, deu para fazer crepes e bolo de iogurte. Lá se foram os ovos. A reorganizar o canto “sujo” da casa, onde se tira a roupa e se deixa o calçado que vem da rua. Onde se desinfectam telemóveis que estiveram lá fora e são possíveis contaminadores. O marido, um comunicador nato e um homem de palco, cria o seu público a partir de casa com “directos” musicais. Abençoadas redes sociais! Cada um faz o que pode para manter a sanidade mental. Felizmente temo-nos uns aos outros. Confesso que não me incomoda nada estar em casa, já estava habituada, mas isto de ser uma obrigação, de saber que não se pode ir lá fora, mexe com o psicológico duma pessoa.

 

Hoje colocámos em prática uma ideia que tinha há muito. Fazer um compostor para os desperdícios alimentares. Assim, em vez de irem para o lixo, os restos são transformados em adubo para as plantas do quintal (ou pelo menos tentamos que seja). Já tínhamos um cantinho onde colocamos as folhas das árvores para “apodrecerem”, mas isto é outra coisa.

Quarentena - dia 8.jpg

 

Usámos um vasilhame que aqui andava e o marido fez-lhe alguns furos com um prego quente, no fundo e à volta em baixo. Depois coloquei-o um pouco enterrado na terra, na esperança de que as minhocas que por ali andam se sintam convidadas a entrar. Li no drº Google que o compostor precisa de oxigénio no seu interior, então espero que os ditos furos também sirvam para o efeito. Levou uma camada de terra no fundo, depois os pedaços de verduras e cascas de ovos tudo cortado fino. Por cima uma camada de folhas secas (os castanhos) e por último mais uma camada de terra. Não custa tentar. 

 

Quarentena - dia 8a.jpg

Quarentena - dia 8b.jpg

Quarentena - dia 8c.png

Quarentena - dia 8d.jpg

🍀

20
Mar20

Quarentena - dia 7

por maga rosa

Quarentena - dia 7.jpg

 

Hoje foi o primeiro dia da Primavera, a minha estação preferida e com ela veio a chuva mesmo a pedir para que se fique em casa. Lá fora a água cai, lava e leva tudo o que é ruim para fora das nossas vidas. Assim creio. A natureza é sábia e este dia que marca o início de um novo ciclo é um sinal de esperança.

 

Cá em casa, hoje, só o genro saiu para trabalhar. A menina da padaria teve folga. Cada um fez o que pôde para se manter ocupado. No r/chão encontrei o marido num intercâmbio musical com alguém do outro lado da tela do telemóvel. Na varanda do 1º andar a filha meditava ao som da chuva e de um vídeo gravado por uma conhecida e querida professora de Yoga. Subi ao sótão e assisti à filha mais nova a fazer uma aula de zumba de uma professora em directo.

 

Não, o mundo não está perdido. Ainda há esperança para a humanidade. Cada um através das redes sociais tenta chegar aos outros e dar um pouco de si. Todos separados, mas tão próximos. São dádivas feitas com o coração e o isolamento social torna-se menos duro. É desta vibração que a humanidade precisa. 

 

O serão prosseguiu com o marido, que é músico, a cantar em directo para um jornal online aqui da zona. Foi um momento bonito e animado e tenho a certeza que quem estava do outro lado, nas suas casas, se sentiu menos só.

 

🍀

19
Mar20

Quarentena - dia 5

por maga rosa

Quarentena - dia 5.jpg

 

Hoje a Helena foi trabalhar, alguém tem de vender o pãozinho que tanto gostamos de ter às refeições. De nós cinco, neste momento, é a que está mais exposta. A Diana foi mandada para casa, até ordem em contrário. O Genro ainda foi trabalhar. Por enquanto.

 

Temo-nos organizado conforme podemos e sabemos. A Diana está encarregue das idas ao supermercado e hoje foi dia de o fazer. Somos cinco adultos a comer todos os dias e não fizemos “açambarcamento” de produtos. Aliás, confiamos que comida não há-de faltar e vamos comprando à medida das necessidades, tendo apenas uma pequena reserva para não sairmos todos os dias. Hoje fomos três a almoçar em casa e dei por mim a racionar a salada para dar para duas refeições. Na lista de compras não constavam itens para saladas e preferi só alimentos que vão ser cozinhados. Talvez numa próxima venham e os meta em água e vinagre, que também é um bom desinfectante.

 

Na entrada da casa temos a zona suja, onde se deixa o calçado que vem da rua, casacos e malas. Um resto de álcool (sempre fez parte da minha farmácia) e algodão para desinfectar telemóveis, ou o que for necessário. E sabão azul na casa de banho da entrada, onde se deixam roupas que vêm de fora e se muda constantemente as toalhas. Nunca a minha máquina de lavar trabalhou tanto! Nem quero pensar na conta da água no próximo mês…

 

Quando a Diana chegou com as compras houve todo um processo de desinfecção e retirada das embalagens exteriores, antes de acomodar tudo na despensa ou no frigorífico. Algumas embalagens ficaram na zona de quarentena, até passarem uns dias antes de lhes mexermos.

 

Chamem-nos loucos, mas mais vale prevenir do que remediar. Assim sentimo-nos mais tranquilos no nosso refúgio. Não conseguimos controlar tudo, mas fazemos o melhor que sabemos. Ontem tivemos o segundo infectado confirmado, pessoa muito próxima de familiares nossos. Dali podem vir outros casos, pelo que todo o cuidado é pouco.

🍀

15
Mar20

Quarentena - dia 2

por maga rosa

Quarentena - dia 2a.jpg

 

Hoje foi dia de continuar a tratar do quintal à semelhança de ontem.

 

É o que se pode chamar de ir para fora cá dentro. O marido e o genro entretiveram-se a limpar uns ramos da nespereira e o chão do nosso pedacinho de verde. Foi limpar, sujar, limpar… E a saga vai continuar nos próximos dias. Da minha parte, deu-me para ir começar a organizar a arrecadação da oficina, tarefa à qual se juntou o marido. A ameaça de chuva interrompeu-nos mas amanhã também é dia. E nos seguintes também.

 

Enquanto isso, lá fora tínhamos uma das filhas a trabalhar para que os bens essenciais não faltem nas mesas. É estranho, como uma simples ida à rua agora nos parece algo tão complexo e que requer tanta logística. É a soma de estratégias para evitar voltar contaminados para casa, subtraindo contactos sociais e aumentando em cuidados redobrados. Parece coisa de filme. Se ao menos desse para desligar a tv quando nos fartássemos. Ou o covid-19 fosse como nos mostram as imagens, aquelas bolinhas com excrescências que mais parecem cravos-da-índia espetados, mas do tamanho de laranjas. Quando viessem directas a nós, só tínhamos que nos desviar.

 

A outra filha e respectivo boyfriend numa tentativa de fugir da civilização foram respirar o ar do campo. Pelos tapetes de Yoga e pelos vídeos que vi dos dois, tenho a certeza que a natureza lhes fez muito bem e mantiveram o corona à distância.

 

Depois seguiu-se a saga dos filmes. Houve quem preferisse ir descansar cedo porque amanhã tem de trabalhar e estes dias têm sido duros. Eu fiquei a ver a Maléfica em segunda fila, enquanto escrevo este texto para o blog.

 

Quarentena - dia 2b.jpg

 

Quarentena - dia 2.jpg

 

Quarentena - dia 2c.jpg

🍀

08
Mar20

Em jeito de reflexão...

por maga rosa

Em jeito de reflexão....jpg

 

Já tive a minha fase feminista, pois claro, lá por volta dos 15 ou 16 anos, numa época em que se vivia com fervor a política, os direitos e tudo o mais. A democracia era uma coisa recente. Estávamos nos finais dos anos 70, início dos 80. Os jovens da minha idade tinham participação activa nas campanhas políticas e tudo era vivido com paixão. E era com paixão na voz que eu defendia os direitos das mulheres e a igualdade entre estas e os homens. Foram tantos os serões em que acabava sozinha com o meu pai em frente à tv, em conversas mais ou menos filosóficas e que não raras vezes resvalavam para um terreno minado. Começávamos tão bem, mas às tantas lá estávamos nós em acesa discussão, com um de cada lado da trincheira. Cada um com o seu ponto de vista. Já nem sei se ele era assim tão machista, ou se simplesmente gostava de ser do contra. Pelo menos nas nossas conversas. Que ele não era o suprassumo da paciência isso é um facto. Como naquela noite, já com todos na cama e mais uma vez nós a falar de tanta coisa e de nada. Assuntos mundanos. Filosóficos. Pontos de vista. A tv a passar qualquer coisa que já nem recordo… às vezes, quase sempre, eram filmes que víamos e as notícias. Também não tínhamos muita escolha, só havia dois canais. E nós, ou eu, às tantas estávamos a falar da (des)igualdade entre homens e mulheres. Devo referir que a tv encerrava às 23h30, pelo que também não passávamos a noite inteira no paleio. O encerrar da emissão marcava muitas vezes o fim das nossas conversas, quando as tínhamos. Daquela vez devo ter falado com demasiada paixão, só pode. Valeu-me uma tremenda bofetada, a única que me lembro do meu pai alguma vez me ter dado. É que nem era sobre nós e nem sobre ele. Eram só pontos de vista. E a nossa discussão acabou abruptamente, com cada um de nós a ir dormir a chorar. Talvez mais a chorar que a dormir. E eu com as lágrimas numa mistura de sabores a sal e sangue à conta do lábio rebentado pelas costas da mão pesada.

 

Hoje estou mais sensata e menos feminista, porque o que conta, não é quem tem mais direitos, quem manda mais, quem é mais e sim, que sejamos todos iguais mas respeitando as nossas diferenças. Que cada um seja o que quiser sem ter de pisar ninguém e nem morrer por isso. Hoje sou pela liberdade da individualidade, seja mulher ou seja homem.

 

Bem sei que se hoje posso falar assim é porque lá atrás, alguém sofreu e lutou para que as mulheres tivessem os mesmos direitos que os homens e o preço muitas vezes foi alto. Pagou-se até com a própria vida. E há ainda, algures por este mundo fora, muitas mulheres sem voz. Mulheres sombra.

 

A minha publicação de hoje vai para essas mulheres, em especial aquelas que ao longo dos tempos perderam a vida em busca de um pouco de dignidade e respeito. (mas sem festa).

 

                                                                                                               Imagem: Pinterest

 

 

17
Mai19

A vida é feita de escolhas

por maga rosa

Móvel para bebidas21.jpg

 

Este é um móvel, mas não um móvel qualquer. Podia ter escolhido a via mais fácil e usá-lo tal como estava, colocado num canto qualquer nos fundos da casa, para guardar ferramentas. Escolhi dar-lhe uma nova cara, uma nova cor e uma nova vida. Foi-nos dado por uma colega do marido (bem sabem que gosto de aproveitar estas coisas…) e eu escolhi dedicar-me a ele de alma e coração. 

 

Durante o processo de recuperação, nem tudo foram rosas e a uma dada altura houve até uma pontinha de desapontamento, mas depois de quatro camadas de tinta (que afinal se revelou lindíssima), algumas alterações à ideia inicial e outras tantas aplicações, ficou uma bonita peça decorativa e única.

 

Agora, os meus olhos enchem-se de orgulho sempre que passo pelo móvel das bebidas! 

Móvel para bebidas13.jpg

 

Mas antes de chegar ao que é agora, houve todo um longo processo de restauro. Vinha com aqueles furinhos típicos do caruncho e mesmo não gostando eu nada de usar venenos, neste caso é mesmo necessário, se não queremos ver a mobília reduzida a pó. No segundo passo tive a ajuda do marido. Usámos as paletes que tínhamos tirado da cerca da horta e fizemos um tampo de reforço, que ele pregou por cima do original e pode ser visto aqui. Reforçou também os pés traseiros com uns pedaços de madeira, porque além de serem frágeis, um deles estava comido pelo bicho da madeira. As paletes revelaram-se muitos úteis e com elas fizemos ainda uns apoios para as garrafas, que pregámos na parte inferior do móvel. 

 

Móvel para bebidas colagem (1).jpg

 

Móvel para bebidas1.jpg

 

Móvel para bebidas9.jpg

 

Lixar. Pintar com primário. Pintar de vermelho. Sentir a frustração de não ser bem aquilo. Reformular a ideia. Pintar mais e mais de vermelho até obter uma cor uniforme. Pintar por cima com branco a “parede” do fundo. Pintar de branco o interior e a frente das gavetas. Pintar o tampo de branco. Lixar. 

 

E chegou a hora que me fez dar pulinhos de contente. Experimentar fazer decoupage, que não é nada mais e nada menos que colar pedaços de papel. Usei guardanapos próprios para o efeito que, felizmente, encontrei à venda em dois pontos aqui da cidade. Numa livraria e numa loja de produtos para artes e que se vendem avulso. 

 

Móvel para bebidas3.jpg

 

Móvel para bebidas2.jpg

 

Móvel para bebidas8.jpg

 

Móvel para bebidas7.jpg

 

Móvel para bebidas4.jpg

 

Móvel para bebidas5.jpg

 

Móvel para bebidas6.jpg

 

Para o tampo, rasguei com as mãos pedaços do guardanapo à volta dos motivos florais para dar um aspecto mais natural. Nas prateleiras as folhas foram usadas inteiras. Cada guardanapo tem 3 películas. Retiram-se duas delas e só se cola a exterior e que tem os desenhos. É tão fina que fica transparente depois de colada, o que dá para ver no tampo (o fundo dos desenhos também é branco tal como a tinta usada).

 

 

Usei cola branca que apliquei com um pincel fino. A cola é aplicada na superfície (neste caso a madeira), aplica-se o papel e alisa-se bem de modo a não deixar bolhas. Depois leva mais uma camada de cola por cima.

 

O segredo para uma aplicação perfeita, está em usar um plástico por cima para alisar o papel. Se usar as mãos, já era!

 

Por fim, e depois de deixar secar de um dia para o outro, lixei. Queria dar um ar mais natural e vintage, pelo que o desgaste com a lixa teve esse efeito. Parece até que é pintura.

 

Por último, foi a finalização do tampo pintando (a pincel), a grinalda a preto e a frase. Lixei algumas zonas estratégicas do móvel para dar aquele ar de desgaste.

 

Móvel para bebidas12.jpg

 

Móvel para bebidas17.jpg

 

Móvel para bebidas15.jpg

 

Móvel para bebidas18.jpg

 

Móvel para bebidas16.jpg

 

Móvel para bebidas14.jpg

 

Móvel para bebidas19.jpg

 

Móvel para bebidas20.jpg

 

Móvel para bebidas11.jpg

 

Com direito a assinatura de autor! 💙

18
Mar19

Existem ausências que são verdadeiros presentes...

por maga rosa

 

Na semana que passou, andei longe literalmente. Andei fora da minha zona de conforto e das actividades habituais. As redes sociais foram as rodas de amigos à volta de uma mesa. E as conversas sentidas de quem já viveu grandes e extraordinárias experiências e muito tem para ensinar. Conversas feitas com o coração e a alma. Posso afirmar com toda a certeza, que esta viagem foi muito mais do que uma sucedânea de lugares visitados. Foi uma ida ao meu Eu mais profundo e de quem me acompanhou.  

 

Foi uma viagem especial.

 

Viagem à Madeira2.jpeg

 

Um brinde à amizade e às boas energias!

 

                                                                     Créditos de imagem: maga rosa

 

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

Mais sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

Em destaque no SAPO Blogs
pub