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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

08
Mai19

Como enfrentar a frustração e dar a volta por cima

por maga rosa

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Este é o móvel em processo de acabamento e aquele vermelho cor de vinho tinto, lindíssimo (só na minha cabeça) e que se adivinhava no rótulo la lata de tinta, revelou-se afinal uma desilusão. Por agora! É que eu não sou mulher de baixar os braços e desistir.

 

Reacção do marido: depois de olhar uns looongos segundos (ou seriam minutos?) em silêncio para a minha obra-prima, saiu-se com esta : - “ Podes dar uma camada de amarelo por cima e lixar até se ver um pouco do vermelho…”

 

Só podia estar mesmo muito mau!

 

Reacção da filha mais velha: Com aquele olhar que não engana: -“Estava a gostar tanto do branco, mesmo com as partes mais escuras … (por escuras, entenda-se desgaste na camada de primário já lixado e pronto para receber a tinta). Mas o vermelho também vai ficar bonito depois de levar outra camada. Eu é que gosto de brancos…”

 

Olha, também eu filha! Também eu gosto de pinturas branquinhas, mas a continuar nos brancos deixava de ser a “Maria das cores”!

 

Desta vez quis sair da zona de conforto e arrisquei. Arrisquei tanto que ou aquilo muda ou eu fico aqui com uma aberração, caso insista em manter aquele vermelho-que-era-para-ser-uma-coisa-lindíssima-glamorosa-e-mais-parece-um-vomitado-depois-de-uns-copos-de-tinto-a-mais.

 

“Toura” que se preze não desiste à primeira e nem à segunda (e espero eu que nem em demão nenhuma, porque era sinal que teria de recomeçar tudo de novo, com a agravante de ter de arrancar aquela porcaria toda…)

 

A ver vamos… (que a minha cabeça já anda cá a ter umas ideias para arrematar o dito cujo). ;)

 

 

20
Abr19

A Sexta-feira Santa na oficina

por maga rosa

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A tarde de ontem foi passada na oficina a dar andamento a uma velharia e a produzir uma pequena porta para o jardim das fadas. Arrastei o marido comigo, é que há coisas que ainda não arrisco e uma delas é a usar a serra eléctrica. E convenhamos que trabalhar com companhia é outra história! E duas cabeças pensam mais que uma.

 

Trabalhar numa Sexta-feira Santa? Os meus antepassados devem andar às voltas lá onde se encontram, incrédulos com tamanha imprudência. No tempo deles, (nas zonas rurais pelo menos), os meios dias santos eram sagrados. Faziam tudo o que havia a fazer na manhã de Quinta e depois do meio-dia já ninguém mexia uma palha. Jejuava-se (ou pelos menos não se comia carne). As mulheres sentavam-se no lado de fora das casas com as suas orações. Os homens não faço ideia. Havia um enorme temor pelo castigo divino. De geração em geração transmitiam-se estas tradições e algumas lendas sobre quem desrespeitou o “Senhor”, como o caso de certa mulher que foi caiar a casa e na parede escorreu sangue. Dizem (ou diziam) que era o sangue de Cristo. Sexta à tarde a vida voltava à normalidade (ufa, estou safa!).

 

Por conveniência juntaram-se os dois meios-dias santos num só e passámos a ter o feriado num dia inteiro. Fazia lá algum sentido ir trabalhar só meio dia ali pelo meio quando se pode ter um fim-de-semana prolongado! ;)

 

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Aqui tudo se aproveita. As paletes da vedação da horta serviram para fazer um tampo reforço do móvel (depois conto-vos a sua história e para que vai servir) e para fazer a portinha das fadas.

 

A minha criança interior gosta tanto destas coisas. Na porta estão as memórias e a energia da minha infância, naquele puxador que foi parafuso de um banco da carrinha de caixa aberta do meu pai, onde ele transportava os trabalhadores. Hoje as ripas de madeira são outras, mas os pés do banco ainda cá moram e fazem parte do meu jardim.  

 

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ps. para quem não sabe o que é caiar, é o acto de pintar, mas com cal, uma forma mais barata de pôr as paredes brancas. 

06
Mar19

O meu Carnaval

por maga rosa

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Gosto dos bailes e das brincadeiras de Carnaval. Gosto do pré-carnaval. Do preparar das fantasias, de imaginar e criar os fatos. Sorte a de ter um marido músico, assim bailes não me faltam, ano após ano.

 

Em criança vestia-me com o que tinha, quase sempre a roupa dos meus pais. Quase sempre a matrafona. Uma máscara daquelas de plástico no rosto e lá ia eu feliz da vida, de casa em casa pela aldeia fora, juntamente com outras crianças. Regressava sempre com algumas moedas e guloseimas que nos davam e que repartíamos por todos. Fazia parte.

 

Este ano a criação das fantasias foi no momento. Sim, fantasias. Saí Sábado e Segunda-feira. No primeiro dia usei o fato de palhaço de anos anteriores, mas do qual continuo a gostar. Sempre gostei de ser a palhaça! :D

 

Na Segunda-feira arrisquei uma reação de eczema no rosto e produzi-me de caveira mexicana, bem colorida e com flores. Só dispensei a cara branca, com pena minha, pelo motivo que mencionei no início da frase. Tive dois parceiros de fantasia, a filhota e o namorado dela.

 

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O morto (nickname de concurso), valeu-lhe o prémio de melhor mascarado.

 

Créditos das fotos: maga rosa

30
Set18

Ensaio sobre madeira

por maga rosa

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Este foi um verdadeiro ensaio, uma vez que comecei sem um plano ou fim idealizado. A única coisa que sabia é que teria de ser um projecto a custo zero. Esta arca foi deixada para trás, entre outros pertences, por uma família que cruzou fronteiras em busca de outros horizontes e tinha como destino o lixo. Teve como ponto de passagem a minha casa e decidi resgatá-la. Os estragos eram visíveis, mas o trabalhado da madeira cativou-me, pelo que decidi dar-lhe uma nova oportunidade. Tinha um pé arrancado (e eu ao pregá-lo, quase que lhe arranquei outro), muitos orifícios provocados pelo bicho da madeira, estragos feitos pela humidade e mais uma série de senãos. É caso para dizer que tinha ali um bico d’obra. O marido achava ser um caso perdido e não valia o esforço. A filha teve voto neutro, porque dizia sim aos desenhos engraçados do exterior, mas não aos estragos e velhice do móvel. Como resultou num empate, de 1 contra 1, assumi o compromisso de forma solitária e com a promessa de usar só os materiais já cá existentes.

 

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E como há sempre um antes e um depois…

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E um durante…

                      …com algumas experiências goradas. E mais camadas de tinta e outras tantas lixadelas. E misturas de cores para dar novos tons. Ensaio que se preze, dá margem ao erro e a experiências novas. É uma tela sempre em renovação nas mãos do criador.  

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…Mas o que eu gosto mesmo é dos detalhes! O todo deixou-me satisfeita, ganhei uma peça decorativa ao estilo Boho Chic. Mas, é nos pormenores que está a graça.

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A cereja em cima do bolo…(neste caso, é mais dentro). O alegre interior em cor-de-laranja (amarelo-torrado para alguns), para dar vida e alegrar a vista sempre que levanto a tampa.

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Missão cumprida!

Menos um móvel deitado no lixo e eu ganhei uma bonita peça decorativa e útil. Uma arca para guardar aquelas roupas que já não usamos mais e esperam por novas oportunidades. E tudo sem gastar dinheiro, porque as tintas foram as sobras de outros trabalhos e os pouco materiais utilizados já os tinha.

 

Se ficou perfeita? Não! Mas é nas imperfeições que está o segredo que torna uma peça única e especial.

 

                                                                 Créditos das fotografias: maga rosa

25
Jul18

Pintura em sapateira

por maga rosa

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Das ideias no papel passei para a prática e meti mãos ao trabalho. A obra está concluída. Agora encontra-se à entrada de casa, lá ao fundo do corredor, lado a lado com obra mais antiga. Claro está que parte do projecto inicial foi suprimido, ou seja, ficou sem a escrita antes planeada. O composto de palavras, que seriam divididas e sobrepostas aos losangos. Lá se foi a frase bonita e inspiradora. Não se pode ter tudo e antes que estragasse o que já estava feito, fiquei-me por ali! :D

 

Ficou mais cleen é certo. Se melhor ou pior, não chegarei a saber. Mas, como nada é permanente, lá mais à frente num tempo ainda distante, logo se verá se a minha agora recente criação será tela para alguns caracteres.

 

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Há cerca de uns 17 anos comprámos vários móveis de madeira em cru (sem acabamentos), inclusive estas duas sapateiras. O meu trabalho foi terminá-los. A estas duas peças, uma dei-lhe uma pintura de base em branco e por cima aquele verniz colorido azul a imitar a ganga. Na outra, e que agora modifiquei, apenas lhe dei um acabamento com verniz normal incolor. O bicho da madeira entrou com ela e danificou-a na parte superior (mas isso é matéria para outro post) e eu nem aprecio mesmo nada móveis envernizados, pelo que estava mais do que na hora de a alterar.

 

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Esqueci-me de fotografar o antes, mas tem com o móvel já lixado e sem verniz e a cor não difere muito.

 

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Aqui, ainda o processo de acabamento estava na sua fase inicial. Fundo com uma demão de primário (branco) e exterior também com uma demão de tinta azul. Adoro esta tonalidade que ora parece azul, como verde ou cinza. Tudo depende da luz e do ângulo e dá-lhe um ar vintage.

 

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A face exterior das portas ganhou um axedrezado rústico que teve como base uma demão de cinza (neste caso misturei um pouco de preto em branco), que espalhei de forma pouco homogénea.

 

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Os losangos em azul (por cima da base cinzenta), foram feitos pelo método de stencil, mas limitei-me a cortar e pintar por cima do papel, sem recorrer a acetato. Para quem quiser entrar nestas aventuras, não esquecer de entre cada demão, lixar sempre!

Completei com uma fina e irregular camada em azul por cima e no final lixei com lixa de grão fino, mas sem muito cuidado, para dar aquele aspecto rústico.

 

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O interior ganhou um azulão para contrastar com a parte de fora. Só se vê ao abrir, mas ficou giro.

Para finalizar, usei cera incolor (de abelha, é o que dizem), que dei por duas vezes com uma boneca (trapo) e quando secou puxei o lustro com um pano seco e limpo. Ficou muito macio ao toque e a pintura protegida. Agora que descobri esta cera não quero outra coisa! eheheheh

 

Da oficina da maga para vocês,

     com votos de boas pinturas!

 

 

07
Mar18

O meu ramo de laranjeira

por maga rosa

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Na hora de escolher entre um varão de compra e um ramo do meu quintal, eu preferi mil vezes a segunda opção. Não é que não os tenha cá em casa (varões de metal adquiridos numa superfície comercial), mas este feito a partir de um ramo da minha laranjeira é mais especial e tem outra energia. No momento do corte guardei-o instintivamente, sem finalidade à vista. Quando decidi remodelar o hall, mas mantendo a cortina de trapilhos, aquele tronco rústico, guardado nos confins da minha oficina revelou-se a escolha certa. O hall é um espaço de passagem e nada melhor que a energia daquele pedaço de pau, que durante três décadas fez parte da nossa vida e do nosso quintal, para nos dar as boas vindas sempre que transpomos o arco. E depois, é a sua assimetria que me encanta. E a vida é isso mesmo, uma sucessão de linhas tortas.

 

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 Com paciência e uma boa dose de carinho, lixei toda a superfície e por baixo da casca grossa, revelou-se uma bonita madeira. Alva e macia. Seguindo a sugestão da filha mais nova, retirei a casca de forma irregular e as manchas deram um bonito efeito. No final, a maior parte ficou tapada com o tecido, mas isso não importa.

 

“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante.”em O Principezinho

 

 

 

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05
Mar18

A cortina de trapilho

por maga rosa

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“Ai rio não te queixes,

Ai o sabão não mata,

Ai até lava os peixes,

Ai põe-nos cor de prata.

Roupa no monte a corar

Vê lá bem tão branca e leve

Dá ideia a quem olhar

Vê lá bem que caiu neve

 

Água fria, da ribeira,

Água fria que o sol aqueceu,

Velha aldeia, traga a ideia,

Roupa branca que a gente estendeu… “

 

 

 Fim de vida da minha cortina de trapilhos? Não!

Já não é nova e as t-shirts que lhe deram origem também não, mas, depois de desmanchada, lavada com detergente e lixívia e posta a secar, está pronta para continuar a encantar e aconchegar aquele recanto da casa. Aqui nada se desperdiça (ou pelo menos tento!) Fica aqui o link para uma publicação mais antiga, num outro cantinho da blogosfera que eu e uma das minhas filhas em tempos partilhámos, e que mostra o passo-a-passo. “Ar’te que respiro”. Lá podem ver como fiz.

 

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Acrescentei mais umas tiras, mais umas missangas grandes coloridas. Mudei o pau que faz de suporte…

 

…. E voilá a rainha da festa!

 

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(versos da canção "Aldeia da Roupa Branca" cantada por Beatriz Costa no filme com o mesmo nome)

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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