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maga rosa

Oficina de artes esotéricas e criativas.

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Oficina de artes esotéricas e criativas.

25
Mar20

Quarentena - dia 12

por maga rosa

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Uma dúzia de dias a contar os restantes, sem saber quantos mais são. Uma dúzia de dias impensáveis. Há uns tempos se me dissessem que iríamos ficar reféns de um vírus, que o mundo inteiro iria parar, ia achar que andavam a ver filmes a mais. E cá estamos, reféns em casa, à espera que o inimigo passe e não repare em nós. Ou será que somos todos prisioneiros em prisão domiciliária a espiar cada um de nós os seus pecados pessoais e universais? Cada um a purgar o que tem de pior, para sairmos desta experiência pessoas melhores, mais conscientes, mais humanas, mais próximas…

 

E hoje cá por casa, este dia de afastamento social serviu para nos aproximarmos um bocadinho mais, uns dos outros. Houve um momento dedicado à reflexão, recheado de bons petiscos. Não foi uma mesa redonda, mas deu para uma boa conversa. Os chef´s de serviço foram a Diana e o João.

 

E para rematar a noite, ainda houve poncha (do Chef Amaro) para matar o bicho.

 

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🍀

17
Mar20

O Mundo é a nossa casa

por maga rosa

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Amanhã quando acordares abre bem os olhos e olha bem para tudo.

Ver com atenção é ver tudo como se fosse pela primeira vez.

Ver com atenção é espantar-se de as cores serem como as vemos

sabendo que poderiam ser diferentes e com certeza melhores.

Ver com atenção é também aprender o que querem dizer as coisas.

 

 

ed. da Comissão Nacional do Ambiente –

(do livro de português Nascer2, do 2º ano do ciclo preparatório – edição de 1977)

 

 

Que esta limitação da liberdade e a falta de alguns bens e hábitos aos quais estávamos habituados, nos sirvam para dar mais valor às pequenas coisas da vida. É ver para lá do supérfluo. É ver com o coração.

 

17
Mar20

Quarentena - dia 3

por maga rosa

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Hoje acordámos com um enorme vendaval. Ventania que levou tudo pelos ares e trouxe-nos mais alguma coisa com que nos entretermos. Era a roupa pendurada na corda a secar e que voou. Foram as árvores que se despiram mais um pouco para nos dar o que varrer… E acordámos fora de horas sem despertadores e nem compromissos para nos fazer saltar da cama às pressas.

 

As filhas já tinham ido cada uma para os seus respectivos postos de trabalho.

 

O pão faz falta nas mesas e o dinheiro para pagar aos funcionários também. Reduziram-se horários, limitam-se os produtos à venda e criam-se barreiras. É entrar e andar (ou assim deveria ser). A filhota Helena é uma guerreira.

 

Noutra linha da frente encontrava-se a filhota Diana. As escolas encerraram, as educadoras podem trabalhar a partir de casa, mas há limpezas e desinfecções a fazer e isso cabe às auxiliares. O quase marido, à laia de segurança protector, nem ficava tranquilo se não a fosse levar e buscar. Pelo menos não andou de transportes públicos. Menos mal. À saída passou pelo supermercado para trazer meia dúzia de coisas que nos fazem falta. Comida.

 

Enquanto isso, nós dois, o marido e eu, demos outra cara à arrecadação da oficina. Agora sim, já dá gosto lá entrar.

 

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Desde que a Helena migrou do 1º andar para o sótão que os meus pertences vieram pousar em cima da mesa de trabalho da oficina e em todos os cantinhos possíveis. Desconfio que as mudanças têm o poder da multiplicação. Nem sei como é que aquilo tudo cabia nas prateleiras lá de cima. Eu bem que tentei fazer de conta que nada daquilo é real, que é só uma alucinação, ou uma ilusão de óptica, mas sempre que corro a porta há uma montanha de livros prestes a escorregarem por ali abaixo. E mealheiros, bibelôs, flores de papel…

Hoje armei-me em super mulher e meti mãos à obra, mas perdi-me entre os livros e encontrei algumas preciosidades, como o meu velhinho livro de português do 2º ano do ciclo (actual 6ºano). Fiquei mesmo feliz.

 

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🍀

 

 

15
Mar20

Quarentena - dia 2

por maga rosa

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Hoje foi dia de continuar a tratar do quintal à semelhança de ontem.

 

É o que se pode chamar de ir para fora cá dentro. O marido e o genro entretiveram-se a limpar uns ramos da nespereira e o chão do nosso pedacinho de verde. Foi limpar, sujar, limpar… E a saga vai continuar nos próximos dias. Da minha parte, deu-me para ir começar a organizar a arrecadação da oficina, tarefa à qual se juntou o marido. A ameaça de chuva interrompeu-nos mas amanhã também é dia. E nos seguintes também.

 

Enquanto isso, lá fora tínhamos uma das filhas a trabalhar para que os bens essenciais não faltem nas mesas. É estranho, como uma simples ida à rua agora nos parece algo tão complexo e que requer tanta logística. É a soma de estratégias para evitar voltar contaminados para casa, subtraindo contactos sociais e aumentando em cuidados redobrados. Parece coisa de filme. Se ao menos desse para desligar a tv quando nos fartássemos. Ou o covid-19 fosse como nos mostram as imagens, aquelas bolinhas com excrescências que mais parecem cravos-da-índia espetados, mas do tamanho de laranjas. Quando viessem directas a nós, só tínhamos que nos desviar.

 

A outra filha e respectivo boyfriend numa tentativa de fugir da civilização foram respirar o ar do campo. Pelos tapetes de Yoga e pelos vídeos que vi dos dois, tenho a certeza que a natureza lhes fez muito bem e mantiveram o corona à distância.

 

Depois seguiu-se a saga dos filmes. Houve quem preferisse ir descansar cedo porque amanhã tem de trabalhar e estes dias têm sido duros. Eu fiquei a ver a Maléfica em segunda fila, enquanto escrevo este texto para o blog.

 

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🍀

Quem é a maga rosa?

É uma alma antiga, bruxinha ou alquimista, que sabe que é o sonho que comanda a vida e que o essencial só é visível ao coração, pelo que coloca paixão em tudo o que faz, mesmo que aos olhos dos outros não passe de uma lunática. Quando desce à terra, deita cartas e lê nos astros, enquanto vai espalhando pinceladas de cor e boas energias!

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